Year End 100: As melhores músicas de 2025 no pop asiático (Parte 5)

O ano está acabando e esse especial também: Chegamos a antepenúltima parte das melhores músicas de 2025 no pop asiático, dando início ao famigerado Top 40. Aqui tem músicas que ouvi MUITO durante o ano e poderiam estar num Top 10 mas achei mais adequado ficar uns degraus abaixo, o que não significa que marcaram o meu ano de 2025 até o momento. E para você, que andou meio perdido com essa lista com tanta música fora do K-pop, tenho boas notícias: Essa parte é DE LONGE a que tem mais músicas coreanas desse especial. Sem mais delongas, vamos falar de mais 15 pérolas de 2025:

40º lugar — Soyou – PDA

Normalmente é a Hyolyn que garante a presença de uma ex-SISTAR entre as melhores músicas do ano (e não foi diferente, como a parte 4 mostrou) MAS, em 2025, a Soyou resolveu ser um pouco melhor. “PDA” é mais uma música que explora o pop mais de meio dos anos 2000 com muito R&B e um batidão mais rebolativo, e a Soyou explora bem essa produção com uma performance vocal super sexy e querendo que você fale de amor com ela. É uma pena para a Soyou que esses números mais pop dela conseguem ter menos audiência que a carreira da Hyolyn como artista independente, mas ela está de parabéns por esse bopzão (Assim como pelo rostinho novo que ficou A CARA da Uhm Jung Hwa).

39º lugar — ITZY – Kiss & Tell

Contando com as duas músicas dessa parte e o single solo da Yeji, temos CINCO músicas relacionadas ao ITZY em uma lista de melhores músicas do ano. Quem diria, né? Como grupo, a melhor do ITZY é “Kiss & Tell”, que é um club banger em sua forma mais pura. Um EDM desses brilha quando o artista entende a coisa mais suja e trash, e acho que não só o ITZY pegou bem a ideia como os produtores tiveram muito bom gosto na hora de autotunar a coisa toda. Isso bombaria muito em uma festa de K-pop de 2011, assim como é deliciosa de ouvir em 2025 depois que o “Brat” fez o electropop ser legal de novo.

38º lugar — Yves – Soap (feat. Pink Pantheress)

Falando em bom gosto no autotune, Yves garantiu mais um bop entre as minhas favoritas do ano. 90% da indústria musical quer um feat. com a PinkPantheress atualmente, mas ela só abre margem para LENDAS do pop contemporâneo como a Zara Larsson e a Yves, e “Soap” é muito divertida nesse electropop autotunado que consegue transmitir as personalidades de ambas em suas participações na música. Um jeitinho estiloso e adorável de fazer música eletrônica, e o sample de “Sugar Water Cyanide” da Rebecca Black foi luz.

37º lugar — Yeji – 258

Na maior parte do tempo eu curto quando quem não tem culhão para reinventar a roda simplesmente não reinventa a roda. Parece uma gongação, mas vem comigo: “258” da Yeji é synthpop emotivo e meio oitentista que a Carly Rae Jepsen lançaria em qualquer álbum pós Emotion, com uma pegada um pouco mais dance que dá um certo pulso para a obra como um todo. Eu já ouvi e poderia descrever assim milhares de músicas assim do K-pop e TODAS são boas, e “258” não é exceção. O instrumental é delicioso, a parte mais intensa dos versos é charmosa e o refrão é adorável, que me dá vontade de cantar junto com a Yeji toda vez que ouço. Se a intenção da Yeji é ser a solista dos synthpops no ITZY, eu abraçarei com gosto.

36º lugar — Lee Chanhyuk – Out Of My Mind

Já o Lee Chanhyuk é um moço que dá seu jeito de reinventar a roda, e deu muito certo nos 2 álbuns solo dele. “Out Of My Mind” também aposta em um synthpop mas de um jeito mais lúdico e “fora da caixa”, brincando com instrumentos e elementos que tornam a experiência dessa música intrigante (assim como tudo dele). É como ver a YG dando a liberdade e dinheiro que um doidinho precisa para fazer música, e o Lee Chanhyuk materializar tudo que passa na mente mais frenética com perfeição. “Out Of My Mind” é o tipo de música que te faz pensar “Caramba, esse aqui é ARTISTA”.

