Já que ninguém quer fazer o maior comeback do ano, Jolin Tsai teve que fazer por conta própria com “DIY”

Quando a Jolin lançou “DIY” como single eu pensei “UAU, minha comadre serviu mais um hino, ‘Pleasure’ será mesmo o álbum do ano” mas, diferente de “Pleasure” (Um single que estava MUITO animado para ouvir e falar sobre por ser o comeback dela depois de 7 anos), eu decidi esperar o MV sair para fazer um post bem bonitinho para esse single. E aí o tempo passou… e passou… e passou… e seguiu passando. O álbum, que no lançamento de “DIY” não tinha nem data, foi LANÇADO e nada do MV de “DIY”. Eis que hoje, como quem não quer guerra com ninguém, Jolin pensou “Agora é a hora” e botou o vídeo desse hino para o mundo:

Esse conceito de divas pop extravagantes e exuberantes meio que caiu em desuso a medida que o mundo decidia que a Taylor Swift é a maior artista viva e metade das novas estrelas do pop querem ser como ela, e até mesmo as figuras mais exóticas e interessantes como Chappell Roan parecem mais limpas e menos chocantes. Obviamente essa visão que eu tenho é super moldada pela minha formação como bicha pop do meio dos anos 2000 até a virada para os anos 2010, mas sinto que essa coisa mais vulnerável de cantora/compositora que assola o pop atual sendo a verdade para a geração adolescente/jovem adulta de hoje, e visuais mais fortes, fashionistas e opulentes em MVs acabaram se tornando coisa de veterana mesmo.

“DIY” da Jolin é um grande exemplo disso. O vídeo nem é dos mais elaborados em termos de CGI ou visuais da própria Jolin, mas existe um toque mais exuberante na produção do vídeo e uma presença mais imponente na performance da artista que, hoje em dia, não é qualquer uma que entrega. O jeito que Jolinzão explora a cor vermelha nesse vídeo é tão hipnótico que se torna viciante de assistir. É notável o cuidado que Jolin tem com a direção de arte em seus vídeos, e até mesmo ideias com menos enredo como DIY possuem uma execução rica e empenhada em criar um MV grandioso e satisfatório.

O MV de “Pleasure” é outro belíssimo e orgasmático trabalho visual. A videografia dela de 2014 para cá é simplesmente imbatível

Junto a isso, mais uma música incrível. Os versos mais lentos que dão uma ideia de pop mais introspectivo dão um tom misterioso e provocante para a faixa, que não tem muita força no início mas brilha muito na combinação com o refrão, um batidão phonk efervescente, intimidador e sensacional. Uma coisa que pensei imediatamente após ouvir DIY é como combinaria bem um remix com a Pabllo Vittar nessa fase noitada/club vittar que ela anda forçando esse ano, e abriria mais margem para experimentar e elevar essa coisa industrial, impactante e empoderadora de mulheres e gays de peruca que “DIY” carrega. É ISSO que quero ver no mainstream, e é muito bom ver que Jolinzão está com fogo no olhar para manter o pop vivo.

Nem preciso dizer que o Pleasure é o álbum do ano, né?

3 comentários sobre “Já que ninguém quer fazer o maior comeback do ano, Jolin Tsai teve que fazer por conta própria com “DIY”

  1. Jolin podia ter tirado a Namie do cativeiro pra cantar alguma coisinha nesse álbum

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