Utada Hikaru cansou de falar “Senhora Utada” e (mais ou menos) aboliu o gênero

Utada Hikaru é alguém que, quando você menos espera, posta nas redes sociais alguma coisa que involuntariamente muda a vida dos seus fãs, desde reflexões filosóficas sobre band-aids achados no chão até lacradas sobre sua sexualidade no twitter. Ontem, em mais um momento edificante de sua carreira na internet, Utada revelou que não quer que chamem de senhora ou senhorita, mas sim “Mys. Utada”:

Em resumo, Utada Hikaru resolveu que cansou de ficar se apresentando como senhora ou senhorita, pois não se sentia confortável usando esse tipo de identificação. Então Utada saiu caçando alternativas na internet e se definiu usando a sugestão “Mx.”. Assim ela se sente mais confortável sem a limitação dos prefixos, e espera que isso seja mais usado futuramente.

Honestamente, não entendi muito bem se Utada se assumiu como uma pessoa não-binária ou se ela só quis quebrar o tabu de ser chamada de senhora (Utada nunca deixa esses insights mais explícitos). Porém, fico feliz pela descoberta e por se sentir mais confortável usando um termo neutro. Hikki deve estar recebendo muita abrobrinha nos comentários desse post no Instagram, mas duvido que esteja se importando com isso.

Aproveitando que Utada virou tópico e falando um pouquinho sobre “Pink Blood”, esse é um dos lançamentos mais alternativos onde a lenda brinca com um som mais atípico e se distancia dos produtos mais “pop” que costuma lançar. Não é tão gloriosa como “One Last Kiss” e nem um single que prende a minha atenção (Acho até cansativo de ouvir no repeat), mas para se ouvir uma vez ou outra tá valendo. A grande vitória está no PV, belíssimo e longe dos vídeos intimistas que Utada grava com um J7 e bota para promover música.

8 comentários em “Utada Hikaru cansou de falar “Senhora Utada” e (mais ou menos) aboliu o gênero”

  1. A impressão que eu tenho é que o novo prefixo tem menos a ver com ela ser ou não ser não-binária, e mais com ela não querer especificar um estado civil (se ela está solteira, casada ou afins) – tanto que, quando ela aponta os prefixos que ela renega, ela sequer menciona o “Mr.” (“senhor”).

    E sim, o PV de Pink Blood é maravilhoso (embora dê um certo gatilho ver tanta gente aglomerada e sem máscara, mesmo sabendo que todos devem ter sido devidamente testados antes). A música é linda, mas infelizmente não é daquelas que gruda na cabeça como tantos outros singles que ela já lançou. Mas valeu a pena mesmo assim.

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  2. dougie avisa que o twice ta empatado como o gg com mais entradas na bb200 (3) e debutou o taste of love em #6 lá

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