No último dia 4 a Rosé foi a primeira integrante do BLACKPINK a lançar um full album, “rosie”. Ele tem seus hits, vendeu mais de 100 mil cópias dos Estados Unidos e deve ter garantido gostosos barracos na internet entre Blinks e Onces (Já que o EP do TWICE saiu no mesmo dia e vendeu um pouco menos que o álbum da Rosé lá). Mas será que ele é um álbum bom mesmo? Será que a minha bolha está certa e esse é o álbum mais white girl que uma neozelandesa/coreana pode entregar? Só poderia tirar essas dúvidas ouvindo e assim o fiz: Ouvi o álbum (Depois de uma grande luta para eu conseguir chegar até o final) e aqui estou com a minha análise.

Artista: Rosé
Álbum: rosie
Lançamento: 06/12/2014
Gravadora: The Black Label/Atlantic Records
Nota: 61/100
Eu já estava meio que preparado para esse álbum com todo mundo da minha bolha falando do quão “loirinha coded” o “rosie” pretendeu ser. Esse pop mais minimalista, vulnerável e “honesto” que se popularizou nas mãos de Taylor Swift e virou uma tendência entre artistas mais focados em se mostrar como “cantores-compositores” ou coisa do tipo é uma das tendências mais tediosas da música pop para mim mas que funciona muito bem para um enorme público de adolescentes e jovens adultos atualmente, e a Rosé parece se identificar muito com sonoridade essa sonoridade mais cadenciada passeando entre o synthpop e produções mais acústicas, sem nenhuma produção mais exagerada e focando nas letras e na sinceridade que ela passa em cada canção. Em 1 música é bonitinho, em 2 já acho chato, se fosse 31 músicas eu me arrependeria eternamente de não somente ouvir como escrever sobre o álbum. Por sorte, o rosie tem apenas 12 músicas.
As quatro primeiras e as quatro últimas músicas são bem o que esperava: Músicas pop mais cruas e simples, passeando em instrumentais cadenciados, hora conduzidos por um violão, hora apenas no piano e voz, com um ou outro momento mais sintetizado. Todos com um estilo mais minimalista, tentando trazer a honestidade e vulnerabilidade que transformou a Taylor em um fenômeno e que é bem o que a Rosé parece gostar e se identificar na hora de fazer música pop. O primeiro terço do álbum é totalmente esquecível para minha playlist mas eu penso “Bem, obviamente eu não gostaria por não ser o público alvo, mas é competente para o que se propõe”. Já o último terço é uma chatice indefensável no geral, com umas 3 músicas podendo ser facilmente cortadas que não fariam falta nenhuma dentro do álbum.
Como esse lado mais honesto da Rosé não colou comigo, as minhas músicas favoritas do álbum acabaram sendo as que “não tem a cara da Rosé” e são mais fora da curva dentro da tracklist, em especial “APT.” e “drinks or coffee” que são duas músicas muito mais gostosas de ouvir. A segunda metade do álbum, aliás, daria um mini álbum bem bom, que pode não ter muito a persona que a Rosé tem como artista, mas essa energia mais descompromissada e let loose que elas possuem é mais divertida e não deixa o álbum totalmente dispensável para mim.
No geral “rosie” é um álbum que mostra muito bem onde a Rosé quer chegar com a sua arte e a persona que ela pretende promover como solista fora do BLACKPINK… Uma pena que essa persona é um saco, e o “rosie” é um álbum monótono demais para quem não vive a magia da vulnerabilidade que uma singer songwriter quer passar com seus trabalhos mais íntimos. Não é exatamente decepcionante uma vez que a Rosé nunca prometeu ser a grande diva pop para os gays viverem por ela, mas também não é um álbum essencial que eu faria questão de ouvir de novo. Os vocais da Rosé não são as coisas mais impressionantes do mundo, as letras não são lá grandes canetadas, as produções mais simples deixam o conjunto da obra meio básico e o álbum acaba não indo muito longe. Tem lá uma ou outra música mais relevante (Especialmente entre a faixa 5 e a 8), mas acredito que os fãs do BLACKPINK vão preferir os álbuns de Lisa e Jennie quando saírem (O da Lisa em fevereiro e o da Jennie sabe-se lá quando).
