AKB48 lançou “Omoide Scroll” pois os japoneses preferem ouvir Inteligência Artificial do que outra canetada do Yasushi Akimoto

AKB48 lançou oficialmente sua mais nova música “Omoide Scroll”, e isso seria apenas mais um lançamento avulso que deve virar coupling track do próximo single do grupo, mas existem camadas que valem ser comentadas nessa música. A mais triste é que essa é uma música composta por Inteligência Artificial (Houveram algumas reportagens falando que a música era totalmente IA, mas aparentemente só meteram na letra mesmo), e a mais engraçada é que venceu uma batalha de popularidade contra Yasushi Akimoto, o cara que produz o AKB48 E serviu de prompt para a IA compor “Omoide Scroll”:

Explicando (mais ou menos) a história: No dia 1º de setembro o Yasushi Akimoto quis definir a próxima música do AKB48 através de uma votação popular entre a música criada pelo próprio Aki-P “Cecile” e “Omoide Scroll”, música criada por uma “versão IA” do Aki-P, usando inteligência artificial usando comandos e referências para montar um trabalho com a cara dele. Durante 15 dias os japoneses puderam escolher a sua favorita, e a vencedora serviria como novo single digital e parte das comemorações de 20 anos do AKB48.

Ontem tivemos o resultado desse confronto, e a música feita com IA ganhou da música do Akimoto por mais de 3 mil votos. Com isso, “Omoide Scroll” virou oficialmente o novo single do AKB48, e “Cecil” foi deletada de todas as plataformas oficiais do grupo. Normalmente eu apoio tudo que é tipo de humilhação em cima do velho (Ainda mais quando ele se DISPÕE a ser humilhado gratuitamente na TV japonesa), mas nesse caso eu até fiquei chocado por tirarem muito o velho para merda.

E o pior é que a música do Aki-P é boa e bem melhor que a da IA. “Cecil” é uma música retrô kawaii que remete a era de ouro da música idol japonesa e combina com a ideia que o AKB aderiu de resgatar essa essência para os trabalhos do grupo, com uma melodia adorável e um refrão super carismático (Além de uma letra que grita gay panic), enquanto “Omoide Scroll” é uma música eletrônica genérica e meio “Nugu K-pop tentando emular J-pop” que é um grande tanto faz na vida do grupo. Se falassem que essa música foi totalmente produzida por IA, eu acreditaria.

Enfim.

“Omoide Scroll” aparentemente está tendo uma boa recepção entre os japoneses que acharam super charmoso o Google Gemini conseguir captar tão bem a essência de composição do Yasushi Akimoto, mas a tecnologia em si vai contra a ideia de “volta as raízes” que o AKB48 adotou para tentar voltar aos seus tempos de glória. O álbum de covers de clássicos da música idol é genial e os singles que o grupo lançou esse ano captam muito bem os tempos onde o AKB era o grupo mais amado do Japão, então dar TANTO destaque para uma música feita com IA soa como um retrocesso nesse conceito. Deus queira que essa música não vire algo mais relevante na vida delas, pois é aí que o coroa vai querer meter IA para trabalhar por ele em tudo que for possível.

11 comentários sobre “AKB48 lançou “Omoide Scroll” pois os japoneses preferem ouvir Inteligência Artificial do que outra canetada do Yasushi Akimoto

  1. Na verdade na verdade, as duas são qualquer coisa kkkkkkkkkkkkk

    O arranjo que deu a diferença no fim. Omoide Scroll realmente veio com uma composição mais interessantinha do que Cecil, e parece que fizeram questão de não mixar as vozes direito… Nesses grupos que uma cabeça só faz todas as letras (e incluo Hello!Project nessa) o time de composição, produção e arranjo tem que trabalhar o dobro e, bom, só não rolou pra demo que virou Cecil.

