ALBUM REVIEW: NMIXX – Fe304: BREAK

O motivo para eu fazer a review desse álbum é: Absolutamente todo mundo amou o EP do NMIXX. Youtubers que aclamam qualquer coisa, blogueiros de fundo de quintal, usuários da minha bolha do twitter, gays básicas, gays alternativas que tem ranço de gays básicas e etc., todo mundo rasgou elogios nesse álbum. Então das duas uma: Ou estou perdendo o melhor álbum de todos os tempos, ou estou perdendo a chance de dar a opinião mais impopular do ano. Então dei play no “Fe304: BREAK”, e estou aqui para analisar e dizer se É ou NÃO esse mousse todo para limpar de vez a imagem do grupo e do Mixxpop.

Artista: NMIXX
Álbum:
 Fe304: BREAK
Lançamento: 15/01/2024
Gravadora: JYP Entertainment
Nota: 83/100

O retorno do MIXXpop nesse EP não foi algo exatamente animador minha vida levando em conta o histórico de MIXXpop que o NMIXX tem. Respeito a ideia e visão do JYP criar algo totalmente único para esse girlgroup chamar atenção pelas misturas e combinações ousadas que elas podem fazer lançando uma única música mas, antes desse álbum, era tudo muito porco, sem sentido e até constrangedor. Quando o NMIXX virou um grupo mais de gay básica fazendo música de verdade deu para ver melhor todo o potencial e qualidade que o NMIXX tem como grupo, e por mim elas ficariam daquele jeito explorando um estilo musical de cada vez e criando uma discografia versátil e única conforme os lançamentos aconteciam. Porém, em 2024 o MIXXpop voltou, e eu dei play com medo do que o álbum poderia entregar.

Felizmente, “BREAK” é uma versão repaginada da ideia principal do NMIXX no debut. Percebe-se que os responsáveis pelo NMIXX aprenderam com o tanto de paulada que esse grupo levou em 2022 e não podiam simplesmente combinar 3 músicas de qualquer jeito e chamar de experimental. A primeira metade do álbum é basicamente o conceito que o grupo quer vender desde o início, com os pontos de virada sendo detalhes pontuais que não estragam a experiência da música em si. Não é algo que funciona 100% do tempo comigo, mas as escolhas de sonoridade são melhores, as combinações são melhores e a execução é mais agradável. Com isso, temos faixas realmente fortes, memoráveis e que dão uma identidade única ao grupo. Músicas que só o NMIXX poderia lançar, o que é um elogio nesse álbum e não a frase mais assustadora que eu poderia dizer.

A segunda metade do EP é menos criativa e mais genérica em comparação, mas não é ruim. Umas sonoridades e estilos mais usados para encher álbum, que a gente espera em todo EP e que preenchem bem o “BREAK”. Com isso, temos uns 10 estilos diferentes explorados em um EP de 7 músicas e 21 minutos, o que é muita coisa. O resultado poderia ser extremamente caótico e bagunçado, mas funciona como um álbum inventivo, moderno e com personalidade. No final, eu curti a maior parte do álbum. Tirando “Soñar (Breaker)” que eu achei bem mais ou menos, o BREAK é um EP bem consistente e interessante. A maioria das músicas são extremamente comentáveis, que dão vontade de ouvir de novo ou são agradáveis

Faixa a Faixa

O álbum começa já com a faixa principal “DASH”, que é ótima. “DASH” tem a melhor execução do Mixxpop para mim, pois a virada da música é um detalhe pontual que surge depois do 2º refrão e não deixa a música toda quebrada e sem ritmo. Assim, podemos apreciar o hip hop old school referenciando a 1ª geração do K-pop em “DASH”, e a música é muito forte e cheia de personalidade com esse estilo. A virada para o pop punk eu dispenso, mas não prejudica a música toda no geral. Ao mesmo tempo, “DASH” é uma faixa totalmente diferente do que elas fizeram, o que enriquece ainda mais a minha ideia do que deveria ser o Mixxpop (O grupo mostrando versatilidade e trabalhando diversos estilos ao longo da carreira). Dentro da proposta original, “DASH” é o melhor Mixxpop do NMIXX até aqui.

O outro single do álbum segue o mesmo Mixxpop misturando hip hop latino e UK Garage, mas não me rendi a “Soñar (Breaker)” do mesmo jeito que me rendi a “DASH”. O ponto aqui é que, nesse caso, eu gostei do ponto de virada que dura uns 15 segundos mas não gostei do som principal de “Soñar”. A virada para o UK Garage que rola depois do primeiro refrão é deliciosa, me lembra os melhores singles do grupo e eu viveria muito bem com esse trecho sendo estendido numa música completa, mas o resto da música grita trabalho nugu tipo TRI.BE tentando fazer algo mais selvagem e com atitude. A combinação acabou sendo bem qualquer coisa, o que deixa “Soñar” bem meia boca como consequência. Ainda assim, acho “Soñar” melhor que os singles de debut, o que me faz achar que os responsáveis estão entendendo o que e como misturar dois estilos diferentes em uma música só.