Faixa a Faixa
O Rosie começa com “number one girl”, uma baladinha emotiva de needy girl com piano+voz, onde o refrão ganha alguns elementos com mais força na produção e a Rosé explora uma voz mais imponente para realçar o que sente com a canção. Nada muito impressionante aqui, é uma fórmula de ballad até comum que depende do quanto você gosta do artista em questão para criar um apreço pela música. A Rosé é tanto faz para mim, então a música acaba sendo tanto faz também. “3am” já traz o violão como fio condutor de um pop mais acústico, sendo a 1ª das muitas músicas do álbum que me fez pensar “Nossa, a Taylor Swift já não lançou isso?”. A música deveria ser menos minimalista e mais pop/rock para funcionar, vocalmente ela já não está tão bem quanto a música anterior, é uma faixa que, no geral, é filler.
“two years” é total synthpop dos últimos álbuns da loirinha, de um jeito que minha irmã passou do meu lado enquanto escutava esse álbum no fim de semana do lançamento e perguntou “Ué, você tá ouvindo Taylor Swift agora?”. Não achei ruim, mas essa coisa mais cadenciada e “honesta” de fazer synthpop melancólico é tediosa demais para eu querer ouvir de novo. Como diz a própria música, “i try i try i try i try but” não é para mim, tal como “toxic till the end” que é outro exemplo de como a loirinha realmente impactou uma grande parcela dos jovens adultos aspirantes a artista ao redor do mundo. Talvez eu tenha me precipitado na hora de falar que essa música tortura poetas pois a faixa anterior é mais fiel a essa descrição (alguns de vocês aqui e na internet falando que essa música tem mais cara do “Lover”, mas não tive a coragem de ouvir o álbum para descobrir).
“drinks or coffee” é a primeira música mais impressionante e/ou comentável do álbum pelo pop mais dinâmico e com batidas relevantes na produção. O instrumental segue a ideia mais simples e minimalista do álbum mas tenta ter mais brilho ao invés de ser coadjuvante para os vocais da Rosé (Que pouco me encantaram até aqui) e as letras do álbum (Outro grande tanto faz). É envolvente, divertida e inesperada, um destaque do álbum. “APT.” com o Bruno Mars é outra faixa que brilha no álbum pela sua produção mais potente, um pop/rock mais animado e desleixado (No bom sentido) e até o vocal da Rosé parece diferente e mais interessante que o que ela entregou no álbum até aqui. Eu estou esperando o fenômeno passar um pouco para voltar a ouvir essa música (Peguei um certo ranço da música tocando em tudo quanto é app de vídeo por aqui), mas é uma música legal, despretensiosa e fácil de se deixar levar pela atitude mais punk desbocada que a música tem.
“Gameboy” é um pop mais acústico que tem um pouco da energia do que era entregue no pop dos anos 2000, uma melodia mais intensa com ritmo e eelementos que não deixam a música em uma zona segura. Acho que o refrão poderia fugir da proposta minimalista e ser mais exuberante dentro da música, mas é uma faixa interessante e memorável dentro do álbum. “stay a little longer” faz o baladão piano e voz que abriu o álbum renascer, mas vocalmente é mais, digamos, “esforçada”? Senti mais vontade e honestidade da Rosé cantando essa balada, especialmente no refrão que eu achei realmente bom junto com a entrada da guitarra e bateria que a música ganha nessa parte, além do solo de guitarra que rola mais para o final da música. Já que ela queria abrir o álbum com uma balada, que tivesse escolhido essa aqui para iniciar o rosie. Já “not the same” poderia ter guardado na gaveta mesmo, uma tentativa bem capenga e bagunçada da Rosé fazer um pop mais folk sem qualquer melodia mais atraente para deixar a música minimamente agradável.
