Review Retrô: Candy Mafia compara o amor com uma doença degenerativa em “Alzheimer” (2010)

Eu conheci o Candy Mafia através do Asian Mixtape, que lá pelos tempos de 2014/2015 vendia o grupo como a bagunça mais quente que surgiu na Tailândia. Provavelmente a popularidade do Candy Mafia se criou através de diversas acusações que receberam de copiar grupos de Kpop como 2NE1 e 4minute logo no seu debut, e o vídeo realmente parece um grande mix de coisas que o Kpop realmente lançava em 2009 e 2010. Então, para o seu segundo single, elas mudaram seu conceito de farofada club banger para algo mais cute e colegial, e daí tivemos “Alzheimer”:

O que chama atenção de “Alzheimer” é a letra, que compara o amor que as garotas sentem por um boy a uma doença degenerativa pois, na música, eles são apenas amigos mas a mente dela esvazia toda vez que fica perto dele, e o amor que ela sente a faz esquecer da “friendzone” e fica flertando com ele a todo instante. O refrão é, literalmente, isso aqui:

A- A- Alzheimer, deixa minha mente embaçada

Amigos próximos não podem se apaixonar

Esqueci de alertar isso na minha memória

A- A- Alzheimer, eu acidentalmente me apaixonei por você

Minha memória está vazia

Eu estou amando você

Isso é, hum, audacioso. Apesar da doença de Alzheimer ser muito conhecida pela perda de memória ela é bem mais complexa que isso, então isso acaba sendo uma romantização das mais básicas e até altamente problemática se fosse lançada hoje em dia (Basicamente é o mesmo problema das pessoas que postam no twitter “Ain estou tristinhoo, acho que estou com depressão” sendo que a depressão em si é bem maior do que uma simples alteração de humor), mas em 2010 e sabendo do histórico de analogias beeeem questionáveis que a música pop usa para mostrar composições mais inspiradas, “Alzheimer” me parece bem, digamos, menos ofensivo.

Sobre o single, “Alzheimer” aposta em um instrumental mais fofo e açucarado, com elas cantando de uma forma mais agitada, como se estivessem desabafando sobre alguma coisa, com um refrão bem gostoso. O MV é bem simples, com elas dançando e fazendo fofuras em uma sala de aula, alternando entre o look de estudante e o look mais casual, e acaba sendo um bom visual para a música mesmo não tendo nada muito memorável ali. No geral eu acho um bom single dentro do conceito cute, mas que não envelheceu tão bem assim, tanto pela letra e essa analogia de gosto duvidoso quanto pelos próprios sintetizadores que hoje soam bem datados, mas isso me divertiu por um tempo.

Para quem gosta dessas bobagens fofas e descompromissadas, “Alzheimer” é um bom passatempo. Mas para aqueles que preferem uma farofada mais dançante, recomendo ouvirem a ótima “Cliché”, de 2013, que é o legítimo farofão girl crush que fizeram muitos gays acompanharem Kpop na época. A parte mais “explosão de cores” do MV pode te lembrar “I Got A Boy”, do SNSD, mas eu acho que essa música pode te divertir mais do que aquele comeback das divine nine divertiu.

4 comentários em “Review Retrô: Candy Mafia compara o amor com uma doença degenerativa em “Alzheimer” (2010)”

  1. Cara, uma guria do Candy Mafia dps q esse ai disbandou foi pra outro gg tailandes chamado Milkshake. Infelizmente tbm só durou 2 músicas e já morreu. O debut se chama ‘Share’

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