O pix recebido dessa semana é para falar de “Overdose”, 2º mini álbum do EXO lançado em maio de 2014 (Mais de 10 anos… caramba as EXO-L tudo cavalona já). Pix para boygroup nesse blog geralmente tem dois extremos: Ou tem algo MUITO BOM que vocês juram que vai mudar a minha vida e o meu preconceito com boygroups, ou tem algo MUITO RUIM que me fará esculhambar o projeto na esperança de cair no algoritmo dos fãs de boygroup surtarem de graça nos comentários. Felizmente, “Overdose” vai mais para o primeiro extremo, então vamos ver o que o EXO fez em 2014, uma época em que 6 integrantes era o número da unit coreana do EXO e não do grupo todo:

Artista: EXO
Álbum: The 2nd mini album “Overdose”
Lançamento: 07/05/2014
Gravadora: SM Entertainment
Nota: 76/100
A primeira coisa que passou pela minha cabeça é que “Overdose” deveria ser um mini álbum R&B. 3 das 5 faixas tem essa ideia como base em diferentes velocidades, humores e ideias e acho que o EXO manda muito bem em todas elas. “Moonlight”, “Thunder” e “Love Love Love” são as 3 melhores músicas do EP, seja pelo fator sing along, pelo instrumental envolvente ou a criatividade em tirar as faixas do lugar comum, e é muito bom ouvir essas músicas e como, vocalmente, o EXO se destacava MUITO do boygroup médio. É uma pena, para eles, que a SM Entertainment tinha que emplacar o novo fenômeno do POP coreano, e o single sai muito da curva do que o EP é.
“Overdose” é, tal como 90% dos álbuns de K-pop, tem uma história contada apenas pela title track. Quem acompanhou e EXO na época com todos os visuais, teasers e ideias que o álbum possui para vender o EXO com esse charme fatal e apoteótico são muito bem desenhados para a faixa promocional (Embora isso não signifique que “Overdose” seja um bom single… desenrolo isso durante o post). Tudo era “grandioso” e “apocalíptico” para dar esse tom de heróis do K-pop/C-pop no EXO com a tentativa de música mais emblemática que você vai ouvir com “Overdose”, mas o resto do álbum parece não acompanhar a ideia e é bem menos pretensioso — e, ironicamente, melhor que a title track.
Ouvindo hoje e com esse afastamento do período promocional, “Overdose” é um EP bem bom. As músicas boas são boas de verdade e memoráveis, e até a mais ou menos “Run” tem seu charme e não é ofensiva de ouvir (Descartável? Talvez, mas não é ruim). O problema é que, nesse álbum, o que o EXO tem de melhor e o que a SM quer mostrar como o melhor do EXO são duas coisas diferentes, e o single “Overdose” se torna o elefante branco na sala dentro da tracklist (Mesmo sendo a única faixa com a atitude de boygroup mais fodástico que você ouvirá). Sem o single, “Overdose” se torna um EP mais vulnerável, romântico e envolvente.
Faixa a Faixa
O álbum começa com a faixa título “Overdose”, que é uma daquelas músicas de atmosfera mais “épica” que a SM soltava ali na década passada e eram mais pretensão do que execução. A ideia de fazer um trabalho eletrônico icônico e grandioso puxando o hip hop está aí e eu não acho exatamente ruim (Com exceção do rap que é bem ruim mesmo), mas eu tenho a sensação que a música nunca, digamos, “chega lá”. Falta uma força e um drama na produção que parece não acompanhar os vocais do EXO, fazendo a música ter uma espécie de “fraqueza” que não deveria para mim. Não colou. “Moonlight” já desacelera e desarma o grupo com um R&B mais melancólico e romântico, e é nela que a gente vê que o EXO é um boygroup vocalmente diferenciado. Uma linda música, apaixonante nos versos e sing along no refrão e com uma guitarra final que é incrível e bota essa música no topo do álbum, muito mais marcante do que o que eles fizeram com o single.
“Thunder” mantém o R&B mas numa execução mais sexy e dançante, com um toque meio urban latino dos anos 2000 que dá um charme mais quente para a música. A virada depois do 2º refrão é meio “err” e acho que o refrão em si poderia ser mais criativo (Embora funcione muito bem no refrão final com a guerra de vocalistas), mas o instrumental é uma delícia e os versos são envolventes o suficiente para te prender em toda a sensualidade e perigo que o grupo quer entregar nessa música. “Run” me enganou no início pois achei que seria um ripoff de “Hello” do Martin Solveig e estava pronto para falar “Nunca será ‘Ai como eu tô bandida’ da MC Mayara“, mas ela dá uma virada mais fantasiosa e vira aquele tipo de EDM mais positivo e vibrante, com uma “adrenalina” que é legal e um refrão gostoso de cantar junto. Nada de muito especial nessa música, mas nada de muito ofensivo também. Fechando o álbum temos “Love Love Love”, e é bem incomum no K-pop a música mais inventiva aparecer no fim da tracklist. Quer dizer, poderia ser uma baladinha filler de fim de álbum qualquer (E meio que é essa faixa mais lenta para fechar álbum mesmo), mas as harpas, guitarras e o bom rap que rolam nessa música dão uma criatividade que tira essa música do lugar comum.
Concluindo…
O potencial do EXO para ser o maior boygroup de R&B coreano era enorme desde os primórdios do grupo, mas a SM tinha que fazer deles um grupo pop. Link do EP no Spotify, já que o WordPress não me deixa incorporar o player deles por algum motivo aqui no blog.
ai Dougie, merecia pelo menos uma nota 80, mas td bem, achei q vc ia esculhambar Overdose bem mais, mas pegou até bem leve com a title. A fase de debut da unit/grupo tbm é maravilhosa, MAMA e todo mini álbum me faz querer mamar um homem da maneira mais dramática possível então COM CERTEZA é uma boa experiência, recomendo mt.
minha parte favorita do exo é notar a direção do yoo youngjin pena que ele se juntou ao lsm