Como é o mundo, né? No ano passado, a Yves debutou solo com “Loop” e os orbits espalharam uma fake news de que a PinkPantheress assinou a produção do single, desmentida prontamente por esse jornalístico blog (E pela própria panterinha). Um ano depois essa mentira meio que se tornou verdade e, hoje, a Yves fez seu comeback com “Soap”, que não só tem a PinkPantheress assinando a composição como também participando da música:
“Soap” ainda conta com Rebecca Black sendo creditada na letra e composição da música por conta do sample de “Sugar Water Cyanide”, mostrando que a Yves é uma mulher cronicamente online e está antenada no que os twinks mais alternativos e diferentões da ZIG Duplex andam escutando por aí. Só faltou colocar algum sample da Bjork na música para ganhar o certificado GAY CADEADO da comunidade ou coisa do tipo.
Enfim.
O que importa é que “Soap” é uma delícia. Dá para sentir o toque levemente industrial dos versos e a Yves acertando mais uma vez com o autotune, obque me faz pensar que a gata vai abalar num bate panela perigosíssimo, mas essa é uma música com a PinkPantheress e ela jamais deixaria essa música passar sem um bass babadeiro e easy listening, então as batidas de Atlanta ganham seu destaque ali na segunda metade da música. O resultado dessa combinação é incrível, dançante e super viciante.
Eu não sou um grande ouvinte da PinkPantheress mas sei que a gata tem algo diferente de todas as emulações que já fizeram dela. É uma magia difícil de explicar, mas tudo que ela toca eu penso “Nossa, só ela para fazer isso e ser icônico”. E de todas as pessoas que ela poderia colaborar no K-pop, a Yves é a que mais parece estar afim de brincar, experimentar e se divertir com a música, então essa parecia ser a colaboração de comadres perfeita para 2025. A parceria aconteceu e, realmente, “Soap” é ótima.
Fica aqui a minha torcida para que esse ganho de popularidade da PinkPantheress com o viral de “Illegal” respingue em “Soap” e faça a Yves ficar popular entre as gays mais “alternativas” no geral (E não somente as que gostam de K-pop). A música é muito boa e a Yves vem se mostrando uma artista muito interessante não só para o que eu esperava de uma ex-Loona, como para o cenário atual do K-pop. Que mais pessoas percebam e acompanhem a Yves até ela ter público para cantar na ZIG Studio.
Esse é o verdadeiro poder de uma lésbica futurista, LACRO D+ PODEROSA!!!!!!!!!!!!! 😎😎😎😎😎😎😎😎😎😎😎😎
YVES MELHOR SOLISTA ATUALMENTE
linda minha menina
Ela é o momento. O ep está crocantíssimo e saboroso.
Básica? Não, eu escuto Yves.
Lendária desde o pré-debut do finado LOONA (“All my life (BITE, BITE, BITE!), by my life (BITE, BITE, BITE!)…”).
Queen
Yves aos poucos se consolidando como a gatinha idol alternativa suprema do k-pop. O próximo passo dela deveria ser descolar uma parceria com a The Deep.
Ainda me lembro quando a Yves anunciou que iria seguir solo. Muita gente duvidou, disse que não daria certo. Bom, pensamento até que válido pois geralmente quando idols se aventuram como solistas, principalmente de grupos mais desconhecidos, raramente vinga. Mas eu sempre achei que de todas as garotas do LOONA ela tinha o maior potencial como solo.
E não que a Yves atualmente faça números exorbitantes ou tenha se consolidado como uma das grandes solistas do k-pop, a la IU ou Taeyeon, mas a trajetória artística dela é uma das melhores que já vi de algum idol pós-grupo. E aos poucos ela vai ganhando mais e mais atenção.
Por isso que é o que eu digo e o que a maioria das companhias de k-pop deveria seguir não só ao criar solistas mas grupos: cria uma identidade musical boa, coerente, não precisa ser original mas boa o suficiente para se destacar nesse mar supersaturado que é o k-pop atual