“call it the end” já entrega que estamos chegando no final do álbum. Volta a melodia minimalista, volta o piano e volta a discrição da produção para a voz da Rosé ser protagonista. Mais uma música que depende mais do quanto você é fã da artista para se conectar com a mensagem e a interpretação dela, e eu mesmo achei uma chatice que me tirou até uns bocejos pelo sono que me deu ouvindo. Troca o piano pelo violão e podemos descrever do mesmo jeito “too bad for us”, e por fim temos “dance all night” fechando o álbum com outro pop acústico loirinhesco e é fofinha, mas que não compensa a chatice que esse final de álbum é. “dance all night” é uma forma interessante de fechar o álbum mas eu estava tão de saco cheio com as 3 músicas anteriores que, na tracklist, “dance all night” só pareceu encher uma linguiça que não precisava de mais recheio. Sozinha é uma graça, mas teriam que cortar 2 das 3 músicas que vem antes dela no álbum para ser um encerramento mais relevante.
Concluindo…
Se a Carol Prado fosse uma jornalista kpopper, “rosie” seria o álbum favorito para ela atormentar fanbases e gerar engajamento em cima dele.
Nem a Taylor aguenta mais ser a Taylor já que nos últimos anos ela vem copiando descaradamente a Lana Del Rey. E mesmo assim ainda tem cantora sem criatividade que quer ser igual essa mulher quando nem ela mesma quer mais.
e eu aqui tava com muita expectativa da loirinha, até desanimei de escutar o álbum depois de one of the girl e toxic till the end, e agora com essa avaliação, desanimei mais ainda
Taylor demorou muitos anos para chegar ao insosso último album.
Antes disso, já tinha lançado milhares de músicas e conquistado um público grande.
Agora a Rosé lançar uma bomba cheia de músicas insossas logo de cara (tirando APT), foi uma cagada.
A impressão que ficou é que a única música boa do álbum só foi boa por causa do Bruno.
Não estava afim de ouvir, o post confirmou o que eu suspeitava, achei toxic till the end chatíssima e não curto TS, não sou o público-alvo. Dito isso, amo apt. Boa sorte pra Rose na carreira solo.
É muito deprimente ter Taylor Swift como inspiração. Só isso já faz a Rosé merecer afundar na carreira.
Eu dei uma nota “alta” para o álbum no meu Musicboard, mas sinceramente, ele é exatamente o que eu já tinha dito antes: sem graça.
Nos destaques positivos, coloquei Drinks or Coffee, Gameboy e Toxic Till the End. Porém, atualmente, só fico com Drinks or Coffee, que concordo ser a mais gostosa de ouvir.
Concordo um pouco sobre as letras das músicas. As pessoas ouvem as músicas da Taylor por se identificarem com as letras (porque é difícil imaginar outro motivo para ouvir a Taylor). Mas as letras das músicas da Rosé não são nada demais (na verdade, são ruins). Eu não sei quem é a equipe dela, mas seria melhor demitir. Parece que, um monte de gente ajudou a escrever (o que não é necessariamente ruim), mas ninguém apontou que as letras não têm profundidade nenhuma. Falta inspiração, não soam poéticas. Dá a impressão de que usaram o chatgpt para escrever, e depois só trocaram algumas palavras. Claramente foram feitas por iniciantes, e às vezes parece até que quem escreveu não sentia aquilo de verdade. Falta emoção.
Eu não esperava que a Rosé fosse uma Lana, mas, se é para escrever com uma equipe, pelo menos contrate letristas decentes.
