Essa semana o KATSEYE lançará seu 3º EP “WILD” com sabe-se lá quantas integrantes para promover, mas as últimas semanas também foram movimentadas para aquelas que não cumpriram o requisito no Dream Academy e acabaram cortadas do grupo. Então, decidi fazer esse mini pacotão para atualizar você sobre os mais recentes lançamentos da KARLEE GIRL e da MARQUISE, além de comentar um pouco sobre o recente auge que a ADÉLA está experimentando com “Ain’t In LA”.
KARLEE GIRL – what now?
Depois de viralizar ironicamente com “right back?” até deixar de ser ironia e conseguir um público cativo com o bop, Karlee Girl apostou em um R&B mais introspectivo e vulnerável para “what now?”. Assim como as outras ex-Dream Academy, “what now?” traz um pouco da vivência dela no programa para desenvolver essa música sobre ansiedades e a pressão em diferentes momentos da vida/carreira, e isso é embalado em um som mais discreto e com batidas que usualmente embalam músicas mais sexy, criando uma atmosfera sedutora para a obra. A descontração de “Right Back” é deixada de lado, e “what now?” traz um lado mais sério, com a Karlee Girl sendo honesta consigo mesma.
A música é exatamente o que você pode esperar de um R&B mais introspectivo e low profile. Cadenciado, com uma performance mais suave e levemente sussurrada, Karlee traz a melancolia necessária para transmitir as emoções e receios que “what now?” carrega. É uma música “não tão pop” que o viral e não é o tipo de música que quem fechou com ela por causa de “Right Back!” ouvirá tanto quanto, mas “what now?” ainda é competente como o R&B vulnerável que se propõe ser e é uma boa adição ao catálogo da Karlee.
Marquise – Ironic
“dontneedyouanymore” segue encantando na minha playlist, mas a Marquise não perde tempo e já soltou um novo single na Tailândia “IRONIC”. A música foi lançada na quarta e o MV devia ter saído na sexta, mas foi adiado em respeito as vitimas de um atentado escolar que aconteceu na Tailândia próximo ao lançamento, e acabou sendo lançado apenas ontem.
Em termos de sonoridade, “IRONIC” segue a mesma fórmula pop anos 2000 de “dontneedyouanymore” facilmente comparável com qualquer projeto de Britney Spears dessa década, e tem alguns elementos no instrumental que deixam a referência ao pop de gostosa ’00 ainda mais “clara”. A performance de “Ironic” é mais agressiva e menos vulnerável, mas o som radiofônico e poderoso de 20 anos atrás é o mesmo e eu VIVO por isso. A Marquise é uma pretty girl que vende bem essa persona mais fierce, e ela sustenta muito bem quando o pré-refrão/refrão pede uma interpretação mais dramática para contrastar com os versos mais potentes. Não há uma diferença tão relevante de qualidade entre essa e “dontneedyouanymore” para cravar que uma é melhor que a outra, mas são dois singles ótimos que mostram uma visão bem definida de como a Marquise quer se introduzir na música pop.
Tem quem escolhe ouvir Tate McRae para preencher esse vazio pop, e eu adotarei a Marquise se ela seguir nesse estilo musical. E GRAÇAS A DEUS o destino permitiu que ela virasse solista ao invés de se perder em um grupo, pois esses dois singles já me provaram que ela tem cacife para encantar e brilhar sozinha com um potencial absurdo de ser uma grande artista pop. Quem gostou de “dontneedyouanymore” vai gostar também de “IRONIC”, e fica a minha torcida para a música reverberar mais e a Marquise alcançar um público maior de cacuras entusiastas dos anos 2000.
Adéla – Ain’t In LA
No mês passado a Adéla lançou “Ain’t In LA”, novo single do 1º full album dela “PRIMA” que será lançado dia 4 de setembro. E como se não bastasse a vitória pessoal dela conseguir lançar um álbum antes do KATSEYE, a Adela vem experimentando um auge de popularidade com a música viralizando na redes sociais, emplacando no chart global do Spotify E se tornando a primeira artista eslovaca a estrear na Billboard Hot 100 dos Estados Unidos. Conseguir fidelizar um público de internet que a promove como a nova promessa do pop vem dando muito certo para a carreira dela e, pela qualidade do material que ela vem entregando como solista, é mais do que merecido o sucesso que ela está obtendo com esse single.
Dito isso, eu não queria que esse hit fosse com um droplet de “We Can’t Stop” da Miley Cyrus desses. Não tem nada de errado com “Ain’t In LA” em si mas, pessoalmente, acho esse tipo de pop rap desacelerado tão entediante que não me deixo levar pela vibe em nenhum momento. É um grande “ah…” para mim e eu realmente prefiro quando ela aposta nos batidões eletrônicos mais safados, mas tem a galera que gosta e ela não estaria hitando se os #xovens de hoje não se identificassem e produzissem virais espontâneos para ela, então fico mais feliz por ela estar vivendo esse momento logo antes do lançamento do álbum. Voa, menina mulher, pois teus dias de glória chegaram depois de tanta luta.
Então se a coitada da manon realmente saí do grupo tbm seria um livramento pra
Ela.
A pobre claramente não é nem um pouco queria pela Geffen Records (e pelas indiretas dos amigos dela, parece que a relação da manon com a empresa e as meninas não está das melhores)
A cada dia que passa temos mais provas de que não entrar no Katseye foi um livramento pra todas as listadas neste post. Estão se mostrando muito mais promissoras e lançando músicas muito melhores.