ALBUM REVIEW: aespa – Whiplash

Quando eu fiz o post do comeback do aespa com a feroz e marcante “Whiplash”, eu dei albumas risadas com a quantidade de pessoas que surgiu falando que “Realmente o single é muito bom mas o EP é muito ruim”. Então eu resolvi conferir se os leitores desse blog tinham razão ou só estavam de hate gratuito com o novo girlgroup da nação. E a conclusão que cheguei ouvindo o “Whiplash” é que é exagero falar que esse álbum é muito ruim… Mas também é um exagero falar que isso aqui está bom:

Artista: aespa
Álbum:
 Whiplash – The 5th Mini Album
Lançamento: 21/10/2024
Gravadora: SM Entertainment
Nota: 66/100

Esse ano o aespa brilhou muito na escolha de singles, aderindo o movimento de agradar os homossexuais mais clubber com os pancadões eletrônicos mais eletrizantes que um Summer Eletrohits poderia proporcionar se ainda fosse alguma coisa. Com esse comeback, “Whiplash” sabia exatamente QUEM agradar e consegue muito bem. Com a estética que o MV entrega e o quão abalativa a faixa título é, a última coisa que você espera é dar play no álbum e ouvir a coisa mais básica que qualquer grupo de K-pop pode fazer semana sim semana não, então é uma pena que terminei o EP pensando que o álbum é realmente a coisa mais básica que qualquer grupo de K-pop pode fazer semana sim semana não.

“Whiplash” é um EP que traz o de sempre. Temos números R&B para encher álbum, hip hop mais questionável, um ato pop/rock encerrando o EP e por aí vai. Já vimos isso antes e muito provavelmente veremos isso de novo em até 15 dias. Talvez a única exceção seja “Kill It” que vai para um lado hip hop mais industrial que somente os piores boygroups do K-pop teriam a audácia de lançar, mas nada é muito bom ou impressionante como a faixa principal. Os EPs da segunda geração do K-pop tinham mais ou menos esse padrão dos produtores se empenharem em fazer 1 single MUITO bom, 1 album track mais relevante para possivelmente virar follow up e o resto do EP ser dispensável, e senti que revivi esse momento ouvindo o “Whiplash”.

Isso não tira o fato de que uma ou outra música se sobressaia, como “Flowers” que é muito gostosa e tem um riff de guitarra que dá o nome sendo a coisa mais relevante das album tracks, e “Flights, Not Feelings” que é um R&B menos óbvio na produção (Mesmo achando que essa música ficaria melhor com o Red Velvet). Só o fato de ter músicas além do single que me dão sentimentos mais positivos já faz do “Whiplash” um trabalho melhor que o “Armageddon” mas, no final do dia, isso não é grande coisa. O aespa, seja o grupo como a equipe por trás, tem muitas ideias para vender esse quarteto como o mais abalativo, apocalíptico e disruptivo girlgroup de K-pop, mas o “Whiplash” peca muito em ser básico demais para qualquer um que não seja fã do grupo se importar em ouvir. Não é um EP que muda opiniões ou converte fãs para o grupo, é só mais um lançamento automático para cumprir com o calendário e aproveitar o ano muito bem sucedido que o aespa teve.

Acho que a SM perde uma grande oportunidade não transformando o aespa em um girlgroup de música eletrônica. Essas meninas tem um potencial absurdo e visuais matadores para entregar o “FEMM-Isation” da década, e já hitam a ponto de fazer sucesso com qualquer lançamento, então a SM poderia muito bem sair dessa fórmula mais 101 de fazer álbuns de K-pop e se jogar em algo mais sonoramente centrado e conceitual para o aespa. Porém, as escolhas mais previsíveis de música para montar álbum só reforçam a ideia de que, por mais babilônico que o single e/ou por mais icônico que o material visual do grupo seja, o aespa é só mais um grupo de K-pop como qualquer outro, o que é desanimador.

Faixa a Faixa

“Whiplash” começa com a faixa título, que já nasceu um clássico das pistas. O aespa é hoje o grupo que melhor combina com essa personalidade mais desbocada e dgaf de interpretação, elas me convencem tanto no carão quanto na interpretação e eu acho lindo isso. Pontos também para a produção clubber, eu realmente não esperava que a SM fosse fazer o certo seguindo o caminho de “Supernova” e fazendo um farofão que mistura a pegada eletrônica mais descolada com bons e velhos ganchos nonsense do K-pop, e a ponte no teclado é algo me dá vida ouvindo até hoje. Icônica e memorável são duas palavras que resumem bem “Whiplash” para mim… Uma pena que não dá para dizer isso do resto do álbum.

“Kill It” tem uma intro promissora e o instrumental mais industrial é até interessante mas a música meio que vai morrendo conforme passa. Chega uma hora que a música é só um grande barulho enquanto as integrantes lutam por suas vidas para não serem engolidas pela produção, o que eu achei bem chato tal como o refrão. Nada me segura em “Kill It” para ter a possibilidade de crescer em mim, é simplesmente que existe e não me importa muito. “Flights, Not Feelings” é boa nesse R&B mais old school com a intenção de você sentir a vibe e um pouco de paz ouvindo (Especialmente no refrão), mas também não tem nada demais. Se “Kill It” vai por um caminho de música do NCT só que menos caótica, “Flights, Not Feelings” vai por um caminho de música velvet do Red Velvet só que menos charmosa. Não é de todo ruim mas também não é uma b-side que eu faça questão de ouvir.