    Não acho que a ideia de botar IA pra escrever música vá muito longe porque por menos vergonha do ridículo que o Akimoto tenha, ele ainda bate no peito pra falar que é um ótimo escritor (e a gente finge que acredita). Isso vai durar tanto quanto a idol virtual lá em Flying Get (três meses), até a próxima presepada dele em programa de variedade.

    A parte, a transliteração “certa” é Cécille e isso é referência à Bonjour Tristesse, que em *1967* virou novela no Japão e aparentemente marcou tanto que virou um sinônimo de “essa menina solta de cabelo curtinho” lá nos anos 70/80 e hoje em dia ainda é pra quem viveu nos anos 70/80

  2. Bom, é Japão né, já era de se esperar que vão preferir algo feito por tecnologia do que por pessoas de verdade.
    Todo mundo sabe que tudo vai começar a ser feito por IA, mas provavelmente os países asiáticos vão ser os primeiros a “IAficar” tudo.

      • Mas não é só um caso.
        Japão, Coreia e China são obcecados por tecnologia.
        Hatsune Miku, vocaloids e “cantores digitais” existem a anos.
        No kpop estamos vendo uma ascensão de grupos digitais. (aqui é um pouco mais dificil pq coreano é meio doente com relação a idols, mas ainda assim é um movimento que começou).

        Artistas, produções de filmes, séries, animações, comerciais, mídias em geral ja estão usando ou em processo de incluir IA.
        É só uma questão de tempo.

  3. Tomara que o velho Aki-P invista MAIS na produção de músicas AI, pois Omoide Scroll é muito boa, sim. Ficar de birra porque usou inteligência artificial em pleno 2025 é dar murro em ponta de faca, sinto lhe dizer. E não é como se Cecile fosse ruim, pelo contrário, mas pensa que o maior músico e letrista japonês da história está ficando velho, e a AI vai servir exatamente para perpetuar o legado estupendo do Akimoto Yasushi, e quando o mesmo partir, a AI irá tomar seu lugar mantendo a escrita e a história do mesmo. Esse é o futuro, e o futuro é brilhante.

    A propósito, Omoide Scroll emula o new kawaii, não nenhum Nugu K-pop. Mesma coisa da atual b-side com Ito Momoka center. Do your ressearch better.

    • Respeito sua opinião, mas não acho que deveríamos normalizar a “arte” feita com IA (e nem que o futuro é brilhante). As pessoas vão embora, e acredito que o legado delas deve existir por elas mesmo. Não perpetuado por um “clone” artificial.

      Se substituirmos finados por IAs, quem garante que os vivos também não serão?

      • Ok, vamos lá.
        O futuro é brilhante porque a AI vai servir como complemento, assim como novos artistas usam já hoje em dia do artifício dessa para ajudar em suas produções. Após suas idas, tais artifícios serão escadas ou pontes para atravessar por caminhos onde naturalmente não o terão, por falta de skill, por inexperiência, etc.

        “O que garante que a AI não vá substituir os humanos?” Falaram isso da TV quando lançaram, sobre o rádio (Radio GaGa do Queen), e disseram o mesmo da computação sobre a TV e a mídia jornalística. Vimos que até a presente data, todos existem em coesão. A inteligência será exatamente assim, o ser humano é adaptável e criativo, basta usar bem. Mas antes de tudo, basta usá-las.

      • Caramba, falou muito e falou só besteiras. Não tem 1 artista de verdade na face da Terra que ache que a IA é uma coisa boa ou complemento pro trabalho dele.

    • que futuros brilhantes são esses que a construção de data center de IA aqui no BR por exemplo (sem nenhuma regulação ambiental decente) gasta mais energia que uma cidade de mais de 2 milhões de habitantesssss — sem contar as outras questões voltadas ao gasto de água de botar um data center numa cidade que já sofre com a seca

      no caso do japão eles mesmos vão se extinguir em menos de 100 anos e não vai ter sociedade mesmo pra ouvir musiquinha de IA kk

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