ALBUM REVIEW: TWICE – THIS IS FOR

O single “THIS IS FOR” foi um dos comebacks mais broxantes do ano e essa festa de 10 anos do TWICE já tinha virado um enterro para mim. Mas ainda tinha uma esperança: O álbum “THIS IS FOR”. O conjunto de 14 músicas (Que virou 16 em um deluxe safadíssimo) e que desperta expectativas por conta do histórico de álbuns coreanos muito bons que o TWICE possui. O pix que recebi para fazer esse review estava na esperança de que eu ouviria esse álbum e encontraria algumas album tracks bem legais. Então eu ouvi o “THIS IS FOR” com essa esperança e a boa notícia é que SIM, temos músicas bem melhores e mais destacáveis que o single. A má notícia é que não são tantas músicas assim.

Artista: TWICE
Álbum: THIS IS FOR
Lançamento: 11/07/2025
Gravadora: JYP Entertainment
Nota: 63/100

Vamos tirar o elefante branco da sala: A ideia de música curta sofrendo para ter 2 minutos é ridícula, e o álbum do TWICE está cheio disso. 11 das 14 faixas do THIS IS FOR padrão tem menos de 3 minutos e, dessas 11, OITO tem menos de 2 minutos e meio. Músicas curtas assim na minha playlist funcionam em 2 casos: Ou a música é caótica, acelerada e potente de um jeito que TUDO que precisa acontecer em uma música acontece nesses 2 minutos (Como “Underground” do f5ve ou boa parte do Noitada da Pabllo) ou é uma música não exatamente pensada em seguir uma fórmula pop (Como “Television” do mesmo f5ve ou boa parte da carreira da PinkPantheress que 90% dos produtores ainda não entenderam como é que ela faz). Comprimir uma fórmula pop retirando trechos base para ser mais “fáceis de streamar” acaba matando o potencial de muita música que poderia ser icônica se fosse maior e desse tempo para você se apaixonar ouvindo… Como boa parte das músicas DESSE álbum do TWICE, que tem algumas das produções mais polidas do grupo mas, quando parecem que vão chegar no ápice, simplesmente acaba.

Para não ficar repetitivo nesse post falando “ah, é muito legal mas seria bem melhor se tivesse 3 minutos”, vou resumir esse ponto da review em: Das músicas de menos de 3 minutos do álbum, “MARS” é a melhor música, “FOUR” é uma intro ótima (Que não tem muito o que introduzir já que as músicas parecem lutar para serem tão intros quanto) e “DAT AHH DAT OOH” é o pop/hip hop de gostosa anos 2000 que funcionaria bem melhor como single sucessor de “Strategy”. Todas as outras ou parecem faltar algo, ou simplesmente deixam pensando que seriam melhores se fossem mais longas. Com isso dito, vamos ao álbum.

Esse retorno do TWICE foi feito para mostrar que ainda é um grupo atual, jovem e versátil mesmo depois de 10 anos de estrada, e ele mostra isso da forma mais cansativa possível: atirando para todos os lados e quem achar uma favorita ali no meio, achou. A moda do K-pop é ver qual grupo consegue emular melhor a carreira da Anitta e mostrar todas as versões de si em um único trabalho, e elas querem mostrar que ainda podem ser o seu girlgroup da nação… mas um bom álbum não precisa de tudo isso. Temos como exemplo de trabalhos bons e consistentes os próprios full albums do TWICE, que têm um fio condutor e uma sonoridade principal que o grupo explora, descobre camadas e desenvolve de um jeito colorido, que dá vontade de ouvir do início ao fim. “EYES WIDE OPEN” (Que chocantemente não fiz review aqui) e “Formula Of Love” (Review aqui, meio datada pois o álbum envelheceu bem comigo) são ótimas experiências como álbuns porque parecem chegar em algum lugar para início de conversa, coisa que o “THIS IS FOR” sequer tenta.

Algumas músicas do THIS IS FOR tem uma aproximação mais forte ao pop mesclado ao R&B e Hip Hop dos anos 90/2000 que parece ser um fio condutor e o caminho dessa fase mais madura do TWICE, mas as músicas são bem diferentes e não parecem se conectar tão bem quanto a bolha de músicas disco dentro do “Formula Of Love”, por exemplo. Como esse é um álbum empenhado em mostrar as diferentes e contemporâneas versões do TWICE a todo instante, a tracklist é uma bagunça que muda de humor praticamente em todas as trocas de faixas, e não parece tão bem amarrado. As músicas parecem disputar a minha preferência sem necessariamente ter uma harmonia ou qualquer outra coisa, como uma playlist que o Spotify monta sem qualquer critério além de “alguém está hitando com coisa similar”. “THIS IS FOR” é um álbum que quer que você escolha 3 ou 4 músicas para você carregar para sua playlist e até consegue, mas isso acaba tirando qualquer tesão em me fazer experienciar o álbum em si.

