Ontem um dos maiores comebacks de 2016 completou 10 anos: “Deepened” do Brave Girls. Tá, não foi “MAIORES” no sentido de ser um grande hit, mas foi o primeiro single do grupo depois de mais de 2 anos (E quatro anos desde o último comeback pra valer) enquanto o Brave Brothers farmava seu dinheiro produzindo para outros girlgroups pela Coreia. Além disso, “Deepened” também deve se destacar por se tratar do debut das meninas que ficaram famosas fazem parte do BB Girls hoje:
Para quem não sabe, o BB Girls surgiu como Brave Girls lá em 2011. Lançaram alguns singles, 2 mini álbuns, conseguiram uma ou outra indicação para rookie do ano mas nada muito relevante em termos de popularidade. Um hiatus não anunciado aconteceu em 2013 e o grupo só voltou a ativa em 2016, totalmente repaginado: Eunyoung, Seo-A e Yejin saíram, e entraram no lugar Hayun, Minyoung, Youjung, Eunji e Yuna. O Brave Girls passou por diversas fases com a gradual saída de integrantes, o viral de “Rollin” e a mudança de empresa/nome, o que é bem interessante para um grupo que não tem uma line-up (tão) bagunçada.

Em fevereiro de 2016 o Brave Girls lançou “Deepened”, que chegou meio atrasado no sexy concept. Todos os girlgroups de 2º escalão pra baixo já haviam bebido dessa fonte e tomado esculacho do público coreano, e a onda do synthpop começava a ganhar mais força no nicho. Até o próprio Brave Sound parecia saber disso (Tanto que ele deu “Someone Like U” para o Dal Shabet um mês antes), então ver as gatas em toupas de ginástica coladíssimas com uma música mais lenta, sexy e needy, além de ser a coisa mais barata que o Brave Sound conseguiu pensar, já estava datadinho. Isso não é uma reclamação pessoal porque a música é icônica e envelhece como um belo vinho a cada dia, mas a tendência no K-pop já era outra. Na minha visão, “Deepened” teria mais chance de sucesso/repercussão se fosse lançada uns 2 anos antes.
Quanto a música, duas coisas se destacam na performance do Brave Girls: Essa aura mais dramática quase fora do tom que viraria uma marca — voluntária ou não — com “Rollin” e outros singles mais gritados delas, e o mágico rap da Hyeran que é um arraso, principalmente na segunda parte onde ela metralha palavras loucamente como se fosse a maior rapper de todos os tempos (E, naquele momento, ela deve ter sido mesmo). O instrumental é o clássico Brave Brothers tentando fazer mais uma midtempo sensual acontecer, mas numa pegada hip hop inédita para os trabalhos dele nessa direção que deu uma intensidade diferente de uma “Miniskirt” ou uma “Gone Not Around Any Longer” da vida.
A sensação que tenho é que a música estava guardada na gaveta, o Brave Brothers lembrou que tinha um girlgroup na própria casa e pensou “Ah, vai que dá certo”, o que explicaria o MV baratíssimo e esses figurinos da Teresinha Gym. Mas, tal como boa parte das decisões da carreira do Brave Sound, isso acidentalmente deu certo e rendeu uma das melhores músicas dele E do Brave Girls. Se “Deepened” fosse de um grupo mais relevante ou tivesse um timing mais preciso, a música seria um hit.
Lembro desse cb e eu estava ansioso pra ver a sonoridade e também quem eram as novas integrantes.
Foi algo que eu achei “barato” na questão de roupas, mas maravilhoso porque a música é incrível e as integrantes, com cara de sexy sofridas, davam um toque todo especial.
E o melhor de tudo: era um conceito adulto! E combina totalmente com toda a roupagem que o Brave Girls tinha adotado.
Ainda acompanho o BB Girls e torço pelo sucesso delas, mesmo que já não tenham mais o investimento e nem a idade de idol pra hitar na Coreia. Love 2 ainda toca muito aqui em casa!