Year End 100: As melhores músicas de 2025 no pop asiático (Top 10)

E chegamos ao fim de mais um ano. 2025 foi longo, trabalhoso e cansativo para muita gente (Eu incluso), mas rendeu experiências incríveis tanto dentro quanto fora desse mundinho virtual para mim (E espero que para vocês também). Junto ao fim de 2025, temos o fim da lista de melhores músicas de 2025, trazendo os 10 trabalhos que sobreviveram ao ano com muito glamour e qualidade, servindo o melhor que a música asiática entregou nesse último ano. Quem será que lançou a melhor música de 2025? Descubra depois de clicar no “leia mais” (A imagem do post já é um spoiler do primeiro lugar mas pff, 5 pessoas que frequentam esse blog devem saber quem é ele):

10º lugar — Lexie Liu – Deeper & Deeper

“Deeper & Deeper” deve ser o mais próximo que a Lexie Liu chegou no TEENAGE RAMBLE de fazer algo mais alinhado com o que os fãs de longa data esperam dela. Uma faixa eletrônica mais limpa, etérea, que cria uma atmosfera leve para o ouvinte, ao mesmo que Lexie Liu te enfeitiça a ir mais fundo e se perder nos sintetizadores da virada do milênio. Típica música de rave mais performática e transcendental que você ouve de olhos fechados e levemente alterado para abraçar toda essa suavidade até você se perder e se tornar um com a produção e os vocais mais distantes da Lexie.

9º lugar — The Deep – KPOP B!TCH

O grande charme das farofas da segunda geração do K-pop está em trazer um certo caos e produtores que não sabiam exatamente o que estavam fazendo, tornando o desenvolvimento de cada EDMzão ainda mais agitado com o ouvinte excitado para ver até onde a música vai chegar. “KPOP B!TCH” da The Deep resgata esse sentimento e desprendimento que as gravadoras de K-pop hoje não são capazes de acertar por quererem ser polidas demais ao invés de pegar a coisa mais “trash” para transformar em algo icônico. É assim: A The Deep é A VADIA DO KPOP, sintetiza o melhor que o K-pop poderia oferecer 10 anos atrás e cria um banger. Pronto. Simples, direto e uma das melhores músicas da Coreia do Sul esse ano.

8º lugar — no na – Superstitious

Os melhores synthpops do ano de 2025 são aqueles que, de alguma forma, me fizeram sentir que não são apenas o synthpop oitentista comum. O primeiro deles nesse post é “Superstitious” do no na, que resgata com mais força a ideia de synthpop oitentista que poderia ser tocada em qualquer rádio ou playlist mais nostálgica e amplia isso com sintetizadores mais rápidos, envolventes e uma desacelarada sensual atrevidamente exótica no final. “Superstitious” me resgata aquele sentimento que tive com o “REBOOT” do Wonder Girls de estar ouvindo a releitura mais genial de um pop dos anos 80, e isso me faz querer ouvir mais e mais vezes essa música.

7º lugar — Jolin Tsai – Pleasure

Honestamente: Nem se eu QUISESSE odiar uma música pop da Jolin eu conseguiria, ainda mais uma fritação eletrônica depois de 7 anos sem um retorno oficial. Lead track é algo que ela não erra, e “Pleasure” é o farofão eletrônico luxuoso e hipnotizante que eu só esperaria da Jolin no mandopop. Ao mesmo tempo, “Pleasure” tem algo único, que ultrapassa tudo que a Jolin já fez e ainda consegue soar como novidade para a cantora, sempre saindo da zona de conforto e sem medo de deixar a fanbase impressionada com tanto talento e artisticidade. Esse fogo no olhar e vontade de ser a SUA diva pop é o que deixa a Jolin tão acima da sua diva pop favorita.

6º lugar — Lee Chanhyuk – VIVID Lala Love

Eu imagino ter com o Chanhyuk do AKMU o mesmo senso de identificação que um gay médio mais básico tem pelo cantor Jão. Quer dizer, não O MESMO senso já que o gay médio fã de Jão fica semanalmente projetando e chorando por não viver um romance bicudo e heteronormativo, mas eu me sinto representado pela loucura sintetizada que cada música do Chanhyuk tem. “VIVID Lala Love” tem um desprendimento e liberdade que, de alguma forma, faz a minha vida ter mais sentido depois que ouço. No papel essa é uma música simples dele buscando o amor, mas aí você pescaq um sintetizador mais peculiar, um riff mais fora da caixa, a própria performance mais distante e menos sã que, aos poucos, cria camadas e se torna marcante. Esse menino tem MUITO futuro na música, e espero que brilhe ainda mais fora da YG.

5º lugar — Sheena Ringo – La Velada Legendaria

Eu poderia dizer que “La Velada Legendaria” não tem nada de muito diferente do que a Sheena Ringo costuma fazer em carreira solo e até no Tokyo Incidents (E, honestamente, esse híbrido de jazz com rock com ideia de musical DE FATO não é novidade para ela mesmo). Mas tem algo diferente aqui, porque eu senti uma enorme necessidade de colocar esse hino entre as 10 melhores músicas do ano. “La Velada Legendaria” é memorável, colorida, imprevisível e a voz da Ringo, que normalmente é um problema para mim, deixa tudo ainda mais, huh, legendário. Tinha muito tempo que uma música de 6 minutos me dava tanto entretenimento, mas “La Velada Legendaria” é deslumbrante do início ao fim.

