ITZY segue compensando 4 anos de bullying musical na Coreia com música boa no single japonês “Algorhythm”

Eu não esperava que fosse ver o ITZY lançando algo tão rápido no Japão depois de penar para vender 30 mil cópias do álbum Ringo, mas aqui estamos com o 3º single japonês do grupo “Algorhythm”. O grupo já havia lançado a b-side “No Biggie” digitalmente como pré-lançamento uns dias atrás, mas o carro chefe/faixa título foi lançado hoje junto com o físico oficial, e “Algorhythm” acabou sendo um play bem gostosinho:

Apesar da premissa safadíssima do título desse post, eu acho que o ITZY é bem competente com os singles japoneses. “Voltage” é um single genuinamente BOM, enquanto “Blah Blah Blah” e “Ringo” são farofas mais questionáveis mas que eu vou com a cara e curto até (Talvez mais do que deveria). O problema é que ninguém dá realmente muita moral para single japonês de grupo de K-pop, e a fanbase tanto dentro quanto fora do Japão ultimamente anda preferindo dar audiência para os lançamentos coreanos mesmo, com uma ou outra exceção. Queria muito saber porque ainda lançam singles japoneses quando o ITZY, por exemplo, vende 30 mil físicos japoneses por lançamento contra 600 mil físicos do último álbum coreano (E isso levando em conta que elas vinham de million sellers na Coreia). Desculpa para descolar eventos e shows em terras japonesas? Quem sabe.

“Algorhythm” é outro exemplo de boa música do ITZY. Não é tão memorável assim no fim do dia, mas é aquele som simpático com um ou outro sintetizador meio esquisitinho que segura a minha atenção. O grupo segue promovendo sem a Lia, o que faz com que a música fique mais agradável por estar um tom a menos que o esperado delas. O pré-refrão e o pós-refrão tem sintetizadores que parecem uma versão diluída de produções japonesas (O pré-refrão facilmente é algo que o Nakata entregaria de b-side para o Perfume ou a Pamyuzão em outros tempos). A música em si vai ganhando diferentes texturas que passeiam pelo synthpop mais bubbly e algumas referências mais retrô/funky, fazem sentido na maior parte do tempo mas tem o break mais maluco que rola no final da música que me fez pensar “Bicha, pra que?”. É um break rápido que só está ali pelo choque, mas que poderiam ter evitado. Fora isso, “Algorhythm” é bem divertida.

“Algorhythm” não é O single japonês do milênio que alguém fora da fanbase delas lembre de ouvir ou prefira dar stream que os singles coreanos (Pelo bem ou pelo mal), mas mantém a sequência de singles competentes que o ITZY lança no Japão, além do bom front de singles que o grupo vem tendo esse ano. “Untouchable” segue intocável (Ba dum tss) mas “Algorhythm” me divertiu a sua maneira. Se os últimos 4 anos foram um cabo de guerra com elas ofendendo o público com músicas ruins e o público ofendendo elas e chamando de PrejuITZY pra baixo, esse ano a bandeira da paz parece estar sendo levantada nessa relação.

10 comentários sobre “ITZY segue compensando 4 anos de bullying musical na Coreia com música boa no single japonês “Algorhythm”

  1. Tá bom do JYP dar um solo pra Lia e tirar ela do grupo. Infelizmente o grupo funciona muito melhor sem ela.

    • Nada contra a Lia, mas sendo bem sincero dá pra perceber como o grupo funciona mt melhor só com as 4 ao invés de 5, parece que as coisas fluem melhor agora

  2. Que música chata. Voltage continua sendo o melhor single japonês delas. Sdds Lia.

  3. O que todo mundo vem falando, Lia fora do ITZY levantou o grupo, se ela retornar vai ficar mais claro que ela é a culpada do grupo ser chutado em todo lugar.

  4. assim, elas entregaram? entregaram, mas essa demo é muito mais nmixx do que itzy, vamos combinar, as do itzy mesmo as mais leves tem aquela beirinha mais agressiva percorrendo a faixa toda, e aqui meio que condensaram tudo no break, mas ainda sim é uma boa musica, itzy conte comigo

    adoreiiiii a metade colorida/”na caixa” do mv, me lembrou o de breathe do miss a, por mim nem tinha as cenas do lado de fora

  5. Eu tô adorando a era sem a lia, nada contra a gata, acho ela uma fofa e merecia mais sim. Entretanto, não dá para negar que o grupo entrega mais o conceito que elas carregam com maior poder sem ela.

    Dito isso acho que a lia não vai mais voltar!

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