Eu não esperava que realmente fossem me mandar pix de aniversário, mas não é que mandaram mesmo? O Lunei, por exemplo, me mandou um gostoso pix me parabenizando por mais um ano de vida, e aproveitou para pedir um post falando sobre “U-Go-Girl”, um dos grandes clássicos do K-pop lançado pela FODONA Lee Hyori lá em 2008 (Época em que ela conseguia equilibrar a carreira de cantora com a de celebridade da mídia). Como não só foi mais ou menos a época que conheci K-pop como essa foi uma das primeiras músicas que eu conheci da Coreia, acho justo fazer um throwback de como me enfiei nesse mundinho antes de falar, exatamente, sobre esse bop:
Acho que já contei essa história antes, mas vamos lá: Em 2008 eu “conheci” K-pop através de uma TV da LG que estava em exposição na Casas Bahia, e essa TV estava passando o MV de “Love & War” do Davichi (Que, na época, era apenas uma dupla rookie da, na época, Core Contents Media. Eu fiquei meio obcecado na música mas em 2008 eu era apenas uma criança viada que jogava bola e passava tardes no click jogos, então não tinha essa noção de pesquisar mais coisas sobre K-pop.
Alguns meses depois surgiu ao meu conhecimento o jogo Audition, que teve Yudi e Priscilla como garotos propaganda no servidor brasileiro, e eu comecei a jogar. O jogo tinha muita música original e alguns nomes coreanos como PK Heman, As One e Cats, um jogador lá me falou “Sabia que eles existem? São artistas coreanos de verdade” e eu passei a curtir e pesquisar alguns artistas que tinham no no jogo. O servidor brasileiro deu uma flopada e já estava pronto para anunciar falência ali no meio de 2009, então eu e alguns amigos virtuais migramos para a versão norte americana do jogo, que tinha nomes mais conhecidos como o já citado Davichi, Wonder Girls, Big Bang, SNSD e a Lee Hyori, com “U-go-Girl”.
Sim, a música era toda editada/abafada para não cair com algum problema de direitos autorais e sim, o jogo era super mal otimizado e não era toda máquina que rodava liso todos os cenários do jogo
O tempo me fez largar o jogo, mas ele é super responsável para eu conhecer K-pop (Pesquisei tudo que dava para pesquisar sobre TODOS os idols que tinham no Audition norte americano em 2009 e 2010), e posso dizer que U-go-Girl foi a minha primeira música de K-pop que ouvi interessado em ouvir o pop coreano como um todo.
Tudo isso é para dizer que, nem se eu quisesse, eu acharia “U-go-Girl” ruim. Hoje o K-pop é muito mais polido com produções menos, digamos, “exageradas” do que o que rolava ali no meio dos anos 2000 e, se você nunca ouviu essa música, provavelmente vai achar uma joça. Mas “U-go-Girl” é um hino para mim, primeiro por todo esse apego que eu tenho com a música e com a Hyori, pois lembro de ser a música que mais curti na época dessa imersão em K-pop, aí fui atrás de todas as músicas e realmente virei fã de uma coreana sem entender um coreano se quer (Não que eu entenda hoje mas, vai lá, o que não falta é site e canal traduzindo K-pop hoje em dia). E depois porque a música é boa mesmo: O suco do pop chiclete da época antes de Black Eyed Peas e Lady Gaga transformarem tudo em electropop.
Hoje eu acho muita graça de como o vocal dela foi editado (E acho ainda mais engraçado como ela conseguia sustentar até que bem essa voz de esquilete em live) mas combina muito bem com a energia mais patricinha que a música tem. Os “girl hey u-go-girl” funcionam como música chiclete e não cansam pela repetição (Ainda mais pela segunda metade do refrão que é ICÔNICA), o E-Tribe arrasou muito nesse instrumental e o Nassun dá o tom certo como rapper que está ali repetindo os “Vai garota! Brilha!” enquanto a Hyori canta que é gostosa mesmo.
É fácil entender como “U-go-Girl” fez tanto sucesso, pois é uma música fácil de curtir como pop de grande gostosa. O batidão é fácil de gostar, o refrão é viciante, os ganchos são super grudentos. Uma daquelas músicas que você sai mais empoderada e com a coluna meio torta de tanto que rebola, daquelas mais desbocadas que eu canto de forma mais exagerada e me sentindo mais gostosa que VOCÊ. Ela mistura muito bem o “girly pop” com uma letra mais potente/fierce, fazendo de “U-go-Girl” um bop para gostosonas (O que explica o fato de tanto cover de girlgroup dessa música). Um grande clássico dos anos 2000 de um K-pop menos polido e mais focado em entregar os refrões mais chicletes que uma música pop poderia ter.
Quantos não se converteram pro K-POP com as demos de TV da LG, né
Conheci KARA por uma, inclusive kkkkkkkk
Esse relato deu uma nostalgia. Eu já conhecia músicas japonesas em 2009 por causa dos animes, minha banda favorita inclusive era Scandal, um grupo pop/rock que marcou minha adolescência.
Mas só foi no início de 2012 que uma colega de escola, vendo que eu curtia música japonesa, me apresentaria Eat UP e Energetic da BOA e eu morri de amores. Fui atrás de mais músicas que ela tinha lançado e também de outros artistas como o Shinee, o Big Bang e o 2ne1.
Quem diria que algo que começou como um “gosto estranho” e só um “hobbies passageiro” me daria diversos amigos, tornaria possível minha primeira viagem de avião, meu primeiro show entre outras coisas.
Falando de como conheceu o K-Pop, eu conheci através do BTS mesmo lá em 2016. Eu estava na minha fase de gostar apenas de música indie. Umas amigas minhas estavam vendo no celular e suspirando “aí como esse é bonito e tal”, eu fiquei “KKK são todos iguais”. Fui lá e pesquisei escondido, gostei de Save Me e achei o MV de Fire legal, adicionei na minha Playlist e as vezes eu ouvia, não achava que era um indústria e tal, achava que eram meio que cantores qualquer kkkkk porém tudo mudou quando o KARD lançou Oh NaNa, quando eu vi a foto da LISA e quando o projeto do LOONA começou. Aí entrei nesse mundo e não sair mais (e olha que eu já tentei)