O Top 100 das melhores músicas de 2023 começou ontem com muitas músicas que provavelmente só eu ouvi, artistas que conseguiram o primeiro e único top 100 anual de 2023 na lista desse blogueiro e uma ou outra coisa fora do K-pop que vocês não se deram o trabalho de dar play. Vai mudar alguma coisa nessa parte 2? É claro que NÃO, então não vamos enrolar muito aqui e soltar mais 15 das 100 melhores músicas de 2023 segundo a minha apurada e conceituada opinião:
85º lugar — Jini – C’mon (feat. Aminé)
2023 não foi apenas o ano que o NMIXX decidiu lançar umas músicas de verdade como também o ano em que a ex-integrante Jini ressurgiu das cinzas para fazer sua estreia solo com a ótima “C’mon”. Um popzão eletrônico com versos contidos e refrão mais brilhante é uma combinação que sempre funciona, a Jini sabe onde subir o tom e fazer com que “C’mon” seja sing along e fique na minha cabeça. Uma música inesperadamente prazerosa de ouvir do início ao fim, que me deixou com vontade de acompanhar o que essa menina tem a oferecer no futuro.
84º lugar — Cyndi Wang – Just Break Up
Respeito a ideia da Cyndi Wang querer abraçar algumas das tendências sonoras mais questionáveis do K-pop com “BITE BACK” (Até curto não ironicamente essa música hoje em dia), mas “Just Break Up” é uma farofa fora da casinha dela bem melhor e com mais personalidade por parte da Cyndizão. A mistura de instrumentos e batidões mais étnicos em um ritmo pop é matadora, e os vocais mais sóbrios da Cyndi são ótimos para acompanhar produções onde o instrumental é a grande estrela. Ao mesmo tempo que “Just Break Up” é uma farofa excitante e saborosa, tem a cara das faixas mais pop que a Cyndi costuma botar em seus álbuns.
83º lugar — HYO – Picture
Acredito eu que essa seja a primeira aparição de um solo da HYO em 5 anos de blog, o que diz muito sobre o que eu acho das marmotagens que ela desova sozinha. Mas “Picture” é um ótimo acerto, o EDM é muito bom e a flauta se destaca demais, além de um ou outro elemento servindo o tipo de latinidade que só latinas farofeiras teriam coragem de lançar, como a romena INNA fazia na época do álbum Nirvana. Nunca comprei a ideia de Hyoyeon tentando bancar a DJ mais quente do circuito, mas se ela quiser ser apenas uma grande gostosa cantando farofas ligeiramente tribais como ela fez em “Picture”, aceitarei com prazer.
82º lugar — NewJeans – Super Shy
Não sou um dos maiores fãs de “Super Shy” especialmente pela música ser basicamente o refrão sendo repetido umas 5 ou 6 vezes em 2 minutos. Mas isso não muda o fato do refrão ser ótimo e funcionar e dar energia nesse trabalho que é vibrante. O NewJeans consegue captar bem a energia de um adolescente colegial em forma de música, e tudo em “Super Shy” é bem jovem, inocente e carismático. Se tivesse 1 minuto a mais eu tenho certeza que a música ganharia níveis e seria mais impactante comigo, mas o resultado atual não deixa de ser memorável.
81º lugar — AI – Respect All
Eu gosto que a AI é uma rapper muito good vibes que gosta de quebrar as expectativas que tenho de hip hop na Coreia/Japão. Não é todo mundo que pega um instrumental old school/anos 90 desses e faz uma música sobre como é bom respeitar a todos e deixar uma mensagem positiva e descontraída como ela fez em “Respect All”, e isso faz a música ficar extremamente carismática. Além disso, a AI faz um ótimo uso do seu timbre único para tornar “Respect All” ainda mais divertida, e é esse tipo de faixa mais leve que me deixa mais feliz e despreocupado ouvindo.