No faixa a faixa, as duas músicas mais legais do álbum são (Ironicamente) as duas mais zona de conforto do grupo: “OPTIONS” é a fusão synthdisco retrô que o JYP não deixa ninguém errar, e “MARS” é o synthpop oitentista que o TWICE faz muito bem desde que se propôs a ser um grupo menos teen de “FANCY” para frente. A sequência dessas duas com “RIGHT HAND GIRL” é o momento mais forte do álbum, com algumas músicas puxando um Pop/R&B como “DAT AHH DAT OOH” e “TALK” sendo outros destaques a se prestar atenção. O resto… Bem, boa parte delas são ideias melhores que execuções, e não é como se as músicas desse projeto ganhassem força dentro da tracklist. Seria menos cansativo se “THIS IS FOR” fosse um EP (E não tivesse o single mais pau mole do TWICE em anos liderando a coisa toda), mas a JYP sabe que derrubariam o prédio daquela empresa se não rolasse um apropriado full album para comemorar 10 anos de TWICE.

No papel, o TWICE querer mostrar que ainda tem fogo no olhar para fazer um trabalho descolado que agrade um público mais jovem, o que é bem mais ambicioso do que um habitual álbum celebratório de 10 anos de debut e faz sentido levando em conta o frenético ritmo de lançamentos que esse grupo possui (Mês que vem já tem álbum novo delas no Japão). Na prática, o que temos é um álbum inconsistente, sem muita história para contar e que não dá muita vontade de ouvir do início ao fim. Pouca coisa é ofensiva nesse disco, mas quase nada me faz pensar “UAU, elas foram incríveis” também (Muito por conta das músicas com potencial simplesmente serem curtas demais para te prender ouvindo). Um projeto com muita vontade de ser O grande álbum dos 10 anos de TWICE, mas com pouco resultado.

Faixa a Faixa

“FOUR” é uma ótima intro. Não sei exatamente se é uma intro dadas as durações do álbum, mas a produção mais ágil e introduzindo esse TWICE moderno e disposto a entregar diferentes batidas e estilos. Ainda há muito a ser explorado depois de 10 anos, e “FOUR” quer que você saiba disso. Depois temos “THIS IS FOR” que… bem… é “outra intro” repetida duas vezes. O 1º minuto de “THIS IS FOR” funcionaria muito bem como interlúdio para apresentar um bloco noventista de números inspirados em miami bass, new jack swing e derivados, mas faltou essa visão da JYP e sobrou preguiça para repetir o 1º minuto e transformar numa música de dois minutos. E a versão estendida adicionando um break de 15 segundos que elas lançaram no deluxe é tão irrelevante quanto a música original (Eu até teria vergonha de chamar uma música de 2 minutos e meio de “extended” masok).

“OPTIONS” traz o TWICE de volta ao ritmo disco, funky que elevou muito o nível do “Formula Of Love”. Esse revival é simples, mas mais maduro e elegante que o que elas entregaram 3 anos atrás e igualmente gostoso de ouvir, como se a meta fosse deixar a Jessie Ware orgulhosa e com vontade de fazer um feat. poderosíssimo depois de conhecer. “MARS” já muda a chave para o synthpop oitentista que é outra coisa que o TWICE sabe fazer muito bem, e aqui é mais um acerto. Dançante, retrô, viciante, tranquilamente e não me incomoda o fato da música ter 2:20 de duração. Essa é uma daquelas músicas mais intensas onde você não precisa viver essa adrenalina por um grande tempo (Especialmente quando as vocalistas do grupo resolvem soltar mais a voz), então, mesmo achando que uma ponte e um refrão final faria essa ser a melhor música do ano, eu saio extremamente satisfeito com “MARS”. As duas músicas não são exatamente ousadas e novas no catálogo do TWICE, mas antes uma música de conforto bem feita do que uma tentativa falha de reinvenção como o single do álbum.

“RIGHT HAND GIRL” é o jeito mais sexy e tropical do TWICE, apostando no dancehall para um ar mais quente e provocante. Quase nunca temos um TWICE servindo música de putona para as bombshells e essas viagens mais latinas/caribenhas são o mais perto que temos do grupo servindo um sexy concept, o que é uma pena e um alívio levando em conta que boa parte delas não parece muito confortável em entregar um número assim. Apesar de um R&Bzão sexy e mais paga calcinha cair bem na ideia de mostrar uma faceta nunca vista, TWICE é um grupo com limites e “RIGHT HAND GIRL” explora o máximo delas nesse sentido.

