Jeon Somi está de volta com “EXTRA”. Estamos cada vez mais perto das IAs assumirem as produções synth retrô no K-pop.

Em um ano surpreendentemente frutífero para a THEBLACKLABEL (MEOVV conseguiu descolar um hit  que quase carimbou o Top 10 com “Hands Up” e o ALLDAY PROJECT está construindo um dos maiores hits coreanos do ano com “Famous”), chegou a vez da Jeon Somi, a palita mais palita de Seul, voltar com o novo single “EXTRA”. Depois da horrenda “ICE CREAM” eu pensei “Bem, qualquer coisa que ela lançar deve ser melhor que aquilo”, e “EXTRA” mostrou que eu estava certo. Porém, essa aparentemente foi a mesma linha de raciocínio do Teddy na hora de dar essa música para a Somi, pois “EXTRA” é realmente BEM qualquer coisa:

A primeira coisa que pensei quando terminei a música foi “Meu deus que refrão chato”. Ele é totalmente desinteressante e fiquei chateado quando percebi que o gancho ficaria nisso de soletrar o nome da música do jeito mais soft possível. A música em si não ofende, mas também não se esforça em ir além do básico do synthpop retrô e até eu, que costumo aclamar números nesse estilo, estava entendiado ali pelo 3º play. “EXTRA” é como um cachorro correndo atrás do próprio rabo, pois a música parece girar em círculos o tempo todo até, do nada, acabar. Nada parece acontecer de verdade em “EXTRA”, e a Somi é vanilla demais para carregar uma música assim sozinha.

Tudo nessa música é extremamente familiar com as viagens synth/disco coreanas nos ultimos anos e o conjunto do comeback nem disfarça a construção da Somi como uma Sabrina Carpenter do K-pop, numa execução tão tediosa que deveria ser crime. Falta vida na coisa toda, uma vez que a música já parece cansada na produção e a Somi está mais sem vida do que nunca. Se me falassem que “EXTRA” é uma dessas produções de IA criadas depois de pedir um “synthpop com toques retrô e easy listening” no prompt eu acreditaria, pois não apenas a produção parece com todos os pops sintetizados dos últimos 5 anos como a própria Somi parece ter levado a música no automático. Nada que envolve essa música me faz pensar que é a cara da Somi ou me deixa empolgado ao ouvir. “EXTRA” apenas existe, tal como essa carreira solo da Soni

O grande ponto de “EXTRA” é que a música sequer tenta. Ok que a Somi não é conhecida por reinventar a roda da música pop, mas as músicas mais recentes pelo menos tinham mais objetivo e despertava algo mais forte (Seja o brilho homossexual de “Fast Forward” ou a raiva e arrependimento de “ICE CREAM”), e “EXTRA” é um grande nada que só ganha algum crédito se você simpatizar com a Somi. Não fingirei que não foram 2 minutos agradáveis de ouvir, mas uma aspirante a diva pop que mal consegue lançar mais de um single por ano como ela deveria, ao menos, se esforçar para ter uma música mais ambicioso e relevante que essa.

27 comentários sobre “Jeon Somi está de volta com “EXTRA”. Estamos cada vez mais perto das IAs assumirem as produções synth retrô no K-pop.

    • Aí eu gosto da Sabrina carpinteira (por favor não me julguem)

  1. Chatissima e morna. E de verdade? Já tinha pensado que a Somi tinha largado a carreira porque ela some, não lança nada e não tem uma marca como uns comentários ali em cima. Não é uma pessoa que a gente fica ansiosa pro lançamento dela.
    PS. Ela tá tão sem vontade que fiquei meio chocada.

  2. É assim que soaria um música da Sabrina Carpenter sem a Sabrina Carpenter.
    Gosto da Somi Loures, mas acho a carreira dela uma grande duma bagunça.

  3. A carreira da Somi deve ser uma das mais bagunçadas do kpop. Já fazem 6 anos que ela debutou e ninguém sabe o que ela quer como solista até hoje.