4º lugar — Lexie Liu – X

Essa jornada e EP mais radiofônicos da Lexie Liu podem não ter agradado a fanbase dela, mas foi a salvação para as gostosas menos exigente que ficam de quatro para qualquer pop mais anos 2000 que explora todo um toque sexy e envolvente para bombar numa playlist da Jovem Pan (antes da rádio virar puxadinho da extrema direita). “X” é uma música tão fácil de curtir, dançar e entrar na intensidade que a Lexie proporciona, com uma letra tão gostosa junto e um instrumental tão gostoso para dançar e testar o desenvolvimento de uma hérnia de disco. Essa coisa mais forte, um pouco dark e empenhada em ser memorável (Ou não parecer algo da Taylor Swift) é exatamente o que anda faltando para a música pop, e seria um hit instantâneo na mão de qualquer uma das branquelas que estão bombando atualmente.

3º lugar — Jolin Tsai – SEVEN

“SEVEN” seria tranquilamente a música do ano se ela e o interlúdio “Purgatorio” fossem uma música só pois proporcionaria a teatral e apocalíptica peça que arrebataria toda e qualquer pessoa para o lado da Jolin. Mesmo assim, “SEVEN” é um daqueles trabalhos apoteóticos que você sente a ambição do artista em calar a boca de qualquer pessoa mais crítica com um som lendário e uma performance destruidora. A ação e vigor que a produção de “SEVEN” possui, aliada a interpretação da Jolin, ecoa para todo mundo de um jeito que não tem como você não ficar marcado por nada que esse hino possui. 25 anos de carreira e Jolin Tsai ainda tem gás para ser a FODONA do mandopop.

2º lugar — XG – GALA

“GALA” é o magnum opus do XG. Absolutamente TUDO que o XG fez nesses anos de carreira está presente: raps fortes, versos intimidadores, personalidade e atitude opulentes e um batidão house explosivo. Tudo que criou a marca do grupo na música pop de formas mais isoladas está presente com força máxima, da forma mais emblemática possível. É a farofa perfeita, completa, que te leva a diversos lugares e te dá adrenalina a todo momento com diferentes execuções, desde os raps mais fierce até os momentos mais cantados de pré refrão e, claro, quando o batidão apenas estoura no meu ouvido para o meu deleite e voguing. Definitivamente o melhor pancadão do ano, que só não é a melhor música de 2025 porque esse foi o ano em que tinha que acontecer a coisa que NINGUÉM esperaria desse blog…

1º lugar — Fujii Kaze – Hachiko

Bem, foram mais de 5 anos de Pop Asiático.jpg e 10 anos falando de música asiática, mas FINALMENTE aconteceu: Um homem ocupou o posto de melhor música do ano. Mas não é qualquer homem, pelo menos: Fujii Kaze resolveu cantar uma música sobre um cachorro leal ao dono e essa é a coisa mais emocionante que uma pista de dança poderia tocar em 2025. A coisa mais marcante em “Hachiko” é que a música não é triste em nenhum momento, pois ela traz uma mensagem mais vibrante na visão do dono que, mesmo depois de morto, admira seu pet por esperar pacientemente por ele, e agora podem viver em paz e alegria juntos no outro plano. “Hachiko” é uma música que sabe onde quer chegar e me pega desprevenido com essas batidas synth-disco e essa letra encantadora, que proporciona uma imersão catártica a qualquer ouvinte, se tornando a música mais especial desse ano de 2025.

Year End 100: As melhores músicas de 2025 no pop asiático (Parte 5)

O ano está acabando e esse especial também: Chegamos a antepenúltima parte das melhores músicas de 2025 no pop asiático, dando início ao famigerado Top 40. Aqui tem músicas que ouvi MUITO durante o ano e poderiam estar num Top 10 mas achei mais adequado ficar uns degraus abaixo, o que não significa que marcaram o meu ano de 2025 até o momento. E para você, que andou meio perdido com essa lista com tanta música fora do K-pop, tenho boas notícias: Essa parte é DE LONGE a que tem mais músicas coreanas desse especial. Sem mais delongas, vamos falar de mais 15 pérolas de 2025:

40º lugar — Soyou – PDA

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AKMU anuncia a saída da YG para virar um ato independente. Com sorte isso rende a nova “ALIEN” para a Suhyun.

