Meu corpo está tão quente que eu poderia derreter um iglu com os meus 39º de febre, então vamos testar meus limites e ver quantas músicas consigo socar nesse post antes de querer morrer com a dor que estou sentindo.
TXT – Over The Moon
Por mais que o TXT seja um grupo muito interessante em um ou outro comeback do esquema de pirâmide que chamam de conglomerado, eles ainda são um boygroup da HYBE, então boa parte de tudo que eles lançam soa, digamos, “irrelevante” para mim. “Over The Moon” é um exemplo de música que é boa e não tenho do que reclamar mas, no final do dia, é só mais uma música que ouvi, não despertou nada muito significativo em mim. Já ouvi os próprios lançando músicas melhores e não duvido deles terem músicas piores no catálogo, então só falo que ouvi mesmo e sigo em frente.
J.Y Park – Easy Lover
O MV é o melhor dele em uns bons anos, só é uma pena que a música seja meia bomba demais para me importar. O jeito é fingir que ele lançou “Changed Man” de novo, pois ela ainda abala as minhas estruturas ouvindo.
Purple Kiss – On My Bike
Me impressiona o fato do Purple Kiss não só ainda existir como ainda tentar no K-pop, e “On My Bike” é definitivamente um dos melhores esforços do grupo até agora. O problema é que os produtores de K-pop ainda tentam fazer um hibrido de dark pop com punk rock para explorar a atitude e performance mais agressiva dos grupos (E muitas vezes não chegam em lugar nenhum) ao invés de simplesmente copiar as melhores músicas do Dreamcatcher na caruda mesmo, mas não é como se tivesse desgostado disso aqui. Um prato cheio para quem curte esses números mais dark e meio “neta das bruxas que não queimaram” ou só quer colocar um K-pop na playlist de halloween.
ODD YOUTH – THAT’S ME
Nada muito diferente do batidão K-pop 101 mas eu acho que temos que dar um certo crédito para qualquer girlgroup rookie que se mostre com vontade de lançar algo mais pulso então HEY, eu vou ter boa vontade com “THAT’S ME” e falar que é promissor para a gente acreditar que o ODD YOUTH vai entregar coisa melhor no futuro (Conhecendo o K-pop, provavelmente só daqui há uns 2 anos mesmo).
Jamie – Bad Luck
Ela arrasou no cosplay de Billie Eilish e arrasou na música também. Só acho que as duas coisas não conversam muito bem juntas, mas é sempre um prazer ouvir a Jamie cantando algo mais pop.
G-Dragon – Power
O instrumental teria algum potencial nas mãos de um rapper com uma voz menos nasal mas, infelizmente, o G-DRAGON optou pelo pior caminho e “POWER” acabou ficando uma joça para mim.
THE BOYZ – TRIGGER
Me ganhou com os versos de quem estava muito afim de fazer o maior club music da história de um boygroup, e me perdeu na tentativa de refrão apocalíptico mais broxante do K-pop desde “Paint The Town”.
TVXQ – Sweet Surrender
Isso aqui é o que o Minho deveria ter lançado ao invés daquela Call Back.
TVXQ – Dearest
Já isso aqui é algo que NINGUÉM deveria ter a coragem de lançar.
Miliyah, Sheena Ringo – Aigyo
Eu esperava que essa parceria fosse explorar mais do lado jazz/rock da Sheena Ringo (Especialmente pela própria Miliyah ter feito algo assim no cover que ela fez de “Honnou” da Ringo), mas “Aigyo” acabou sendo outro forte exemplo de R&B/Hip Hop que a Miliyah vem explorando em seus lançamentos recentes desde o BLONDE16. Ótima música, e uma ousada surpresa para o que eu costumo ouvir da Ringo.
charisma.com – Around Forty Magic
Muito divertido. Ainda sinto falta da Gonchi produzindo mas a Itsuka parece que achou o tom certo para seguir com a marca do grupo.
Morning Musume ’24 – Brave Dance
É esquisito acompanhar o Morning Musume atualmente pois elas parecem ser o grupo mais datado do Hello Project quando, teoricamente, elas deveriam ser o grupo mais renovado em termos de sonoridade. Tipo, eu gosto de “Brave Dance” por ser o tipo de farofa eletrônica que eu viveria pelo grupo se lançada , mas isso ainda é um pancadão eletrônico que o grupo lançaria em 2017 e isso é RUIM, sabe. Para um grupo que muda de nome todo ano e trabalha com gerações e graduações, elas definitivamente não deveriam estar tão presas ao passado assim.
Angerme – Hatsukoi, Hanabie
A nova do ANGERME, em compensação, parece ser bem mais dentro da tendência de idol pop japonês. Uma interpretação mais dramática aliada a um instrumental eletrônico mais pulsante, uma combinação que me lembra as músicas mais padrão dos grupos Sakamichi (E isso é um elogio).
MINMI – DIET
A música que você ouve e pensa “Meu deus mais uma emulação da NewJeans” desse post até chegar a virada mais hip hop da ponte e pensar “Tá, não é tão NewJeans assim”. De qualquer forma a MINMI tem um timbre mais marcante, e é sempre interessante ouvir alguém com um vocal mais encorpado cantando e dando uma elevada nessas músicas easy listening que não exigem muito vocalmente.
REIRIE – RulerxRuler
O tipo de pancadão eletrônico mais viajado, vitaminado e exagerado que só umas gatinhas japonesas underground ex-integrantes do LADYBABY seriam capazes de fazer.
XAMIYA – RON
Descobri um dia desses que essa Kamiya poderia ter sido uma integrante do XG mas, por algum motivo, ela foi cortada da formação final do grupo, e agora ela está aí descolando as demos mais quentes que o Soundcloud japonês está oferecendo por aí.
Pra mim desde 2018 o Morning Musume vem entretendo um total de 0 pessoas com esses batidões datados. Parabéns pra elas por continuarem esse feito! Perioood
“Me impressiona o fato do Purple Kiss não só ainda existir como ainda tentar no K-pop”
Me impressiona o fato da empresa delas ainda não ter falido?? Elas não eram da mesma empresa que abrigava o Mamamoo? Os agiotas da Coreia do Sul working their asses pra financiar as bixas viu
Admiro o GD por ser bem carismático e um artista de verdade em maio a idols fabricados e tals (inclusive, ele tem falado muita coisa legal nas últimas semanas!), mas a voz dele continua horrível e indigesta pra mim.
Legal ver o TVXQ resistindo ao tempo.