Sabe aquele lançamento que você vai comentar todo empolgado para sua amiga pois marcou a sua vida de forma que você vai morrer amando, ela olha para sua cara e diz “Ah, não é tudo isso”? Pois é, né, tem coisas que você tenta divulgar e explicar em 2026 para converter algum novato que não conhecia algum trabalho icônico, mas ele não sentirá a mesma magia que você sentiu quando estava lá na época para aclamar e enaltecer. E o Top Top.jpg de hoje traz 10 lançamentos que podem ser atemporais ou icônicos até hoje, mas só aqueles que estiveram na grade acompanhando no dia sabem o quão incrível foi acompanhar cada um desses debuts e comebacks.
10º lugar — 2NE1 – CRUSH
Em 2014 os blackjacks já estavam há 3 anos vivendo de promessas da YG sobre um futuro álbum do 2NE1, constantes ameaças de se lançar no ocidente dado o sucesso internacional que “I AM THE BEST” fez, lançamento no mercado japonês e alguns singles avulsos que, apesar de hits, não levaram o 2NE1 onde os fãs queriam: O comeback com um álbum de estúdio. Daí, no início de 2014, veio o anúncio de tudo: Turnê mundial “ALL OR NOTHING” (Que até hoje gatilha aqueles que votaram naquela presepada de Welcome To My World” e o 2º álbum de estúdio “CRUSH”, que acabou batendo de frente com o comeback do SNSD no mesmo mês de fevereiro. Esse clima de rivalidade, promessas saindo do papel e emblemáticas músicas sendo lançadas pelo bem e pelo mal acompanhadas de uma grande turnê pelo mundo faz do “CRUSH” um evento grandioso de 2014, que dificilmente seria compreendido por alguém que não viveu isso.
9º lugar — Yukika – NEON
Esse é um evento meio “Só umas 15 pessoas acompanharam”, mas essas 15 pessoas tiveram o dia mais feliz de 2018 quando a Yukika lançou “NEON”. Era o auge do City Pop no mundo com o viral de “Plastic Love” da Mariya Takeuchi dominando as playlists, o gênero começava a ganhar lançamentos no K-pop e era uma questão de tempo até uma gatinha decidir ser uma mãe para esse novo nicho de hipsters obcecado por um gênero que conheceram semana passada. E quem diria que essa gatinha seria uma japonesa que aprendeu coreano participando de reality shows? “NEON” traz um encanto mágico, brilhante e reconfortante que é quase impossível de descrever hoje em dia, mas foi catártico assistir e ouvir esse debut lá em 2018.
8º lugar — Kyary Pamyu Pamyu – PONPONPON
Assistir “PONPONPON” hoje é uma das melhores doses de nostalgia que eu tenho. Ser bombardeado por essa música e o surto psicodélico do MV que virava notícia em tudo quanto é lugar que se prestava a falar de música asiática na TV (O leitura dinâmica nunca foi tão comentado nas comunidades do orkut quanto no dia que falou do sucesso dessa música), o viral colocou a Pamyuzão no mapa do J-pop e, por muito tempo, fez de “PONPONPON” o maior exemplo de música pop japonesa para quem não vivia no Japão. Hoje a Pamyu não faz mais esse barulho todo, mas você tinha que estar LÁ no meio de 2011 para transcender com esse clássico.
7º lugar — Lee Hyori – Monochrome
O comeback da Lee Hyori 3 anos depois do maior escândalo de plágio da música pop era uma questão de honra para ela. Novamente assumindo papel de produtora executiva, Lee Hyori preparou seu retorno por mais de um ano, passando pelo comeback aos palcos no “Show Me The Money”, diversas capas de revista anunciando o retorno e o anúncio do “2 HYORI SHOW” na MNET apenas para ela mostrar que estava SIM de volta. Tudo isso culminou no lançamento do “Monochrome” em maio de 2013, com os singles “Miss Korea” e “Bad Girls” sendo dois hits que encantaram os coreanos e as 22 pessoas fora da Coreia que se importavam com a comadre. Esse é mais um lançamento que foi mais especial para mim do que para o kpopper médio, mas foi uma delícia acompanhar todo o ano de redenção da Hyori no K-pop.
6º lugar — SNSD – The Boys
O fato de eu odiar a música “The Boys” não me impede de admitir o quão avassalador foi o evento “The Boys”. 1º comeback na Coreia depois de 1 ano e uma passagem vitoriosa no mercado japonês, com o plus de ser a estreia internacional do grupo com direito a versão em inglês da música e promoções nos Estados Unidos. Depois de dominar a Coreia e o Japão, o objetivo era fazer do girlgroup da nação o maior girlgroup do mundo, e foi um momento onde todo mundo (Com exceção dos fãs do 2NE1, acho) se uniu e torceu por elas, além da música se aproveitar desse “electropop épico” que a SM estava dando para todo mundo e virou fan favorite de muita gente.