“Pink Hoodie” é… uma música, eu acho. Quer dizer, tenho 82% de que isso é uma música. Eu não entendi onde elas queriam chegar com “Pink Hoodie” ou se elas queriam fazer algo além de umas batidas hip hop despretensiosas e um refrão mais ou menos, mas quero acreditar que uma música foi feita nesses 2 minutos e 26 segundos. “Flowers” é a album track mais legal desse álbum o riff de guitarra dando um tom mais sensual com as batidas R&B dando a intensidade e provocação que a música precisa para brilhar. Gosto muito desse ritmo mais cadenciado, acho impactante quando feito do jeito certo. “Flowers” não é exatamente uma grande música que segure o rojão junto com “Whiplash”, mas é ótima numa playlist de R&Bs de gostosa com tesão (E fica minha torcida para ganhar uma performance bem sexy). “Just Another Girl” encerra o EP com aquele típico número pop/rock de encerrar álbum, meio basicão e com um refrão chato. É uma música que peca em ser muito certinha e passar pouca emoção, me deixando entediado no final. Poderia ser pior (Vai que elas metem uma baladinha aí), mas é um final esquecível para um EP esquecível.

Concluindo…

Talvez seja só uma questão da gente aceitar que o aespa é um grupo de singles e seguir a vida mesmo.

14 comentários sobre “ALBUM REVIEW: aespa – Whiplash

  1. Li em algum lugar que KILL IT foi cogitada para ser faixa principal, mas as meninas recusaram e preferiram pôr DRAMA no lugar.

    Eu realmente não vejo qual foi o caminho de pensamento que fizeram eles cogitarem KILL IT como faixa principal logo depois de SPICY

    Acabou por KILL IT vir parar em WHIPLASH.

    A sensação que tive ouvindo esse mini foi que nenhuma faixa conversa com WHIPLASH. Acho que, se não fosse pelo sucesso de SUPERNOVA, KILL IT realmente teria seu momento…

  2. É triste ver como largaram de mão nas bsides delas. Desde Drama tá bem qualquer coisa mesmo. Parar pra pensar que já tivemos ótimas bsides como lucid dream e illusion num passado não tão distante da uma dor…

  3. O aespa é um grupo que eu não consigo compreender, TODO grupo da SM com exceção delas e do NCT e suas milhares de sub-units tem uma discografia sólida do sentido de “as música desse EP/Álbum fazem sentido aqui”, mas a SM parece que quis copiar logo a pior coisas que o NCT e os outros grupos de kpop fazem: lançar um comeback, uma outra música pra lançar depois do single e o resto parece filler pra encher o álbum, sem nenhuma conexão das músicas entre si.
    Não é a toa que Red Velvet e f(x) são um dos raríssimos grupos que tem uma discografia bastante sólida. Queria muito que o aespa seguisse a linha f(x) sendo o grupo com músicas alternativas da SM, mas parece que ele vai ser o NCT feminino, infelizmente.

    PS: Pior que elas tem umas bsides boas (eu amo Thirsty), mas a SM tá enfiando qualquer descarte possível pro aespa e isso enfraquece elas como artistas.

  4. Flights, not Feelings e Flowers são muito boas, mas eu percebi que o aespa é realmente um grupo de singles essa semana, estou ouvindo pelo meu apartamento loucamente uma b-side do itzy e não escuto mais nenhuma das bsides de outros álbuns delas.

  5. “o aespa é só mais um grupo de K-pop como qualquer outro, o que é desanimador” muito real…… e triste

  6. Com exceção de uma ou duas faixas, devo admitir q nunca dei grande atenção às B-sides do Aespa, e este álbum ñ alterou essa impressão. Ñ que faltem coerência, mas há uma evidente disparidade no estilo de cada faixa, oq resulta numa experiência um tanto desconexa pra mim

  7. me irrita essa falta de comprometimento da SM com a estética do grupo e manter a coerência sonora delas nas album tracks , eles devem achar q só a title é importante pra transmitir o conceito pq vai ser a única música com mv e divulgação e o resto podem encher linguiça metendo umas bsides imemoraveis q tiverem na gaveta de demos n gravadas mas isso é errado pq as bsides são tão importantes quanto pra transmitir o conceito/estética do grupo e principalmente pra consolidar a discografia de um grupo e angariar novos fãs!! e talvez isso seja um problema só da divisão delas pq o Red Velvet sempre teve muito esmero nisso e são conhecidas por terem uma discografia sólida q conversa com o conceito de cada era e os fãs sempre se gabam das bsides do grupo, o aespa n tem isso são um grupo vendido como minas fodonas futuristas musica techno/edm roupa látex preta avatares tecnológicos pra no fim das contas a discografia fora as titles serem só músicas q literalmente qualquer grupo tá lançando hoje em dia e tu poderia achar essas mesmas canções no ultimo album do illit, fromis_9, qualquer bg nugu aleatório e etc….isso é muito decepcionante falta coragem da SM e VONTADE tmb de trabalhar melhor essa parte do grupo e assumir de vez elas como grupo edm, eu como alguém q gostaria de ser stan do aespa n conseguiria viver só de titles quero o pacote completo q inclui bsides melhores e tenho certeza q muitas outras pessoas tmb se sentem assim sobre elas !!

  8. pink hoddie parece muito um descarte do nct dream. eu consigo ver o jaemin e jeno cantando esse refrão

    • pq a sm sempre trabalhou esse negocio de bg/gg irmãos então gostando ou não elas SÃO a contrapartida feminina do nct, n sei pq o povo nao aceita isso

      • Exatamente. Quendo falo isso pra meus amgs mys eles surtam pq juram que a discografia do nct é um lixo e do aespa é nivel red velvet kkkk mas assim como o fx era irmão do shinee e o red velvet do exo, o aespa são irmãs do nct e o novo gg que vai debutar certamente vai vir como as irmãzinha do riize.

      • não aguento mais essa trend de hip hop de mulher gostosa. desde que o kiss of life debutou

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