“PEACH GELATO” é um popzinho com base no violão inofensivo, e a execução é um pouco menos tediosa que a teoria. É uma música vocalmente interessante para apreciar vocais mais sóbrios por parte do TWICE, mas a produção ainda grita música do Ed Sheeran feita no piloto automático, fazendo dessa a primeira música fillerzão do álbum. “HI HELLO” já deixa essa música inespecífica ser menos inespecífica em um R&B envolvente mas que também não me importei muito depois do primeiro play. O instrumental poderia ser mais potente mas é agradável, e o “You say HI I say HELLO” é o gancho mais memorável do álbum para mim, mas a música não vai muito além.

Até aqui tivemos 7 músicas de 7 sonoridades diferentes que não conversam em nada numa tracklist de álbum, então nada melhor que botar músicas de units onde temos CERTEZA que serão totalmente diferentes entre si. “BATTITUDE” tem um instrumental ótimo que um girlgroup de atitude mais agressiva sustentaria muito bem, mas no TWICE… Vou apenas me limitar a dizer que a Momo deu o nome na música. “DAT AHH DAT OOH” é melhor em todos os sentidos, desde o instrumental anos 2000 até a direção mais sussurrada dos vocais da unit, com o TWICE mais uma vez explorando os limites de música sexy que elas mesmas colocaram na discografia. E a desacelerada que a música dá antes do refrão é pop gold, sendo a melhor das músicas das units.

“LET LOVE GO” é uma midtempo OK. Leve, meio “summer vibes”, com vocais meio esquecíveis mas que funcionam dentro dessa produção prazerosa e suave. Você ouve, pensa “Ah, tá bom né” e segue para a próxima. “G.O.A.T” era para ser um número confiante e sexy sobre superar a tristeza e ser a fodona no mundo, mas pegaram 3 vocalistas que não combinam com esse batidão meio afrobeats e a música fica, huh, esquisita. Simplesmente não consigo entrar na vibe que elas querem que eu fique com essa música, pois sinto que falta mais maldade e malemolência para “G.O.A.T” florescer como uma música grandiosa e envolvente. O fim das músicas das units é um dueto entre Jihyo e Nayeon “TALK”, um R&B mais lento e old school que o K-pop mais gosta de fazer na hora de beber da black music da forma mais sem vergonha possível e, honestamente, não esperava curtir tanto. Quer dizer, estamos na faixa 12 e é um dueto, já estava pronto para chutar uma baladinha nesse álbum e *BOOM* temos uma disputa de quem está com mais tesão cantando uma música sobre ter atitude. E é impressionante como todos os R&Bs que a Jihyo lança são melhores que o debut solo dela (Cadê o comeback solo de redenção da gostosa?)

O THIS IS FOR está chegando ao fim e, obviamente, temos duas baladinhas porque… Bem, por que não né? “SEESAW” meio que se perde na hora de fazer uma balada delicada e madura para a proposta de evolução sonora do TWICE e eu senti estar ouvindo um grande NADA em forma de faixa lenta. “HEARTBREAK AVENUE” é melhor com a bandinha mais destacada no instrumental e a interpretação mais melancólica e sentimental dos vocais. A música em si também não é lá grandes coisas, mas o final com o solo de guitarra jazz é mega charmoso e ele, sozinho, é uma ótima forma de finalizar o álbum.

Concluindo…

Morra como um herói, ou viva o suficiente para lançar uma playlist de algoritmo de Spotify em forma de álbum. “THIS IS FOR” não é um álbum ruim mas soa como o TWICE dando dois passos para trás na sequência de álbuns completos lançados na Coreia, e é um trabalho que me dá zero vontade de ouvir do início ao fim. O jeito é salvar “OPTIONS” e “MARS” na minha playlist e esperar pelo próximo EP do grupo daqui a uns 6 meses (Elas renovaram o contrato com a JYP, né… Que deus segure a mão dessas comadres).


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28 comentários sobre “ALBUM REVIEW: TWICE – THIS IS FOR

  1. Aí eu achei tão broxante tanto o álbum quanto a title. Jurava que a title ia ser o funkzão que apareceu no trailer… O Twice tá tão no automático sei lá, só lançam álbum pra sair em turnê mesmo.

  2. Se tivesse sido trabalhada, FOUR tinha tudo pra ser o nome do álbum e consequentemente uma title que se encaixaria muito bem nos concepts e teasers de divulgação e que seria um hino. Pena que a JYPE ama ficar prometendo em divulgação e lança qualquer porqueira nada a ver depois, como foi com Sneakers.

    • Você acabou de desbloquear em mim a memória daquela thread do twitter sobre sneakers não ser um comeback real e que o comeback de verdade ia ser algo diferente e mais “classudo” 🤡😂😅

  3. Não é um álbum ruim, só é mais um álbum. Pra once que fez tanto estardalhaço pra esse lançamento, dá a impressão de que ficou faltando molho. O twice é safe demais. Falta ousadia pra sair da caixinha. Nada delas é ruim ou bomba, mas poderia ser mais impactante

  4. JYP usa esse grupo para lavar dinheiro?

    Jesus, enterrem esse grupo logo, não estão vendo que esse leite já azedou?

