A fusão de “UFO” do Pink Lady com “Le Freak” do CHIC é tudo que a gente precisa ouvir essa semana

Ainda nessa vibe de remakes e covers, nessa quarta foi lançado “Legend, Now and Forever”, coletânea de tributos em homenagem aos 50 anos de estreia da dupla Pink Lady, um dos grandes expoentes do J-pop nos anos 70. Essa coletânea chegou até mim porque um amigo no bluesky me apresentou a crocantíssima versão baixou o nível de Southpaw feita por Koda Kumi, e eu fui logo caçar quem fez a nova versão de UFO nesse projeto (Porque É CLARO que teria uma nova versão de UFO).

Nesse álbum, “UFO” foi reimaginada pelo Sin Koizumix Productions, projeto liderado pela cantora e lenda idol dos anos 80 Kyoko Koizumi, mas eu não sabia nada disso e nem conheço nada da Kyoko além de “Nantetatte Idol”. Então, sem muita fé, dei play para ver o que fizeram com esse clássico do Pink Lady. E gente, tipo assim…

… Absolutamente NADA tinha me preparado para esse “mashup” de “UFO” com “Le Freak” do CHIC, fazendo disso a epítome musical dos anos 70 que me arrebatou quase que instantaneamente. Por 5 minutos ininterruptos eu não queria saber de nada ao meu redor, só me encantar com o choque que essa fusão proporcionou e aproveitar ao máximo. O impacto foi tão grande que eu tive que dar outro play nisso para assimilar a coisa toda e ter certeza que esse hino realmente existe. É uma pena que o meu trabalho (kkk) e compromisso (kkkk) em falar dos grandes lançamentos do pop pela Ásia me impede de simplesmente ouvir essa versão de “UFO” em loop eterna, pois eu estou tão hipnotizado por essa versão quanto na primeira vez que ouvi a “UFO” original, e sinto que poderia passar a vida toda ouvindo isso.

Eu ainda não ouvi todo esse álbum de tributos ao Pink Lady e foquei apenas nos nomes que eu conheço, e todos os tributos estão bem legais. A já citada Koda Kumi transformou “Southpaw” num pancadão de cachorrona do pop anos 2000, porque ela tem essa audácia de fazer o inusitado se tratando de covers (Quem lembra dela transformando “UFO” em um clássico do JAZZ?), e a UA deu todo um ar mais chique e levemente bossa nova para “Monster” tocar com muito charme nos barzinhos da Vila Madalena. Já a Airi Suzuki foi mais fiel ao som kayokyoku original e só deu uma leve modernizada mais rock no arranjo de “Chameleon Army”, e a Chisato Moritaka praticamente só remasterizou a já perfeitinha “Pepper Keibu” para cantar com a Maki Watase. Para quem gosta de tributos e/ou viajar no tempo com grandes hits da história da música pop, vale a pena ouvir.

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