5º lugar — TVXQ — Keep Your Head Down
Todo mundo que estava ali no final de 2010 queria saber o que o TVXQ faria. “Why? (Keep Your Head Down)” era o primeiro comeback do TVXQ na Coreia como dupla após uma grande batalha jurídica do Junsu, Yoochun e Jaejoong contra a SM e também o comeback que sucederia o fenômeno e grande canção do grupo “Mirotic”. E “Keep Your Head Down” ainda despertou a curiosidade tanto pela produção mais industrial e apocalíptica quanto pela letra que dava facilmente para interpretar como uma diss para os 3 que saíram do grupo. Essa energia caótica é marcante e quem viveu (pela fofoca, pela música ou por ambos) jamais esqueceu.
4º lugar — Wonder Girls – Reboot
O ano era 2015. Sohee tinha pulado fora da JYP para virar atriz e Sunye caiu fora para ser crente em paz, o Wonder Girls não lançava nada há 3 anos e o JYP já estava na 89ª nota falando que o grupo não estava morto. Muitos fãs já tinham desistido até que, quem diria: O Wonder Girls não estava morto mesmo. Ou estava, mas decidiram ressuscitar a marca como banda e com o retorno da Sunmi ao grupo para lançar um dos álbuns mais aclamados do K-pop até hoje. “Reboot” brilha em tudo: A evolução conceitual do Wonder Girls para os anos 80, o single e MV icônicos de “I Feel You”, a produção do álbum como um todo. Sem dúvidas, o “Reboot” foi um dos projetos mais brilhantes de retorno ao K-pop.
3º lugar — NewJeans – Attention
Você acordou na sexta feira, dia 21 de julho de 2022, passou um cafézinho e abriu o twitter como quem só quisesse caçar fanwar na internet até que, DO NADA, deu de cara com o NewJeans debutando com “Attention”. Sem teasers, sem aquecimento, no seco mesmo. Quem viveu esse dia deve lembrar até hoje do fervo que foi, de ninguém entendendo o que raios isso estava fazendo no canal da HYBE e o mais importante: Por que “Attention” é tão boa? A magia da nostalgia y2k + a surpresa de ser bombardeado com essa delícia revitalizou toda uma indústria e fanbase, que rapidamente adotou as meninas como novo girlgroup da nação.
2º lugar — Utada Hikaru – Fantôme
Tal como o Wonder Girls, ninguém levava fé que Utada Hikaru daria o ar da graça e voltaria a lançar música no mercado japonês até que, no meio de 2015, elu anunciou em seu blog o nascimento de seu primeiro filho e, como quem não queria nada, falou que estava trabalhando em um álbum durante a gravidez. *BOOM* o mundinho Jpopper ficou em choque com o anúncio do comeback, que aconteceu em 2016 primeiramente com os singles “Hanataba Wo Kimi Ni” e “Manatsu No Tooriname” e, depois, com o aclamadíssimo álbum “Fantôme” que dominou os charts japoneses, foi o álbum feminino de 2016 e é o último álbum de estúdio feminino japonês a alcançar 1 milhão de cópias comercializadas. O comeback de Utada foi O grande acontecimento do ano de 2016 para os velhos de guerra e também a porta de entrada para muito jpopper que não conhecia a carreira delu, e você tinha que estar lá para saber o frisson que foi esse retorno.
1º lugar — Namie Amuro – Finally
Mais impactante que um comeback é, sem dúvidas, uma despedida. E o jpopper que viveu TODA a despedida que a Namie Amuro fez da indústria, com o ALL TIME BEST “Finally” foi um acontecimento. Todo o espetáculo que foi a aposentadoria com o anúncio do álbum+tour, os programas shows especiais em Okinawa para comemorar os 25 anos de carreira em 2017 e a despedida da Namie 1 ano depois, a coletânea vendo 1 milhão em 1 semana e aterrorizando os fãs da Taylor Swift por um instante (“Reputation” foi lançado na mesma semana), os especiais de fim de ano celebrando a carreira como se ela fosse morrer (E hoje é como se tivesse empacotado mesmo, já que nada dela existe legalmente), o “Finally” sendo o álbum mais vendido do Japão por dois anos seguidos e por aí vai. A aposentadoria da Namie é o último grande evento feminino do J-pop, e só quem viveu os anos de 2017 e 2018 acompanhando o fim de uma era sabe a magia que foi.
O MV da chacrete de Okinawa indisponível.
0. deja vu – dreamcatcher abalou mto as estruturas minhas e dos outros 5 fãs do dreamcatcher na época
estou em FOMO pq só acompanhei o evento que foi o newjeans sendo parido pro mundo
Lembrando que “PonPonPon” ganhou até menção no MV de “STFU!” da Rina Sawayama (o comediante que faz o “par romântico” dela pergunta se ela gosta da Kyary e fala que ama “PonPonPon”).
Quanto a “I Feel You”, como não AMAR a Yubin tocando uma autêntica bateria eletrônica Simmons (basicamente uma assinatura sonora E VISUAL das bandas de synth-pop dos anos 1980) e a HA:TFELT sacando uma KEYTAR (outra assinatura sonora e visual dessas bandas)??? As gatas (e/ou o JYP) definitivamente fizeram toda a lição de casa na hora de preparar esse comeback!
Jss queria muito ter visto a volta do tvxq em 2011. Infelizmente dessa lista só acompanhei dois lançamentos 🙁