    Nós precisamos aprender a dizer adeus…
    Seria um grupo ótimo se tivesse acabado em I Can’t Stop Me.
    Agora viraram piada

    • Pior que elas ainda rendem em turnê, por isso a jyp ainda escolhe manter o grupo ativo. Ainda mais se considerarmos que a jyp não debuta um grupo de sucesso já tem uns bons aninhos aí.

  5. Eu gostei desse álbum muito mais do que esperava. Apesar da falta de coesão das faixas, quase todas elas são boas (o single pra mim é uma das piores músicas do álbum, inclusive). Se não fosse essa mania de fazer música de tik tok, poderia ter sido um bom especial de 10 anos.

  6. olha só, minha impressão é que são duas propostas em um álbum, porque realmente no começo só mars e mais uma ou outra são interessantes

    agora o up que esse álbum tem quando chega nas units não tá escrito… me deu a impressão que a primeira parte do álbum é pra agradar os coreanos que não largam o osso do oldwice e das units pra frente continuar o legado de grandes gostosas construído desde strategy que agradou o fandom de fora da ásia. acho todas as units bem consistentes e com uma proposta tão madura pro álbum, que se ele todo seguisse assim teria sido bem 10/10. mas no geral, fiquei com essa sensação dividida, porque tudo bem que concept photo e vídeo é sempre um engana pra comebacks do k-pop, mas eu realmente esperava nesse que elas fossem por o pau na mesa e o álbum todo nem chega a ser tão atitude… se seguissem na linha das units teria sido um bom álbum

  7. Péssimas como sempre, no aniversário de 10 anos ainda conseguem ser piores do que sempre são normalmente, nota muito alta para um álbum péssimo de um grupo péssimo, péssimas, péssimas, péssimas.

    • Calma! Teu odio nao vai fazer teu Scat Velvet voltar. Apenas grupos relevantes se mantém

      • Nem sempre né? Prova disso é que o twice, um grupo extremamente irrelevante e que ainda está em atividade, pelo menos por enquanto.

      • Será esse o fake novo daquele espírito obsessor da Senhora Taeyeon também conhecido por mim como CUcas???????

    • Amiga. sem querer te ofender mais, essa mania de perseguição que tu tem com o twice as vezes me deixa preocupado…….. Tá quase virando uma obsessão isso já 😐😐😐😐😐

  8. Esse aniversário virou um enterro…

    Sei que o TWICE vem de uma longa tradição de capas de álbuns/EPs péssimas, mas a de THIS IS FOR tá TENEBROSA. Acho que nunca vi uma capa de álbum tão feia.

    A tracklist, apesar de não servir horrores como a capa, não é muito melhor não. É como você disse: as músicas não são ruins (só G.O.A.T que é), mas são esquecíveis, capengas, xoxas. Tem umas que gostei e salvei na minha playlist (Options, Dat Ahh Dat Ooh, Let Love Go e principalmente Talk), mas nada que tenha mudado a minha vida. Espero que o álbum japonês seja melhor.

    • E queremos a review de Eyes Wide Open!! É definitivamente o melhor álbum das TWICE e maior que muitas carreiras por aí!

      • Já tive um sentimento ruim com a duração das músicas e quando vi as previas…
        Estava até com expectativas, porque os 2 full são muito bons! Nem sei apontar qual música tá boa, porque até agora transitam entre os escutaveis e me esqueço logo em seguida daí vou ouvir de novo pra saber como a música soa.

        This is for não tem cara de title, parece b-side.

  9. Qual o sentido de colocar uma língua e os beiço na capa de um álbum. Valha me céus!

    • eyes wide open melhor album delas, tempo bom antes de todo trabalho delas serem pura sopa de chuchu

  10. Achei o álbum bem qualquer coisa, uma pena porque eu gosto bastante do Formula Of Love e de outros trabalhos do TWICE. Inclusive, que capa de álbum é essa…

    Também lamento que nenhuma aspirante a nugupromoter tenha te mandado pix pra falar sobre o ASSEMBLE25 do tripleS, seria tudo.

    • Nossa, de longe esse é o pior álbum e comeback do Twice. Tudo bem que elas estavam meio no automático a uns 5 comebacks, mas pelo menos eram músicas até boas de se ouvir e tinham umas b-sides deliciosas (Last Waltz, Hell in Heaven, Crazy Stupid Love um beijo), mas esse álbum!? Deus me livre, um amontoado de semi-musica pra tiktok que se não é ruim é extremamente broxante. Pra um grupo fazendo 10 anos entregar esse lixo é decepcionante. Pra quem entregou Fancy e Feel Special se rebaixar a entregar This Is For é muito triste

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