80º lugar — Girls2 – CLICK
O Girls2 está bem perto de lançar a sua RYDEEN para eu adotar as meninas como o novo E-Girls, e “CLICK” é a prova de que elas querem abraçar os homossexuais com muito yassss, slay e werrrk tal como o grupo da fodona DREAM AMI fazia. A guitarrinha no início sugere mais um pop funky no mundinho asian pop, mas quando elas começam a cantar “CLICK” a música ganha uma energia cunt de boate muito boa, especialmente no refrão com elas repetindo muito CLICK para você fazer muita pose e coreografia. Quando o hiro sentir que o eletropop voltou a ser alguma coisa no Japão e arranjar uma farofa crocantíssima com um sample de qualquer clássico japonês, o Girls2 vai ganhar o mundo.
79º lugar — Dalsooobin – Tanaka-San
Lá pelo final de março/início de abril a Dalsooobin ficou soltando alguns áudios curtos para o instagram/tiktok com dancinhas para ver se alguma coisa colava com o pessoal e viralizava. Um desses áudios foi o de “Tanaka San”, que recebeu 5 milhões de visualizações no instagram dela e, dado o sucesso, ela decidiu lançar como uma música completa. “Tanaka San” é mais uma música unserious sobre como ela gosta de algum comediante lá na Coreia, mas o housezão japonês (Ela mesma fala que a música é J-pop) vindo de alguma demo do Wednesday Campanella foi a forma da Subin dizer que estava brincando mas também estava servindo aqui. Em um mundo justo a música completa também teria viralizado no mundinho dela, mas não rolou.
78º lugar — Chanmina – Biscuit
Não contente em ser meio injustiçada no Japão (Ela vive entre os 40 mais ouvidos no Spotify Japan, dá para dizer que ela tem seu público lá), a Chanmina vem desde o ano passado lançando singles na Coreia para ser meio ignorada por lá também. “Biscuit” é outro ótimo single coreano dela, essa guitarra safadíssima me lembrando grandes sucessos do Santana foi especial e bateu de um jeito que não esperava que fosse bater, e a voz mais rasgada e agressiva da Chanmina é um espetáculo em músicas assim. Eu adoro como a Chanmina consegue ser uma artista única tanto no J-pop como no K-pop, se destacando por sua interpretação e referências únicas de som. Coisas como “Biscuit” não são lançadas todo dia, e por isso a Chanmina se destaca como uma das artistas mais interessantes do J-pop atual.
77º lugar — Washio Reina – Say No
A Washio Reina resolveu lançar umas músicas de verdade pela primeira vez desde o fim do E-Girls nesse novo álbum de estúdio dela, e a minha música favorita é “Say No”, um popzão introspectivo e teatral com um certo pulso eletrônico que puxa a música para fora do lugar tedioso comum. Basicamente é um estilo que ela fazia de melhor na época que comandava o Flower na mão de ferro, e que hoje eu aceito bem melhor na minha vida (Na época eu preferia o Happiness ao Flower mas enfim). “Say No” me leva a um lugar de reflexão, paz e tranquilidade, e acho que isso é o máximo que a Reina está disposta a fazer se tratando de músicas mais memoráveis.
76º lugar — Miliyah – GAL GO
O meu momento favorito de 2023 foi a Miliyah assumindo de vez a skin trapper e trazendo um álbum trap/hip hop melhor que qualquer hypado da cena por aqui. Muito disso se deve ao fato dela ser uma cantora de verdade e saber entregar o que a música pede, como em “GAL GO” que é uma farofa trap com um ou outro elemento tradicional mais forte e intensa, e ela canta uma música sobre ser a mais gostosona das favelas de Tóquio com muita graça e poder. “GAL GO” é uma música que me anima e me empodera, e um dos grandes momentos do grande álbum LOIRA16.
75º lugar — The Deep – 20’s
Mais uma da minha querida parceira The Deep aparecendo no meu top 100. Para fechar o “Messy Room” a The Deep escolheu a faixa “20’s”, e a música me despertou memórias muito agradáveis de quando a cena alternativa brasileira que vez ou outra brotava na MTV Brasil investia em números DnB/Garage mais introspectivos como essa música possui. “20’s” me deixa relaxado e me leva pela vibe do instrumental delicioso, que em nenhum momento não tenta te assustar com uma batida mais forte e conquista justamente pela linearidade e tranquilidade que a produção exala. “20’s” é uma música despretensiosamente descolada, e legal demais para ser ignorada.
