O quadrilionésimo projeto de remakes no K-pop traz Taeyeon (SNSD) cantando Tuki, Lee Suhyun (AKMU) cantando Seiko Matsuda e HANRORO cantando o tema de Neon Genesis Evangelion

Ultimamente o K-pop anda investindo MUITO em remakes, covers e adjacentes, a ponto de toda semana algum projeto de remakes vir à tona na minha timeline. E o que pipocou como recomendação do YouTube dessa vez foi o “J-POP REMAKE”, projeto do cantor e produtor Kangnam que vem reunindo uma série de artistas femininas para fazer o que o fez popular no YouTube: Cantar músicas de J-pop, mas em coreano.

O primeiro single desse projeto foi “Bansanka”, smash hit da cantora Tuki que ganhou uma versão coreana na voz da eterna funcionária da SM Entertainment e integrante do SNSD Taeyeon, que acabou virando um bom hit na Coreia por 3 motivos: A música original ter sido um sucesso na Coreia, a Taeyeon cantando a música e as integrantes do RESCENE no auge da popularidade do grupo protagonizando o MV.

O segundo single foi “Zankoku na Tenshi no Teeze”, clássico tema de Neon Genesis Evangelion interpretado pela Yoko Takahashi que ganhou uma versão coreana na voz da HANRORO, uma cantora em plena ascensão na Coreia após emplacar os smash hits “Landing In Love” e “0+0” no país. A HANRORO já mostrou ser fã da música e cantou essa música em um de seus shows, então acabou sendo natural a escolha dela para lançar esse remake.

O terceiro e mais recente single do projeto é “Aoi Sangosho”, clássico da eterna idol japonesa Seiko Matsuda que viralizou e ganhou projeção na Coreia após o cover feito pela Hanni do NewJeans. Nesse projeto, a música teve sua versão coreana interpretada pela Lee Suhyun do AKMU. Aparentemente o J-POP REMAKE ainda trará mais versões coreanas de músicas japonesas, mas ainda não foi anunciado qual música e artista figurarão para o volume 4 desse projeto.

Nenhum desses remakes tem a proposta de reinventar a roda e são bem fiéis ao que foi feito nas canções originais. O Kangnam promove esse projeto como uma “ponte para unir a Coreia e o Japão” através da música, trazendo a sensibilidade de artistas coreanas para clássicos da música japonesa e “conectando fãs dos dois países” com isso. A grande diferença está nas interpretações mesmo, onde as artistas coreanas entregam uma performance mais “refinada” em comparação com o caminho mais alto e sentimentalmente “cru” que as originais japonesas possuem, o que reforça as diferentes ideias de interpretação de um artista/idol na Coreia e no Japão. Isso fica mais evidente no cover da Lee Suhyun, que é bem mais suave em comparação com o que a Seiko Matsuda fez 40 anos atrás.

Sendo honesto, nenhum dos 3 remakes me faz ter vontade de largar suas versões originais, mas a fidelidade das produções e a qualidade das cantoras conseguem manter o nível de cada música muito bem, e aí acaba sendo uma questão de preferência mesmo. Se você não se dá muito bem com o estilo “japonês” de interpretar música, pode ser que essas versões coreanas acabem fazendo mais o seu estilo.

Deixe uma resposta