Drops.jpg: RESCENE acusado de apropriação cultural, boygroup disbandando antes de girlgroup, Mark ex-NCT sendo mais um modelo de looks problemáticos no K-pop e a 1ª Jessica Jung do AKB48

Meio que não tem muita coisa acontecendo além dos lançamentos pois o mundo só quer saber de futebol, mas os últimos dias renderam muito assunto para tricotar com vocês.

Minami anuncia a aposentadoria da vida gyaru após ela e o RESCENE serem acusados de apropriação cultural

Aparentemente alguns japoneses estavam incomodados com a Minami usar a subcultura gyaru como meme para promover ela e o grupo de K-pop RESCENE, o que levou debates e críticas sobre ela, que é japonesa, se apropriar culturalmente dessa subcultura que também é japonesa. Não sei como isso faz sentido mas, aparentemente, faz muito sentido para o grupo e a Minami, que nesse fim de semana a Minami anunciou a aposentadora da sua persona gyaru. No fim, esse fenômeno botou o RESCENE no mapa e LOVE ATTACK se tornou um dos grandes hits periféricos do K-pop, então acho justo elas tentarem ir além do viral (E evitar grandes ruídos se a empresa estiver pretendendo lançá-las no Japão).

Se fosse para tentar achar alguma razão, acho que esse tal backlash tem mais a ver com um grupo coreano se promover e fazer sucesso com esse estilo de vida japonês. Até onde sei, o japonês médio não tem muito problema (ou moral) com isso de apropriação cultural e vê pessoas de outros países usarem elementos da cultura japonesa como homenagem, mas isso pode ficar historicamente mais sensível quando é uma marca coreana se utilizando disso para fazer dinheiro e memes. Mas isso sou só eu divagando nesse assunto.

MYSTIC STORY muda o curso natural das coisas e anuncia o disband do ARrC antes do disband do Billlie

Hoje a MYSTIC STORY anunciou o disband do seu boygroup ARrC com apenas dois anos de debut. A empresa não deu muita satisfação e mandou aquele comunicado padrão sobre decidir encerrar o contrato com os integrantes depois de muita conversa, pediu desculpas aos fãs e que sigam eles em suas novas jornadas e etc., e não existe nenhum escândalo público para justificar alguma coisa. Ou houve uma implosão interna e a MYSTIC está FALINDO, ou só decidiram parar de investir num boygroup que vende menos álbum que o girlgroup em fim de ciclo da empresa (No caso, o Billlie).

O meu choque está justamente nisso: A MYSTIC desistir de investir em um boygroup e disbandar eles antes de disbandar o girlgroup mais velho. Tipo, infelizmente o Billlie não conseguiu emplacar “WORK” (ou qualquer outra música nesses quase 5 anos) de verdade nos charts e, querendo ou não, um boygroup tem muito mais chances de criar fanbase e vender álbum do que girlgroup, então o curso natural seria dar um fim no Billlie e tentar fazer o ARrC render, certo? Mas enfim, se isso significar que vão tentar com as comadres até chegar nos 7 anos de debut, eu não vou reclamar não. Ah, e boa sorte para esses moços também.

Empresa do Mark (ex-NCT) pede desculpas após ele aparecer circulando com uma camiseta da bandeira dos estados confederados

Em mais um caso de figurinos da extrema direita sendo usados por idols de K-pop, a Upper Room veio pedir desculpas em nota após ex-NCT e atual crente Mark Lee aparecer por aí usando uma blusa com a bandeira dos estados confederados estampada bem grande no peito. A bandeira traz uma carga bem problemática e é símbolo de diversos grupos supremacistas nos Estados Unidos, o que torna essa foto e a desculpa de cogitarem o uso dessa roupa como parte de um “look vintage” bem… Equivocada, no mínimo.

Para além da burrice dele em meter uma roupa dessas no corpo, me deixa intrigado que a nota da empresa sugere que isso passou por toda uma equipe e absolutamente NINGUÉM considerou que botar esse homem para vestir uma camisa com essa bandeira e sair em público fosse uma ideia ruim. Já tivemos diversos problemas de figurinos problemáticos no K-pop e esse nem é o caso de um símbolo discreto ou subliminar, é um negócio ENORME e estampado no peito sem qualquer contexto edgy para justificar. Até eu que moro na Vila Bucetilde aqui no extremo sul de São Paulo reconheceria essa bandeira e evitaria usar a qualquer custo, mas enfim. Já deve ter uns fãs usando o clássico “Ele não sabia” para defender ele, então eles que se virem.

Hanada Mei teve seu contrato com o AKB48 encerrado, se tornando a 1ª integrante da história do grupo a ser EXPULSA

Essa história seria digna de um post completo, mas eu não estou afim de lidar com os 48 wotas restantes do AKB48 me acusando de falar do grupo apenas para escândalos e/ou xingando 3 gerações da minha família por conta de uma linha mais torta escrita nesse blog, então vamos direto ao ponto: Mei Hanada teve seu contrato encerrado com o AKB48 hoje, fazendo dela a primeira integrante a ser EXPULSA na história do grupo. Nada de graduação, desistência ou coisa do tipo. Foi o tratamento JESSICA JUNG sendo aplicado na morena, que agora é persona non grata e não deve mais dar as caras em qualquer coisa relacionada ao AKB.

O motivo disso seria um suposto relacionamento que a Mei estaria vivendo com um fã (Bem problemático e até banido dos eventos do AKB48, pelo jeito) durante seu tempo de hiato do grupo que, supostamente, era para cuidar da própria saúde, além de dar vários perdidos na gerência do AKB quando expressou o desejo de sair do hiato. Em defesa, a Mei alega que encontrou com esse tal fã mas negou qualquer relacionamento além, e que queria resolver as coisas com um advogado mas a gerência queria que ela fosse pessoalmente discutir as condições de retorno ao grupo. Ah, e ela raspou a cabeça, garantindo assim mais 10 anos de vídeos e matérias sobre “O lado negro do J-pop” enquanto descem o cacete no AKB48. Ela diz que foi induzida pela agência a raspar a cabeça e se retratar, mas a gerência do AKB já falou que “nunca sugeriu isso” e todos os fãs do AKB que vi comentando sobre arrastaram a menina na lama e chamando de vigarista pra baixo, então acho que saiu pela culatra essa tentativa de causar a mesma comoção que a Minami Minegishi em 2013.

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