74º lugar — STAYC – Teddy Bear
Enquanto uma parte da fanbase segue esperando que o STAYC volte a lançar coisas como “So Bad”, eu estou muito feliz com o que elas desovaram no K-pop esse ano. Jovens periféricas também podem ser fofinhas e encantadas tentando se descobrir na sociedade, e “Teddy Bear” é o tipo de pop fofo e animado que deixa a minha vida mais colorida e leve de levar. Uma dancinha boba em cima de um batidão extremamente simpático e adorável as vezes é tudo que eu preciso para me dar serotonina e viver um dia mais feliz nesse caótico mundo, e “Teddy Bear” me dá todos esses sentimentos preciosos e positivos ouvindo. Uma música querida feita por um grupo de queridas.
73º lugar — Yukika – Remember Summer Days
Quando o anúncio do EP de covers da Yukika saiu, a minha maior curiosidade estava no cover de “Remember Summer Days” da Anri e como a Yukika reinterpretaria isso. A Yukika não decidiu mexer muito na música, só deixando mais leve e colorida para combinar com o vocal mais suave e delicado dela mas mantendo o espírito nostálgico e classudo que só uma releitura de um city pop em 2023 pode fazer por nós. O que era um clássico na voz da Anri continuou clássico na voz da Yukika, e o cover de “Remember Summer Days” já está lá brilhando na minha playlist de citypop. Que a Yukika seja feliz na vida de aposentada e mulher casada como eu sou ouvindo essa canção.
72º lugar — Youha – FLIGHT
Seguindo com o momento Citypopesco desse top 100, também tivemos a Youha encantando as periferias de Seul com sua adorável canção “FLIGHT”. Eu me rendo muito facilmente a músicas mais passionais que não vão para o óbvio do baladão, e o City Pop é uma ótima alternativa para encontrar músicas desse tipo. “FLIGHT” é lenta, suave e carismática, e a Youha tem uma voz mais áspera que dá um ótimo contraste e charme único para a música. Não é a música mais brilhante da Youha na carreira, mas a menina segue dando muito orgulho para os adms da nugupromoter.
71º lugar — (G)I-DLE – I Want That
Nada melhor que uma farofa bem homossexual para encerrar a segunda parte desse top 100, e para cumprir esse papel eu coloquei “I Want That” do (G)I-DLE para tocar. Logo no primeiro segundo o espírito performático de uma drag queen baixa no meu corpo e eu sirvo muito voguing, death drops, splits e acrobacias que fariam minha plateia gls gritar “YASSSSS WEERRRRRK” em algum bar da Rua Augusta. Eu provavelmente destruiria o meu corpo não acostumado a movimentos tão bruscos e pesados, mas eu estaria feliz, realizado (E provavelmente alcoolizado) com esse batidão fervoroso e emblemático na vida do grupo da Soyeon, contribuindo para o ótimo ano que elas tiveram em 2023.
Eu sou mais uma que espera o stayc lançar outra “so bad”. Tenho 0 paciência pra esses bagulhos pseudofofinhos que elas vem desovando, até porque são todas muito chatas, pra mim, obviamente.
2023 será lembrado para sempre como o ano em que a DJ HYO lançou a primeira música audível da carreira✨
2023 será lembrado como mais um ano que meu 2ne1, kara e t-ara ficaram mofando no poço da irrelevância, velhas da buceta cheias de fungos para sempre tapetes do snsd, chora
picture foi top 10 aqui em casa, lembro que teve 1 semana de pre-release e ainda sanduichado no meio de mais uns 3 lançamentos da sm e ainda assim foi oq mais abalou
Super Shy é uma chatice mesmo, não vejo a hora do NewJeans descobrir que é possível fazer uma música com mais de 02:15 minutos.
Eu estou meio puto que vocês não me avisaram de Tanaka-san tantes.
Não esperava ver tanaka san aqui, mas eu amei
Duas chanminas em dois posts, seria meu sonho como top 0,5% dos ouvintes dela esse ano? Obg pop