Já aclamei muito o single “Loop” nesse blog. Já falei como a faixa é otima no post de comeback, assim como decretei esse o melhor dos singles que já saíram depois que o Loona morreu. O que faltava era aclamar o EP que ela lançou para oficializar sua carreira solo, então eu fui lá e dei o meu play para palpitar sobre o Loop. Será que me precipitei e o EP é uma bomba ou a diva é realmente o momento dos principais becos homossexuais de Itaewon? Vamos conferir isso agora:

Artista: Yves
Álbum: Loop
Lançamento: 29/05/2024
Gravadora: Paix Per Mil
Nota: 85/100
Muito se esperava desse EP da Yves pela promessa de ser o mais “alternativo” da ex-Loona mais “alternativa”. Se todos os outros rumos e álbuns eram mais esperados em termos de sonoridade e personalidade, a Yves era uma incógnita muito grande por arranjar uma empresa mais desconhecida de nome pedante e a única referência que a gente tinha era a icônica “New” que já tem uns 7 anos, então tudo poderia ter mudado e ela poderia ter virado uma gatinha sem graça que lança baladinha de elevador. Tudo era possível, e nada era esperado.
O que me deixou mais confiante nesse álbum foi o vídeo da própria Yves explicando o faixa a faixa do Loop, que eu assisti e senti que ela estava muito envolvida em cada faixa. Num primeiro momento eu fiquei com medo desse EP ser aquelas jornadas de “idol querer ser artista” pois deus sabe muito bem as porcarias que isso costuma render no K-pop, mas as prévias que rolaram no vídeo me deixaram animado. E o single “Loop” é uma das minhas obsessões, então pelo menos 25% do EP é icônico e isso já era um saldo positivo. Fui ouvir esse álbum com boas expectativas mas aquele pézinho atrás, e felizmente eu fui positivamente surpreendido.
Como EP, Loop se garante mais pela força das faixas. Apostando na versatilidade e individualidade, Yves atira em diferentes sonoridades, modernas e cativantes com uma identidade única em cada faixa. O Loop não é um trabalho para quem gosta de trabalhos mais coesos, mas o álbum é bom o suficiente para não sentir falta disso. Cada música do Loop tem força de single em diferentes etapas da carreira, desde singles pra valer em comebacks oficiais até singles mais acústicos para os fãs, e todas mostram lados que eu quero ver da Yves, desde momentos mais potentes de diva alternativa até momentos mais vulneráveis que eu me identifico ouvindo.
Quando me dei conta, eu curti todas as músicas e 3 delas eu achei de muito boas para cima. Nada é exatamente inovador mas tudo é muito bem feito e eleva o conjunto como um ótimo EP pop. A experiência é curta, mas achei bem memorável na maior parte do tempo, introduz a Yves de diferentes formas possíveis e todas elas são entusiasmantes (A última tem que ter mais apego de fã, mas tudo bem). Ela queria mostrar que é artista e, para mim, conseguiu.
Faixa a Faixa
O EP começa com “DIORAMA”, um prazeroso e emotivo R&B que prende pela cadência do instrumental e a suavidade magnética dos vocais da Yves. É um movimento audacioso investir em uma midtempo R&B para abrir um álbum e tem que ser muito confiante no próprio taco, e “DIORAMA” sustenta muito bem. Não é dos mais inventivos mas a interpretação da Yves é forte e intensifica a vibe da música. Cativante e deliciosa, “DIORAMA” é uma ótima abertura que abre alas para a icônica “LOOP”. Batidões house são um fraco meu no K-pop e “LOOP” não me decepciona em nenhum momento, o instrumental é feito propositalmente para soar alternativo, um eletrônico mais sujo e imperfeito que abala nas boates mais BRAT do centro de São Paulo. Ouço essa música religiosamente desde que saiu, é dançante, os uuuhhh são sing along e a Lil Cherry é a melhor pior rapper que eu ouvirei esse ano (Já que Shin Jimin aposentou). É o melhor single dos trabalhos pós Loona, e uma das minhas músicas favoritas desse ano.
