O último pix da semana foi o mais gostoso de fazer: Um gostoso dinheiro para fazer uma lista de 15 músicas homossexuais no K-pop. Não só isso, mas o mesmo pix foi mandado para o Lunei como uma forma de rivalizar GAYS (O Lunei é bissexual mas whatever) fazendo referência aos próprios gays que amam uma rivalidade feminina. E essa perspicácia e vontade de ajudar blogueiros periféricos com dinheiro tem que ser valorizada aqui. O Lunei fez a lista dele ontem, e hoje é a minha vez.
O conceito de “música homossexual”, normalmente, é explorando gêneros que normalmente seriam encontrados em locais mais marginalizados que abraçam minorias como house, synthpop e disco music, ou trabalhos pop/EDM que grandes divas de diferentes décadas entregariam com muita extravagância, performance e cor, encantando toda uma legião de GLS pelo mundo. E o Top Top de hoje vai trazer 15 músicas que eu acredito que sejam essenciais para alimentar a sua playlist homossexual com muito carão e close. Prepare sua caixa de som para muito house music e vem com a gente nesse post:
15º lugar — ICHILLIN’ – Official
Começando essa lista eu trago o mais recente maior club house homossexual de um girlgroup de K-pop. Sabe-se lá como a empresa de fundo de quintal delas conseguiu arranjar uma demo tão brilhante e com as vibes noventistas mais certeiras de um lacrativo housezão da época mas ela conseguiu e estou simplesmente obcecado com “Official” desde a primeira vez que ouvi. Uma música imbatível que me faz querer usar o conjuntinho mais babilônico que adquiri na SHEIN antes do Taxadd inviabilizar a compra de blusinhas, descer em qualquer bueiro de iluminação duvidosa da Rua Augusta e servir muito close com essa música de fundo. E como se não fosse o bastante, ainda tem uma versão instrumental estendida com quase 5 minutos de fritação. Facilmente um dos grandes destaques nugu desse ano de 2024.
14º lugar — BÉBE YANA – Icy On My Neck
Outro grande destaque nugu de 2024 é “Icy On My Neck”. A BEBE YANA se tornou um grande nome do meu lado mais pedante da minha playlist com seus números eletrônicos acelerados e cheios de adrenalina, e “Icy On My Neck” se destaca entre os números mais progressivos/garage do K-pop justamente pela potência que ela traz em sua produção, além de vocais processados de forma quase futurista que literalmente me leva para o espaço ouvindo. Ela fez essa para os homossexuais que não estão pelo close mas sim pela viagem, um grande e marcante trabalho que faria sucesso em qualquer rave que rolasse por aí.
13º lugar — Girl’s Day – Expectation
Os pancadões electropop da década passada meio que perderam espaço nas playlists homossexuais coreanas depois que descobriram que dá para fazer K-pop com as 324 variações de house music existentes, mas nunca esquecerei o Girl’s Day segurando a minha mão gls quando resolveram aposentar o aegyo e descer até o chão com o pancadão europeu “Expectation”. Quem viveu a virada do grupo nesse single sabe o que estou falando, e quem não viveu apenas pode se deliciar com um dos grandes momentos do Electropop em seu auge, com versos evocando qualquer farofão eletrônico europeu da época e um refrão glorioso do batidão estouradíssimo enquanto elas gemem umas coisas aí que me fazem querer gemer junto, além do final glorioso onde elas mostram como subir o tom adequadamente para criar um fim de música mágico.
12º lugar — WJSN – Last Sequence
Especialmente na 3ª geração, muitos girlgroups que vão chegando no fim de vida útil decidem apostar em produções house para dar aquele orgulho nos gays e esperar que eles carreguem um hit para elas. O grupo que lançou a melhor música nesse quesito foi o Cosmic Girls, pois “Last Sequence” traz toda a dramaticidade e vivacidade que um final single eletrônico poderia ter. Eu meio que já rasguei muita seda para essa ontem e poderia ter evitado citar hoje? Talvez, mas não tem como eu pensar em música para os gays e não pensar no tremor que elas deram em minhas metafóricas placas bucetônicas com essa música (Especialmente no refrão que é mágico). Elas podem morrer, mas vão morrer ATIRANDO.