Numa notícia que choca por não ter saído antes, o AKMU anunciou que não renovou a parceria com a YG Entertainment e está fora da empresa após 12 anos. A dupla, que surgiu como um fenômeno da música por conta da participação mais que bem sucedida no K-pop Star 2, acumulou diversos hits ao longo desses mais de 10 anos na empresa, decidiu que chegou a hora de alçar novos voos e deixar a YG se virar nas tentativas de descolar um hit para BABYMONSTER e TREASURE:

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Top Top.jpg: 10 álbuns coreanos bons demais e que vão além da title track para você ouvir do início ao fim

Essa semana eu resolvi fazer uma graça sobre a galera que fala que álbum de K-pop é ruim como algo que só alguém da 2nd gen fala (Uma autocrítica, já que eu também falo isso frequentemente) e, tal como 90% dos hot takes envolvendo K-pop na aconchegante e familiar rede twitter/X, o algoritmo resolveu levar um singelo tweet para todos os becos do kpoptwt como se fosse a coisa mais relevante que o povo fosse ler naquela sexta feira.

Eu estaria FEITO se os posts do blog chegassem em 2 mil likes no Twitter

Daí, isso me deu uma ideia: Fazer uma lista de 10 álbuns que vão além da title track. Primeiro porque vocês gostam de recomendações e meio que acessam esse blog para isso (E xingar comeback ruim), e depois por estar muito na vibe de ouvir álbuns completos que eu gosto muito das faixas (Ou da maioria) a ponto de ouvir do início ao fim. Então, esse Top Top.jpg trará 10 álbuns que (Acredito que) ainda não tiveram sua aclamação nesse blog, mas que merecem ser escutados pois vão muito além da title track. Sem mais delongas, vamos ao listão:

10º lugar — T-ara – Breaking Heart

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Algumas músicas que saíram ontem mas você não ouviu por estar ocupado demais chamando o BLACKPINK e/ou o TWICE de cachorras no X

A fanbase e internet no geral ainda está muito ocupada com o evento que foi BLACKPINK e TWICE lançando música no mesmo dia e deve estar a flor da pele caçando os piores xingamentos e barracos que “JUMP” e “THIS IS FOR” podem render (Provavelmente hoje é o dia de glória dos Blinks pois já saíram os números do Spotify e a música do BLACKPINK teve 420 megatrilhões de streams enquanto a nova do TWICE teve uns 14 streams ou coisa assim). Vários lançamentos ontem acabaram passando despercebido por conta disso, e esse blog, sempre comprometido em trazer o melhor que o pop asiático pode oferecer (kkkkk finge aí que eu finjo aqui) está aqui para dar uma atenção e falar o que rolou de bom nessa última sexta feira:

ATEEZ – In Your Fantasy

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O teatro mágico do AKMU garantiu o MV mais adorável do ano com “Hero”

Um dia desses estava rolando um genérico no twitter perguntando qual é o melhor videoclipe do ano até agora, acompanhado de uma foto com vários videos americanos que garantiram mais um monte de quotes genéricos falando sobre como a indústria dos Estados Unidos é uma merda para MVs comparado ao K-pop ou coisa do tipo (O que não é mentira, mas não é o caso). Não sou muito apegado a MVs para participar da trend mas, no mesmo dia, eu estava assistindo pela vigésima vez o comeback do AKMU com “Hero”, então se me perguntassem qual é o meu MV favorito desse ano até agora, eu diria que é esse:

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“Love Lee” é outro número de irmãos fofos do AKMU que talvez eu já não queira ver mais

AKMU está de volta com um novo single, “Love Lee”, que é um ótimo trocadilho tanto com a palavra “Lovely” quanto pela ideia de “amar os irmãos Lee”. Não tinha muitas expectativas envolvendo esse single, mas é sempre bom ouvir algo novo do AKMU, então fui dar um play quando essa música saiu hoje e, quando terminei, achei ok. É exatamente o que eu esperaria ouvir do AKMU, embora não seja exatamente o que eu quero ouvir da dupla:

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Year End 100: As melhores músicas do Asian Pop em 2022 (Parte 6)

Na última parte do Top: Tivemos o início do Top 40, o que significa que, de agora até o Top 10, teremos só músicas icônicas na minha playlist que talvez sejam as piores músicas que vocês vão ouvir na vida, mas são as melhores no meu coração (Tipo Chiki Chiki Bam Bam que eu sei que não é para todo mundo). E agora temos aquela icônica parte de músicas maravilhosas, icônicas, babilônicas e etc… mas que acabaram sendo barradas do meu icônico Top 10. Muitas injustiças, alguns clássicos e (chocantemente) Ayumi Hamasaki estão nessa parte do Top, então prestem atenção nas 15 músicas que quase chegaram lá no topo da minha icônica lista de melhores músicas de 2022:

25. NewJeans – Attention

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Year End 100: As melhores músicas do Asian Pop em 2022 (Parte 5)

Na parte anterior: Eu nem lembro o que eu postei pois já faz tanto tempo né, mas agraciei vocês com meu bom gosto e curadoria refinada entregando 15 ótimas músicas para vocês ouvirem. E aqui temos 15 músicas melhores ainda, começando o Top 40 da lista e entregando músicas que talvez apareçam entre as 10 músicas favoritas de alguns leitores do blog. Demorou muito para eu postar isso aqui, mas acho que vai valer a pena quando vocês ouvirem o que separei para essa parte da minha lista de fim de ano:

40. G.E.M – F=mw²r

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