“Afterglow” é um popzinho emotivo conduzido pela guitarra que dá um tom mais punk, com a Yves tendo algo para desabafar. É o momento onde temos vocais mais agudos com uma sensação de fragilidade e vulnerabilidade mais relacionável, perfeita para ouvir em momentos mais tristes. Uma faixa que me ganha com a delicadeza da Yves, me identifico e sinto próximo de todas as emoções que a Yves quis passar nessa música. Fechando o álbum, o popzinho acústico “Goldfish” é o momento menos brilhante do álbum, mas ainda é uma simpática faixa na voz e violão que funciona como fillerzinho agradável de fim de álbum. Se tivesse mais umas duas dessas nesse EP deixaria essa música mais esquecível, então o Loop acaba no momento certo. Um EP de 4 faixas acaba sendo uma experiência mais marcante quando cada uma das músicas tem sua personalidade e propósito.
Concluindo…
A Yves é uma artista com potencial que entregou ótimas músicas, com estilos musicais promissores dentro desse EP. Que o fato do Loop estar penando para vender 15 mil cópias não desanime a Paix Per Mil, pois o Loop é um primeiro passo mais do que interessante para a Yves se tornar uma artista incrível.
fiquei contente demais com esse debut da yves, uma das coisas mais majestosas que escuto desde muito tempo no kpop. consigo ficar mais contente ainda com o público acolhendo isso tãoo bem, tipo, loop ta com 3 milhões de streams no spotify, e diorama recém bateu 1 milhão.. isso é incrível
acho que a yves tem tudo pra crescer dentro do nichozinho de coreano pedante que consome as músicas de artistas a la paix per mil, dpr, more vision e associados. diorama e loop são uma delícia, afterglow e goldfish são super bonitinhas. mesma cosia que eu disse na review do dall, me deixa muito feliz que a gente conseguiu uma paleta tão variada de artistas de dentro do loona, todas relativamente bem sucedidas dentro das possibilidades de cada uma. o caminho da yves e do loossemble era o mais arriscado, o do loossemble por terem ido pra uma empresa nova, do zero (e bem. elas estão tendo alguns problemas de gerenciamento, acho que tá no sangue de funcionário da bbc, mas torcendo pra situação se resolver o mais rápido possível, gela o sangue só de pensar em algo parecido acontecendo de novo) e a yves por ter ido pra paix per mil, uma empresa cheia de coreano pedante que não faz ideia de como gerenciar um idol.
sinceramente, QUE BOM que ela fez essa transição. ainda mais considerando que a música foi produzida justo pelo millic e o ioah, dois artistas de lá que, até onde eu sei, não têm experiência nenhuma com idol music. pra uma empresa do calibre da paix per mil, o desempenho dela tá longe de ter sido ruim, e deu pra ver que eles tão dando um carinho e um cuidado muito grande pra ela, eles realmente acreditam na carreira dela e isso pra mim já é mais que o suficiente. se ela continuar entregando coisas tão legais e interessantes quanto loop e diorama, já valeu a pena, e eu vejo os projetos dela daqui pra frente ficando cada vez mais encorpados e interessantes (sem perder o sabor de música pop que ela manteve, eu espero).
“Que o fato do Loop estar penando para vender 15 mil cópias não desanime a Paix Per Mil”
pra uma empresa que deve ter sei la uns 5 funcionários contando a própria yves e sendo fundo de porão (acho que eles nem tem os recursos necessários pra terem um quintal onde podem ser fundo) esses números devem estar ok, tem muito grupo nugu por ai que pena pra vender isso fazendo vários cbs anuais e ainda tão na ativa então vai ficar tudo bem! e isso mostra que ela consolidou um pequeno nicho que vem a acompanhando nesses últimos anos e não abandonaram ela após o fim do loona mesmo ela não se envolvendo em nenhum projeto paralelo como as outras integrantes e resolveu seguir pelo caminho mais difícil que é ser solista e contar somente com sua própria popularidade individual que olha… é até expressiva!