11º lugar — PONY – Divine
Esses comerciais de produtos de beleza costumam entregar grandes bops house/Deep house que mexeriam com qualquer playlist de boate por aí, então é sempre legal quando músicas que só serviriam de fundo nesse tipo de propaganda. Nesse nicho, escolhi citar “Divine”, música da Pony que você provavelmente nunca ouviu falar pois ela NEM CANTORA É (A querida é conhecida como ex-maquidora da CL), mas decidiu gravar uma música como quem não quer nada para promover sua linha em parceria com a MAC e a menina mostrou um super bom gosto na hora de escolher essa demo para dar uns miados autotunados em cima. Eu senti que os meus níveis de homossexualidade chegaram ao máximo quando o refrão começa com o batidão house estourando, e a voz super processada da PONY combina muito bem com a música.
10º lugar — Kwon Eunbi – Glitch
A instituição diva pop glamurosa respira por aparelhos no K-pop já que a aspiração de vida das cantoras mais novas é emplacar qualquer demo da loirinha ou coisa do tipo, mas Kwon Eunbi é uma exceção trazendo grandes bops com visuais mais expressivos e uma vontade de dançar com muito carão e close. O melhor exemplo disso é “Glitch”, que é uma música onde você consegue notar todo o enredo muito bem pensado e executado: A forma como a música começa mais limpa e vai ganhando camadas mais distorcidas na produção como se ela fosse se corrompendo até virar um grande pancadão EDM é uma das coisas mais emblemáticas que o K-pop já fez, com a delicadeza dos momentos mais certos e a agressividade dos momentos mais sujos criando um contraste incrível e fazendo a música se desenvolver de forma bem homossexual e brilhante. “Glitch” dos desenvolvimentos de música mais perspicazes do K-pop (Então é claro que isso aqui flopou horrores por lá).
9º lugar — MRSHLL – Pose
Acho válido ter a cota gls numa playlist de músicas gls como a que esse post propõe ser, então apresento a envolvente “POSE” do cantor MRSHLL. Essa pérola que poucas pessoas conhecem tem a proposta de ser um house mais feeling the vibe ao invés de uma pedrada lacrativa como a maior parte dessa lista, mas ainda dá para fazer muito carão e pose (Como a música diz) ouvindo isso aqui. Eu fico fascinado pela calma e paz que o cantor transmite aqui. A produção é mais simples, cadenciada e conduzida por um baixo super envolvente, e os elementos mais cintilantes surgindo de forma pontual para deixar a música ainda mais encantadora. Mais gays deveriam conhecer essa música, então estou aqui fazendo o meu trabalho de divulgar esse hino.
8º lugar — After School – Eyeline (Nana Solo)
Tem carreiras solo de uma música onde uma música já é o suficiente mesmo. E “Eyeline” da Nana… Uh, ela serviu tanto aqui. Fazendo jus ao posto de modelete do After School, ela entrega um solo EDM bem marcado, com sintetizadores adequadamente fortes e prontos para abalar em uma passarela enquanto Nana entrega uma performance de diva, potente e intensa no limite que os vocais de passarinha dela conseguem aguentar. Estilosa, glamurosa e imponente, “Eyeline” é o tipo de bop eletrônico homossexual que qualquer fã de música pop (Ou fritação eletrônica) vive ouvindo.
7º lugar — Kyungri – Blue Moon
A Kyungri também seguia essa linha de “Solista de 1 single só” até voltar esse ano com a agradável “Cherry”, mas é em “Blue Moon” que a comadre ex-9MUSES brilhou e salvou a vida de um homossexual. Todos sabemos que a forma mais correta de fazer um housezão para os gls é botando uma gostosa que canta com gemidos e sussurros em cima dos sintetizadores mais provocantes e batidas mais quentes que uma produção dessas pode entregar, e a Kyungri acabou sendo a pessoa perfeita para fazer isso. O ritmo mais cadenciado e sedutor é glorioso, ele te envolve e faz você quere dar dois passinhos para o lado e uma reboladinha em cada batida que a música solta, e a interpretação eleva tudo isso de um jeito tão satisfatório que é impossível não achar o resultado final icônico.
