Chungha segue não sendo a rainha do verão coreano com “Gotta Go”

Todo início de ano o Kpop surge com um potencial de bops femininos que ocasionalmente ditam o ritmo como possíveis hits do ano, sejam eles hits de fato ou só nos nossos corações mesmo. Há alguns dias atrás comemoramos 10 anos do lançamento de Gee, do SNSD, e músicas como Oh! (SNSD), Something (Girl’s Day) e Bboom Bboom (Momoland) também foram beneficiadas pela falta de concorrência se tornando faixas assinatura de suas respectivas carreiras. Nisso temos a Chung Ha, que conseguiu um dos principais sucessos de 2018 lançando “Roller Coaster” no meio de janeiro, e tenta repetir o feito esse ano com “Gotta Go”:

Até o momento a carreira da Chungha como diva kpop da nova geração é dividida em lançamentos tropicais para aproveitar o buzz de verão e lançamentos pop que tenham um potencial de serem marcantes durante o ano. E se por um lado Why Don’t You Know e Love U são coisas completamente inesquecíveis por conta de instrumentais inespecíficos e vocais que constantemente aparentam estar fora do tom, no outro temos maior efetividade em cima de sons pop/dance que se tornaram clássicos no Kpop, especialmente com aqueles que cresceram ouvindo Kpop no início da década. Genérico para alguns, mas aqui o ponto é justamente não tentar reinventar a roda e fazer o que já funciona por si só.

O instrumental mais lento e melódico produzido pelo Black Eyed Pilseung faz de “Gotta Go” a tentativa mais, digamos, “sensual” da Chung Ha até o momento, com elementos mais introspectivos e uma batida mais controlada para aquele efeito emotivo surgir. Mas essa novidade é só dentro da discografia dela, pois “Gotta Go” em si gera a sensação de “Hum, eu já ouvi isso aqui antes” quando se para pra pensar. Não que isso importe no fim do dia, já que estou aqui sensualizando e rebolando ao som de mais um acerto no pop e, tipo, até o momento não fiquei entediado com a faixa, então podemos dizer que Chung Ha venceu dessa vez.

Se não fosse o buzz do I.O.I + a baixa de solistas pop na época que debutou solo, provavelmente Chung Ha seria só mais uma tentando destaque na cena e, sei lá, conseguindo um #94 na Gaon. Mas as escolhas certas e o timing preciso fizeram um bem pra carreira da Chung Ha, o que acaba dando força para a discografia dela como um todo. Só acho que ela teria uma discografia bem mais interessante se ela largasse de mão esses singles tropicais de verão sem graça e só fizesse esse pop genérico e efetivo que todos amamos. Nem todas nascem pra substituir SISTAR/Hyolyn no verão, mas músicas como “Gotta Go” podem set a chave para conseguir consolidar de vez a carreira da única ex-I.O.I relevante da cena.

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