10 anos depois do debut do KARD, Somin e Jiwoo finalmente debutaram solo com “Backseat” e “Home Sweet Home”

KARD é outro grupo que eu olho e penso “Caramba, eles ainda existem MESMO, né…”. E por mais inacreditável que essa informação pareça para vocês, eles chegam firmes e fortes para comemorar 10 anos em 2026. Tanto que, iniciando as comemorações, Jiwoo e Somin finalmente ganharam seus primeiros mini álbuns solo para começarem suas trajetórias como solistas sem precisarem matar seus grupos e arranjar algum selo independente ou gravadora fundo de quintal. Como o solo da Somin saiu hoje e o da Jiwoo não tem muito tempo, vamos aproveitar e fazer um post conjunto para os singles “Home Sweet Home” e “Backseat”:

O Youtube me disse que eu já assisti o MV de debut da Jiwoo em algum momento do mês passado, indicando um play imemorável da minha parte pois eu não fazia a MENOR ideia de como era essa música. Ouvindo hoje e com mais atenção, eu sinto que fui (mais ou menos) injusto com ela: A música parece beber bem da fonte de “28 Reasons” da Seulgi (O que é um elogio), só que mais explicitamente sexual e com menos firulas para indicar que está com tesão (O que é um elogio maior ainda). Hoje em dia as veteranas do K-pop não tem muito espaço para explorar sexualidade em música (Seja pelo mainstream estar abaixo dos 20 anos ou pelo conservadorismo dos próprios fãs), então músicas como “Home Sweet Home” merecem algum mérito. Tá que o KARD está ~bem~ longe de ser algo que atinja o mainstream, mas gosto quando músicas mais cruas e adultas saem da Coreia e chegam nos ouvidos de uma gay com quase 30 anos.

Minha questão com “Home Sweet Home” é que o refrão é muito anti-climático. O clássico “Só fala o nome da música aí e deixa o beat rolar” de um jeito bem sem graça e que soa como uma versão trap do refrão tenebroso de “Come Back Home” do 2NE1, basicamente. Eu tenho muito apego por refrões e acredito que um refrão ruim pode derrubar uma música boa, e sinto isso com “Home Sweet Home”. Queria, pelo menos, que ela cantasse qualquer coisa no refrão para trazer um auge sexual com ela explodindo de tesão para a faixa, mas isso não rola e o que temos é um grande… fuen. O conjunto da obra ainda faz esse debut da Jiwoo ser interessante, mas falta algo mais catchy para querer ouvir de novo.

Já “Backseat” da Somin é bem mais “pop” e cativante em comparação… Ou mais “nachos requentados da Tinashe”, se você preferir. O R&B/Hip Hop continua torando, mas de um jeito bem mais dançante e rebolativo. “Backseat” indica que a Somin tem uma ambição maior em ser uma diva para algum homossexual do que a Jiwoo em uma música mais pulsante, que deixa a atmosfera mais introspectiva de lado e vai para as massas com uma party song sobre querer dar para VOCÊ no banco de trás com muito twerk e a gostosona descendo até o chão. E de novo, meu lado libidinoso chegando aos 30 agradece por ouvir uma música que não me faz sentir velho demais para ouvir K-pop em 2026.

A música faz bem o dever de casa. Tipo, não é o híbrido de hip hop e R&B mais original e destruidor que você vai ouvir na sua vida, mas cumpre seu papel servindo um batidão mais fancy e libidinoso. Eu não tenho do que reclamar de “Backseat” mas, ao mesmo tempo, não tem nada muito especial ou que me faça cantar junto com a Somin aqui, e por isso achei mais fácil fazer um post conjunto hoje ao invés de emrolar vocês com um post solo. Entretanto, “backseat” não deixa de ser um play bem divertido para os simpatizantes desses batidões R&B na música coreana.

No geral, “Backseat” e “Home Sweet Home” mostram bem o tipo de personalidades distantes que a Somin e a Jiwoo tem como artistas, que é o esperado se tratando da indústria do K-pop e de como as gravadoras querem vender camadas mais surpreendentes de seus artistas paralelamente aos grupos. Acho “Backseat” mais cativante e uma música com potencial de crescer na minha playlist, mas “Home Sweet Home” não é de todo mal e tem uma galera mais “vibing” que vai curtir muito o que a Jiwoo fez aqui. Só é uma pena que, a julgar pelos MVs, a DSP não tem orçamento para bancar dois solos numa tacada só (Tem visualizers mais caros que esses vídeos das duas), mas espero que tanto a Jiwoo quanto a Somin tenham mais oportunidade de evoluir o que fizeram em suas estreias como solistas no pop.

3 comentários sobre “10 anos depois do debut do KARD, Somin e Jiwoo finalmente debutaram solo com “Backseat” e “Home Sweet Home”

  1. Eu era uma fã ferrenha do KARD até 2020, mas acabei perdendo o pique de acompanhar grupos no geral bem na época que o líder deles foi pro exército e não ouvi nada que eles lançaram desde então, fora aquela música horrível “Tell My Momma”.
    Esse debut da Somin me deixou bem mais animada do que esperava, sempre achei que ela tinha potencial pra ser uma diva pop. O resto do EP também é legalzinho, nenhuma música além de Backseat me prendeu na primeira ouvida mas ele é bem redondo e quem gosta desses traps sexuais deveria dar uma chance.

    Sobre o solo da Jiwoo, achei legal a letra explícita, mas é só isso mesmo. Não é o meu estilo.

  2. O BM deu a entender que provavelmente o grupo vai assinar com empresas diferentes quando o contrato expirar em Julho/Agosto desse ano. Então os solos vão ser desovados antes do fim do contrato pra eles fazerem um ultimo comeback em grupo. Pessoalmente creio que o KARD é o tipo de grupo que vai se reunir de 3 em 3 anos prum single com 20 dólares e um sonho como orçamento.

  3. Realmente, impressionante que eles existem até hoje.
    Depois que ele foram mais pro hiphop, larguei a mão. Sou time kard antes de 2020.
    As músicas não são ruins, porém não chamaram atenção o suficiente pra eu ouvir de novo.

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