6º lugar — Chung Ha – I’m Ready
O que mais me prende em “I’m Ready” como uma das maiores músicas de 2024 é o quão visceral é o conjunto da obra. A Chungha é uma cantora que se compromete pra valer na skin mãe dos homossexuais e já vimos isso em “Stay Tonight”, mas a intensidade de “I’m Ready”, o fogo da performance onde eu consigo sentir a ambição da Chung Ha em entregar A música mais mesopotâmica já vista no K-pop, e o jeito que cada batida é memorável é surreal. “I’m Ready” é uma daquelas músicas que tem como objetivo tirar o meu fôlego a todo momento, e consegue isso com louvor. Até hoje eu me impressiono com o quão icônica essa música é, e em quão homossexual a Chungha foi com esse hino.
5º lugar — IVE – After Like
Tem que ter muito culhão ou ser muito básica para samplear um dos maiores clássicos da música LGBTQIA+ e transformar em um outro clássico synth disco. Feliz o IVE é um grupo de básicas E um grupo de culhão, e graças a isso temos a existência de “After LIKE” mudando vidas não só pelo sample de “I Will Survive” (E a interpolação de Un-Break My Heart) como pelo synthzão mágico da música como um todo. Todas as partes de “After LIKE” são icônicas, e até o sample que eu achava meio deslocado no início já funciona como se fosse feito para essa música. Grande comeback de um grande grupo dessa geração.
4º lugar — Dal Shabet – B.B.B (Big Baby Baby)
Tal como o IVE em “After LIKE”, o Dal Shabet também não teve muita vergonha de usar os sintetizadores e melodias mais clássicos de “Sweet Dreams (Are Made Of This)” do Eurythmics para fazer esse maravilhoso bop (Oficialmente não é sample mas sabemos do histórico do Shinsadong Tiger em usar fortes referências de clássicos da música pop). O synthpop oitentista é reimaginado de uma forma mais potente e dramática, com uma interpretação intensa, vocais deliciosos e um refrão sing along que dá vida em qualquer um. É uma pena que “Big Baby Baby” não é O clássico da música coreana que merecia ser mas, enquanto estiver vivo, darei um jeito de lembrar sempre o quão BOA essa música é.
3º lugar — Apink – %%
Quem sobreviveu para contar história depois de passar pelo grande rebranding de som e imagem do Apink em I’m So Sick definitivamente NÃO! ESTAVA!!! PREPARADO!!!!! para o que viria depois: A apocalíptica “%%” redefiniu conceitos, curou enfermos, converteu ateus e fez todo e qualquer homossexual que ouviu essa música pensar “Meu deus, elas foram minhas MÃES”. Quando o primeiro gemido surge para a intro eu já estava “UAU”, e conforme a música passa eu fico encantado com as batidas e vocais, além do refrão sing along expressando todo o drama e confiança de gatinhas que sabem que estão entregando um trabalho perfeito. Uma das maiores injustiças do K-pop é essa música ser um dos maiores flops da carreira do Apink.
2º lugar — Lee Jung Hyun – Wa
O K-pop em 1999 era apenas uma indústria com potencial e muitas possibilidades. Uma delas foi lançar uma grande diva que apostava em visuais extravagantes e uma sonoridade mais eletrônica, contrastando com as tendências de pop/hip hop mais clean da 1st gen e causando uma forte impressão só pela sua existência. E assim surgiu a Lee Jung Hyun, causando um alvoroço e sendo a pioneira da música techno na Coreia com a atemporal “Wa”. Para uma época onde 95% empresas de K-pop tinham uma garagem e latas num fio para gravar música, “Wa” é uma super produção com cada batida nítida invadindo meu cérebro e não me deixando parado, além da interpretação super exagerada da Lee Jung Hyun estar no ponto para uma música caótica como essa.
