Eu estava esperando esse tal “I’VE SPIN-OFF” para saber o que raios o IVE estava planejando para o lançamento do EP “Looks Can Kill”, e ele é… Um short film para “CRUMBS”? Só isso? Mas tá, pelo menos o mini álbum está entre nós e passei a tarde ouvindo para escrever, pela primeira vez, uma review de álbum no dia do lançamento. E isso não é possível apenas por ser um EP, eu ter organizado tudo para passar horas ouvindo esse álbum e poder dar os meus pitacos em cima dele, mas porque toda vez que terminei de ouvir ele eu pensei “…Só isso?”

Artista: IVE
Álbum: Looks Can Kill
Lançamento: 26/10/2026
Gravadora: Starship Entertainment
Nota: 70/100
“Looks Can Kill” tem como proposta trazer “outra essência para a visão de mundo que o IVE vem estabelecendo, como se fosse um spin off”. Ouvindo o EP, eu entendi isso como “Bem, já temos 5 anos de carreira e vocês conhecem nossos trabalhos muito bem, chegou a hora de chacoalhar as coisas” e aí trazer estilos musicais, sintetizadores e ideias que você não espera o IVE executando musicalmente… ou mais ou menos isso. Tipo, tem muito pop sintetizado que definitivamente é o que a gente conta que o IVE faça mas, ao mesmo tempo, o grupo tenta buscar e mostrar novas cores dentro desse nicho. Isso dá certo, mas não tão certo assim.
Nada no “Looks Can Kill” é ruim (Longe disso, até) mas, com exceção da title track, nada nesse EP é um grande destaque. A sensação que tenho é que esse EP tem ideias bem boas e que fogem mesmo do “padrão IVE” tanto nas faixas mais pesadas quanto nas mais fofas e etéreas, mas a execução não é tão matadora assim. Nada muito impressionante ou de pirar o cabeção, com momentos mais “meu deus elas são as rainhas do pop” e mais “eh… ok”. E eu acho que sinto isso com quase todo álbum que o IVE lança? De ser um álbum competente e bom, mas longe de ser essencial ou mudar minha vida como kpopper para sempre. E isso fica um pouco mais decepcionante quando a gente olha para o lado e vê o KiiiKiii lançando dois dos melhores EPs do ano no mesmo teto delas.
Talvez o ponto forte do “Looks Can Kill” seja, realmente, o IVE. O magnetismo que o grupo transmite em mim me faz curtir mais músicas que seriam fillerzões sem graça na mão de outros grupos (Dá para definir metade desse EP assim, inclusive), e não é que o IVE tenha grandes vocais ou uma performance extremamente característica, é porque… é o IVE. Elas servem essa performance girly bem patricinhas, eu compro isso sem muita resistência e, quando menos espero, estou lá dançando e me entretendo com elas. Isso por si só é bom, mas chega um momento que a gente quer MAIS (Ainda mais de um grupo veterano como elas) e esse MAIS não aparece nesse álbum. Todas as músicas parecem ter um porém, e isso tira o brilho do conjunto da obra.
“Looks Can Kill” é uma boa coletânea de músicas pop dance. Se eu tivesse uma conta no rym e pudesse dar notas para cada faixa desse EP, eu colocaria 7 em uma… 7 em outra… um 7,5 nessa por ser bonzinho e é isso. A title track puxa mais pra cima, “Mirror Mirror” puxa pra baixo e o resto fica ali marinando no meio. O grande calcanhar de aquiles do IVE é fugir desses simpáticos projetos nota 7 e partir para álbuns que acompanhem a ambição e expressão que os singles carregam mas, enquanto o IVE seguir liderando as vendas e emplacando hits, a Starship não parece querer mexer tanto assim nesse modo safe de operar o grupo.
Faixa a Faixa
O EP começa já com a faixa título “Looks Can Kill”, que é uma arrasante farofa eletrônica de bonequinha para dar close e fazer carão na pista de dança. Ainda não descobri que raios de música vem na minha cabeça com esse sintetizador principal mas FODA-SE também, é ele bater ponto nas partes relevantes que eu já me sinto mais PATRÍCIA pronta para frescar com a pista me chamando, e cada play que dou nela fica ainda mais crocante. Não bate de frente com os melhores singles do IVE, mas já é o meu single favorito delas esse ano.
Logo depois rola uma virada curiosa, com o IVE servindo drama e mistério na sombria “Mirror Mirror”. Uma música meio… previsível?! Tudo aqui parece seguir a fórmula básica do pop dark orquestrado e eu sinto que não tem nada muito especial acontecendo, mesmo que a faixa em si seja competente. Vale por fugir um pouco do que se espera do IVE fazendo música pop mas, honestamente, “Mirror Mirror” é a que menos deixou alguma impressão depois de ouvir. “SNAKESKIN” já traz mais pulso e adrenalina com seus sintetizadores dos versos e a virada para o refrão é pesada na medida certa. A degringolada que a música dá depois do 2º refrão é bem confusa num primeiro momento, mas não é nada difícil de acostumar e, no geral, acaba compensando a pressão baixa da faixa anterior.
“CRUMBS” traz o IVE de volta para as pistas de danças menos patrícia de “Looks Can Kill” e mais EDMzão summer eletrohits. Não prestei muita atenção nos versos qualquer coisa, mas o refrão é um LUXO e já estava bem white girl sentindo a VIBE que os oontz oontz mais oontz oontzados da música eletrônica pode oferecer. No geral é o tipo de música que vou balançando a cabeça no ritmo enquanto caminho e busco uma bebida no bar, mas é divertida. “Girls Girls Girls” é o número mais retrô do álbum, com sintetizadores que vão para um caminho disco que a gente não vê mais o K-pop fazer com frequência como em outros anos. Gosto desse ritmo mais cadenciado, me sinto extremamente envolvido e relaxado nos synths os “girls girls girls” são deliciosos, mas senti falta de um refrão mais relevante para cantar e dançar junto com elas, o que deixa tudo meio morno. Fechando o EP, “Glow Motion” traz o pop mais etéreo que poderia abalar na tracklist do “Midnight Sun” da Zara Larsson (Até porque não só a Zara, como as produtoras do álbum “Midnight Sun” são creditadas nessa música). Entendo e até compro a experiência atmosférica e imersiva que essa música possui, mas não sei se a execução é das mais excitantes a ponto de querer ouvir de novo. Mas antes isso que uma balada meia boca fechando o EP.
Concluindo…
“Looks Can Kill” é um EP que parece poder te matar, mas você sobrevive sem grandes marcas depois de ouvir. Para mim a existência desse álbum vale a pena pelo single, mas não devo levar nada além disso para a minha playlist nesse comeback.
Mas outro cuntslop pro mundo
girls girls girls me pegou tanto tô viciado
eu acho os albuns do ive muito qualquer coisa. não são ruins, mas parece que a empresa não tem um cuidado em construir um trabalho redondinho e com bsides lendárias. elas arrasam na title e só. acho q pra um grupo tão grande como elas, a starship deveria ao menos tentar.
sinto isso desde o primeiro trabalho delas, parece que rola uma má vontade com os eps e álbuns, uma pena pois as prins mereciam coisas mais empolgantes.
ban o album de i am é ótimo