35º lugar — f5ve – Television

“Television” poderia ser só um instrumental de 2 minutos que poderia ser um interlúdio de álbum eletrônico que eu ficaria GAGGED, mas botaram as f5ve para falar alguma aleatoriedade sobre o boy preferir bonequinhas 2D de anime do que mulheres de verdade e “Television” ficou ainda mais deliciosa e sassy. Esse batidão de desfile de moda é delicioso e elas sussurrando pela música inteira é viciante demais, de um jeito que eu nunca escuto ela apenas uma vez na minha playlist. Deus queira que a LDH dê dinheiro para as f5ve continuarem fazendo músicas assim ano que vem.

34º lugar — Perfume – Nebula Romance

Não engajei tanto no último álbum do Perfume quanto eu gostaria e a melhor música dele é um single velho, mas a faixa título “Nebula Romance” tem um lugar especial no meu coração. Ao mesmo tempo que é o Nakata vivendo a sua fantasia oitentista de um álbum synthwave, tem muita coisa nessa produção que parece resgatar também o Perfume do velho testamento e os instrumentais eletrônicos mais ousados da nossa loirona. “Nebula Romance” é nostalgia tanto para entusiastas dos anos 80 quanto para entusiastas do próprio Perfume, e fica ainda mais emocionante ouvir essa música sabendo do “hiato com cara de disband” que o grupo iniciará ano que vem.

33º lugar — Jennie, Childish Gambino, Kali Uchis – Damn Right

O grande diferencial do álbum da Jennie para o de todas as outras integrantes do BLACKPINK é que ela se preocupou em fazer um ÁLBUM muito bom que fosse além das faixas promocionais, o que rendeu pérolas na tracklist como “Damn Right”, que aproveita o que a Jennie pode alcançar vocalmente em um R&B para criar um trabalho sexy, excitante e memorável. Tanto a Kali Uchis quanto o Childish Gambino cumpre bem seus papéis na participação da música, mas a estrela de “Damn Right” é a Jennie e sua performance mais suave e adequadamente “tediosa” que dá todo um charme para cada momento que eu passo com essa canção. “Damn Right” é o tipo de música que poderia ser feita por qualquer um, mas brilhou muito com a it girl certa.

32º lugar — NMIXX – Reality Hurts

“Reality Hurts” é o meu mixx-pop favorito do NMIXX, pois é uma fusão de ritmos e estilos eletrônicos alucinante que me deixa vidrado em todo momento. Uma injeção de adrenalina absurda, que me deixa pilhado e vivendo por cada oontz que esses quase 2 minutos de fritação proporciona. Quanto mais agressivo é o instrumental, mais saborosa a música, e eu queria até que o K-pop fosse menos polido e mais permissivo com músicas explícitas pois tenho CERTEZA que “Reality Hurts” seria uma fritação ainda mais agressiva e apocalíptica. A JYP achou o tom do NMIXX para música eletrônica, e deus queira que isso vire faixa principal de comeback delas em algum momento.

31º lugar — ARTMS – Icarus

“Icarus” é tudo que o Jaden Jeong vem tentando vingar com o ARTMS desde o início: Uma música de energia mais etérea e emblemática que tenta colocar o ouvinte bem próximo da fantasia mítica e angelical que o grupo quer vender. O piano condutor da música é mágico, a performance do grupo é adorável e essa inserção da orquestra e elementos eletrônicos dão uma riqueza única para o conjunto da obra. Todos os envolvidos viram que estavam fazendo algo memorável e aí foram colocando mais e mais camadas para deixar a música ainda mais grandiosa, e chocantemente nada passa do ponto aqui. “Icarus” é perfeitinha do seu jeito, e facilmente a melhor música do ARTMS até aqui.