1º lugar — Uhm Jung Hwa – Watch Me Move
Nada no K-pop será tão homossexual quanto o “The Cloud Dream Of The Nine”. Pode surgir um grupo de homossexuais pronto para abalar o conservadorismo coreano com o house mais quente das boates de Itaewon, ainda assim não será tão GAY a Uhm Jung Hwa fez nesse álbum. O ápice disso está em “Watch Me Move”. Esse deep house sujo e desinibido cria uma atmosfera misteriosa que, aos poucos, vai desenvolvendo uma atmosfera hipnotizante, intrigante e sensual, com a tensão e o drama dos vocais da Uhm Jung Hwa prendendo qualquer pessoa que ouve isso aqui. E o refrão… Ah, veja os meus movimentos salientes e alucinantes com esse refrão. “Watch Me Move” junta e atualiza todas as tendências homossexuais de músicas noventista de uma forma tão incrível que só uma senhora de meia idade disposta em ser a MÃE de toda uma nação queer teria a capacidade de fazer, e que bom que a Uhm Jung Hwa saiu do seu hiatus musical de 9 anos APENAS para ser essa senhora.
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rivalizaram dois GAYS (o lunei é bissexual mas para efeito de descontentamento estarei fazendo um apagamento proposital) e nenhum colocou free somebody até a porra da propaganda de seda liso perfeito da seohyun e yuri entrou no top do lunei
Sabia que Eyeline estaria na lista por ser o mais puro suco das farofas edm do início dos anos 2010. After Like meio q virou o novo hino gl dessa geração né?
Surpresa de n ter Flashback do AS na lista
faltou o hino gls flashback do afterschool na lista
jurei q o dougie ia incluir na lista g-dasher do club gemini, vulgo as reencarnações coreanas da madrasta dos gays, azealia banks
Puts essa é bop mesmo, vacilei de não ter colocado
Glitch fica ainda melhor quando você descobre que não satisfeita de alimentar os homossexuais e não receber NADA em troca com esse comeback, a diva lançou a continuação direta dessa música de b-side do lançamento seguinte com Croquis. Quis jogar merda na woollim por não terem aproveitado mais essa nem como pré lançamento com um mv babilônico que merecia. Meu sonho de princesa ela futuramente voltar a trabalhar com o produtor TAK que entregou no colo dela essas duas belezinhas…
Alguma boa alma fez esse vídeo aqui de playlist com a intro do álbum Color seguido de Glitch e Croquis e fica aí pra quem quer ser arrebatado como eu fui.
compositores in-house na coreia do sul tão ficando cada vez mais raros e, se por um bom tempo meu time favorito depois da morte precoce do sweetune (que deus os tenha) foi o monotree, hoje eu digo com certeza que, garantida a liberdade, o newtype é BEM mais inventivo e potente do que eles no melhor dos dois grupos (o que não faz do monotree um time de compositores ruins, nem de longe – se for comparar individualmente, o g-high, que trabalha só com o jaden, é tão bom quanto o tak). o tak é simplesmente insano, o 1take também é muito bom e eles juntos se equilibram muito bem.
minha maior frustração é que, quando a sm chamou o newtype pra trabalhar pro nct, o 127 ganhou SUPERHUMAN e o nct dream ficou com fuckass walk with you. tipo…….. chamaram um time desse calibre pra fazer o que é basicamente uma coffee shop song glorificada be serious
Surrou a lista do lunei
Ótima lista, mas faltou “This Love” do Shinhwa, a música mais boiola já lançada por um boy group.
Não era pra ser resposta, sorry
A música do Shinhwa realmente é imbatível nesse quesito. Outra que segue uma linha parecida é “It’s Over” (do finado SPEED).
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=YOlBheJB3ww?si=n1MQcfk9Omt__u5N&w=560&h=315%5D