“Run For Roses” é outro grande destaque do álbum. A intro acapella chama muita atenção, o banjo e a guitarra dão uma personalidade country forte para a música mas ela não deixa de ser uma faixa pop, especialmente no refrão que ganha sintetizadores mais pesados que criam uma atmosfera elegante e misteriosa. “Run For Roses” é uma música que vai se transformando conforme a música vai passando, e me deixa naquela expectativa e ansiedade pelo que a produção pode entregar em cada parte. “Run For Roses” é a primeira música do NMIXX que eu levaria a sério se os fãs mais hardcore do grupo viessem forçar na minha garganta de gay básica que o NMIXX é o girlgroup mais experimental e conceitual do momento.

“BOOM” volta para o hip hop anos 2000 que tivemos em “DASH”, mas de um jeito mais minimalista e tenso, igualmente performático mas de um jeito não tão jovial assim, especialmente no refrão que ganha um groove mais intenso nos tik tik boom boom. Lá para o final a música se transforma em um clubzão de boate homossexual que parece delicioso sozinho mas não senti que fez sentido finalizando essa música. Mais um caso de músicas que são ótimas e fortíssimas separadas, mas essa mistura acabou não funcionando do jeito que deveria e acaba cortando um pouco do encanto, apesar de ainda ser uma b-side bem legal.

“Passionfruit” é um jersey club mais descolado e alinhado com o que outros nomes andam fazendo no K-pop com a finalidade de replicar a magia da PinkPantheress ou coisa do tipo. Não é o momento mais memorável do álbum (Nem o melhor jersey club que ouvi), mas é agradável. Não me ofende numa playlist temática ou se aparecer aleatoriamente em um plano gratuito do Spotify. “XOXO” já é um popzinho mais R&B feito para encher álbum, que também não ofende mas é algo que qualquer um faz também e não tem muito o que destacar. Essas duas músicas em específico são as menos comentáveis e memoráveis do EP muito por conta de ser comum demais dentro da tracklist, com músicas que foram muito eficazes em criar misturas e viradas para serem comentadas e chamarem a atenção.

Finalizando o álbum, “Break The Wall” é a melhor “faixa mais comum” do “BREAK”. É muito interessante que o NMIXX optou por um synthpop mais vibrante e esperançoso para encerrar o álbum, sendo definitivamente um jeito mais animado e delicado de terminar um álbum tão intenso. Claro, a interpretação do grupo traz muita atitude para essa música, mas o instrumental eletrônico é delicioso e me tira um sorriso de esperança e paz ouvindo. “Break The Wall” realmente quebra as expectativas e traz a sonoridade mais inesperada dentro do “BREAK”, se tornando memorável tanto pelo fator surpresa quanto pela execução primorosa.

Concluindo…

E não é que o álbum é ótimo mesmo?! Parabéns NMIXX.

6 comentários sobre “ALBUM REVIEW: NMIXX – Fe304: BREAK

  1. a única coisa que falta pro nmixx agora é um time que saiba o que fazer com elas visualmente… se o mixxpop continuar nessa toada (e depois dos últimos 30 segundos de boom deus pfvr faz uma demo do danny l harle cair no colo delas) não vou reclamar e elas só tem o que crescer, mas comparado com os grupos de excelência da 4th gen pra mim (cuespa newjeans ive e ssera) elas não têm identidade visual NENHUMA… assim tudo na jype é meio breguinha e parece barato mesmo não sendo mas embora isso funcione com o twice precisa de alguém com senso estético apurado pra fazer com que as coisas delas não pareçam coisa de empresa nugu de verdade simplesmente não parece o grupo dos vídeos do pre-debut visualmente

  2. Amém q vc finalmente fez review desse álbum, tava contando os dias pra isso acontecer kkkk eu amei esse álbum do nmixx, só soñar q é meio meh, a única coisa boa de soñar é aquela parte diferente da música q é tão gostosinha de ouvir q deveria ter uma versão extendida, só aqueles segundos consegue ser melhor q a música inteira. Eu n tinha gostado de dash de primeira, mas dps q ouvi pela segunda vez eu amei e to viciada até agora. As bsides são muito boas, principalmente run for roses, nunca vou superar o fato da jyp ter feito mv de soñar e não ter feito mv de run for roses, essa vai entrar pra listas de bsides injustiçadas q não vai ter o reconhecimento q merece pq n tem mv
    Aliás dougie pfvvv faz review do novo álbum do gidle, o álbum tá mt bom, senti q as bsides são melhores q a title e queria mt ver oq vc acha, eu agradeceria muuuito

  3. Eu adorei o EP!
    Mas alguém sabe me dizer o que significa esse título? Será que se lê de uma forma específica e eu sou burra e não percebo?

    Agradeço esclarecimentos.

  4. Parece que o jyp resolveu se vingar da jini deixando o grupo bom logo depois dela ter abandonado o barco. Brincadeiras a parte eu adotei oficialmente esse grupo. Gosto muito das integrantes, acho todas ótimas e o som teve um rebranding maravilhoso. Basta rezar para o jyp não sabotar as queridas e futuramente e dar pra elas uma sneakers ou uma cake.

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