30º lugar — KiiiKiii – Dancing Alone

O KiiiKiii debutou esse ano com um proposta interessante de “não estar assumidamente pronto, mas podermos acompanhar a evolução do grupo”, o que seria interessante à longo prazo se elas não tivessem ido da água para o vinho em questão de 1 comeback. De todos os synthpops oitentistas desse post (kkkk quase metade dessa parte só se tratando de synthpop para mamar nostalgia 80’s), “Dancing Alone” é a mais assumidamente “Temos Take On Me do a-ha em casa” e explora bem essa fantasia e nostalgia oitentista sintetizada que músicas como essa buscam transmitir. Como eu sou uma cadelinha das modernizações do gênero, é óbvio que já tenho essa como a melhor música do KiiiKiii e isso provavelmente me dará depressão por sentir que Starship vai demorar horrores para dar algo tão bom para elas enquanto ficam experimentando músicas mais ou menos.

29º lugar — PRIMROSE – Cinema

De todas as emulações de “Rebel Heart” do IVE, músicas que parecem “Rebel Heart” do IVE e a própria “Rebel Heart” do IVE, a minha favorita foi “CINEMA” do PRIMROSE. A ala de girlgroups nugus do K-pop ficou devendo saborosos hinos na minha opinião, mas “CINEMA” compensou isso sendo um EDM mais vibrante e sing along, com uma guitarra e instrumentos de banda que dão um toque rock mais memorável. Se todo pop/rock na Coreia fosse igual “CINEMA” eu DUVIDO que teria tanta gente falando como o K-pop foi horrível esse ano.

28º lugar — fromis_9 – Like You Better

Se a Yeji foi mais discreta na referência synthpop dela, o fromis_9 foi mais “na caruda” e revisitou a discografia da Carly Rae Jepsen sem qualquer vergonha para lançar a “I Really Like You” coreana. Isso é uma reclamação? Óbvio que não, eu sempre apoiarei um grupo coreano estiver afim de abrir margem para aclamarmos a maior artista viva. Esse synthpop mais alto e emocionante combina demais com essa energia mais feminina e colorida que um girlgroup de K-pop normalmente busca ter, e “Like You Better” tem toda uma vibração diferente pela letra ser, basicamente, o fromis cantando que é muito bom ainda existir como grupo, deixando tudo ainda mais emocionante.

27º lugar — Fujii Kaze – Forever Young

Ai eu tô tão bichinha nostálgica nessa parte, né? Outro synthpop, dessa vez do gostoso do Fujii Kaze, que vai para um lado mais emotivo e sem esforço com uma pitada funk que coloca essa música ali na casinha do citypop japonês, dando um tom de nostalgia reconfortante. E é tão prazeroso ouvir ele cantando com esse jeitinho mais carinhoso e sem esforço, eu me sinto tão íntimo e, em uma música como “Forever Young” (que já tem um instrumental que bate no meu coração), eu me sinto muito querido e especial, como se ele tivesse feito essa música para mim. Um amor de música.

26º lugar — The Deep – I Hate Silence

Assim como o ITZY, a The Deep também fez muito bem o EDM mais sujo e desinibido em “I Hate Silence”, que ainda ganha pontos pelo fator surpresa. A música parece uma salada de elementos eletrônicos que poderiam ser uma barulheira esquisita num primeiro momento mas, sem perceber ali pelo 3º ou 4º play, eu já estava vidrado nela. As viradas que “I Hate Silence” possuem” são icônicas, o refrão é babado e a coisa toda me faz sentir a garota mais descolada do tumblr em 2012. “I Hate Silence” me faz odiar o silêncio apenas para poder ouvir esse hino o dia todo.

7 comentários sobre “Year End 100: As melhores músicas de 2025 no pop asiático (Parte 5)

  1. A Jennie foi uma das artistas que mais me surpreendeu em 2025, nunca imaginei que ela fosse emtregar tanto como solista e ela foi lá e lançou algumas das minhas 5 mscs favoritas do ano de um msm álbum. Mulher tu venceu!

  2. eu fico tão feliz toda vez que o dougie fala do artms porque ele sempre põe ênfase na performance vocal delas e como as músicas NÃO seriam a mesma coisa se fossem outras pessoas cantando. tipo right……… that’s right..

  3. adorei a música da soyou, i like you better e kiss and tell, damn right eh legal mas eu acho a presença do rapaz dispensável se ficasse só as duas eu amaria.

  4. kiss & tell não tinha me pegado de começo, mas é uma delícia de ouvir, que esse 2025 faça as queridas voltarem às suas origens de icy, dalla dalla, cherry e 24hours e revivam o eletropop de novo

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