  4. ela e a rosé correm o risco de ser rejeitadas pelo ocidente e pelo oriente porque tentam conciliar públicos e ouvidos de uma forma burra os lançamentos da somi sempre parecem mais uma porcaria com traço de produção barata ocidental pra conseguir visualização com publico infantil no youtube

      • pior que a jessica porque ela foi expulsa no caso nao pertubou pra ser ouvida por coreano e acabar ignorada como sem uma sem talento que é o caso das duas loirinhas naturais

  5. achei que com esse renascimento do teddy e da the black label a somi entraria no bagaço mas pelo visto foi só expectativa mesmo… julgaram ela pelos pop chiclete, mas qualquer um ainda se sairia melhor. a somi tinha potencial de ser uma das maiores solistas do k-pop, considerando o apelo nacional e internacional que ela tem/tinha, nem personalidade da mídia mais querem transformar a coitada pelo visto, já que cada dia ela parece mais sumida do mundo do entretenimento

  6. O visual é bom, mas que música chata, nem parece que é a mesma pessoa que lançou Fast Forward. É uma preguiçosa mesmo, melhor ficar sendo influencer ou sei lá, tenta virar atriz. Ficar esperando singles ruins por anos não é uma boa

  7. A carreira da Somi se resume em lançar singles que não conversam consigo e nem com a própria artista. A Chungha pode ter tido uma caída na fama e umas músicas questionáveis (a horrorosa Eanie Meanie), mas ao menos ela tem algo que faz a gente pensar “hum, isso seria algo que a ChungHa lançaria”. Nenhuma das músicas da Somi parece que foram feitas pro mesmo artista, isso incomoda um pouco.

      • No Brasil, sim.

        E, parando pra pensar, a Anitta pelo menos teve alguma consistência nos três primeiros álbuns; foi só quando ela começou a flertar com a tentativa (fracassada) de emplacar carreira internacional que ela passou a atirar pra todos os lados pra ver o que dava certo.

  8. Concordo com o Douggie, mas resumindo o que eu achei dessa música: Enquanto “Stress” é uma versão safada e xerecuda da já xerecuda “Yes, and?”, “EXTRA” é uma versão pau-mole da, pau meia-bomba, Espresso, da minha nova branca básica favorita, Sabrina Carpenter.
    Triste Fim pra tidinha da Coréia

  9. Se a música tivesse um batidão potente, um vocal com mais energia e pelo menos uns 3 minutos de duração (coisa rara no kpop hj em dia) teria sido incrível, mas parece que a Somi n sabe o que quer e recebemos mais um easy listening batido esse ano..

  10. eu acho que a somi é um pouco preguiçosa também. na the black label ela tem liberdade criativa, participa das composições, então se ela não lança música com frequência, é porque não quer mesmo. não é como as meninas do meovv, que precisam esperar o 24 liberar o batidão. a somi já tem nome e espaço suficiente pra ter autonomia. esse vitimismo pra cima dela não cola comigo.

    • sou mto fã do zion t que era da blacklabel desde 2016 mas penso sobre qual seria o motivo dele ter saído ano passado e fundado a própria gravadora porque la ele tinha autonomia ao que parece mas acho que nunca vamos saber o se de fato existe essa liberdade ai na blacklabel

      • no caso do zion t a discografia ficou pior e menos frequente na blacklabel, a maior exposição e visibilidade veio pelo publico de kpop que consome material da tbl mas ele lançava mais e melhor na amoeba culture até 2016
        a tbl é uma bomba na maioria dos casos

  11. Concordo totalmente. “EXTRA” realmente soa como uma música feita no piloto automático — da produção à entrega da Somi. É frustrante ver alguém com tanto potencial artístico ser colocada em faixas que parecem mais preocupadas em seguir uma tendência do que em construir uma identidade sonora própria. O synthpop retrô já deu frutos incríveis no K-pop, mas aqui ele vem diluído e repetitivo .

    A comparação com uma IA acertou em cheio: tudo parece tão genérico e calculado que falta qualquer traço de alma ou emoção. E o mais triste é perceber que a Somi já entregou momentos muito mais vibrantes, como “Fast Forward”, que ao menos trazia energia e personalidade. Em “EXTRA”, ela só parece entediada. Para uma artista que lança tão pouco, era de se esperar algo com mais impacto. No fim, essa música só reforça a sensação de que a carreira solo da Somi ainda está presa em rascunhos do que poderia ser 🤷‍♂️

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