Colaborar com o Bruno logo no debut: não sei se foi uma boa estratégia. A música bombou muito, e, por mais que eu não tenha gostado tanto, é realmente divertida. No entanto, isso acabou servindo de munição para as pessoas que não gostam da Rosé (especialmente as fãs dos sete) descredibilizarem o sucesso do álbum. E, quando o próximo álbum chegar, elas provavelmente vão criticar ainda mais se ele não superar este. Não sei se isso afeta a Rosé, mas se eu fosse da equipe dela, teria deixado a colaboração para um comeback.
Eu prefiro os solos dela da época em que estava na YG. Acho que são mais “memoráveis” do que praticamente todo esse álbum.
Aí gente imagina ligar pra viral de hate no twitter
Kkkkkkk pior que pode ser irrelevante pra gente, mas tem muitos famosos que se importam com isso
Tipo a Ariana, que ficou um tempão respondendo os comentários sobre a magreza dela. Sem contar o hate por ela estar com aquele feio, ela até fez música sobre. Pessoas diferentes, espero que não seja o caso da Rosé. De qualquer forma, acho que foi uma estratégia ruim
A Rosiane enganou direitinho o Bruno Mars. Certeza que se ele tivesse escutado essa merda antes ele não teria topado feat. com ela. Imagina a vergonha de saber que a tua voz tá ali no meio de tanta música ruim.
Álbum que toda corna mansa que acabou de levar um pé na bunda de algum boy lixo vai amar. A Rosé é uma PÉSSIMA compositora. A maioria das letras são risíveis. Por mais que eu deteste a Taylor Swift pelo menos reconheço o talento dela pra compor. Então quando eu vejo a desnutrida da Rosé achando que tá abalando as estruturas e se tornando a Taylor coreana eu só posso gargalhar porque esse álbum é praticamente um cosplay muito do malfeito da Swift. Aguardando agora pra saber se a Lisa vai entregar tudo nesse álbum dela e amassar a desnutrida. Não vai ser muito difícil se formos julgar por essa porcaria sonolenta que a Rosé lançou. Acho que até a tapada da Jisoo entregaria mais se tivesse lançando álbum também.
hate brega. duas desnutridas tanto de corpo quanto musicalmente. o grupo faz alguma coisa, mas sao 4 burrinhas supletivo quando tao sozinhas. espero do pior, e a lisa é outra desnutrida que se botar a mao na caneta só vai sair clichê estilo menininha 14 anos.
Eu daria 50, APT é uma música muito divertida, uma forte concorrente a SOTY 2025 (no sentido de impacto), a Rosé cantou bem, esqueceu que no Blackpink ela canta com o nariz e isso foi muito bom (apesar de começar a seguir a linha de cantar miando), mas o álbum não tem uma b-side memorável, Toxic till the end não tem força para valer a pena ouvir o álbum, eu tive a sensação de ouvir a mesma música durante os trinta minutos do álbum, não me lembro de nenhuma música.
Não foi um álbum ruim, mas não foi bom o suficiente, pelo menos foi melhor do que ela lançou quando era da YG.
a pitchfork deu a mesma nota que voce KKKKKKKKKKKKKKKK
rosé é habilidosa, tem tecnica, mas falta MUITA identidade. ela tá sem cor, sem força, no cabelo e na música.
Album bem chuchu cozido.
Sem tempero, sem graça.
Eu acho esse álbum um grande 70/100. Não é ruim, mas também não é bom. É realmente um “começo” para a Rose e espero que ela explore outros lados do pop, talvez no próximo álbum ou ep/single ela dá uma olhada na crítica e lança algo mais legal como apt.
Para mim esse álbum é tipo o lover da Taylor Swift mas sendo um contrário do “lover” kkkk e eu gosto do Lover
Ps.: Espero que a Senhora Taeyeon não ataque o álbum aqui com críticas pesadas, logo ela que ouve a Tae (que também é insossa as vezes)
Eu morri de ódio da Taeyeon quando ela lançou WDICY, que álbum maçante.
Eu acho q é um álbum competente no que se propõe. Como vc disse, a Rose veste a skin da menina compositora então já estava esperando algo mais intimista. Ate nos solos da yg ela veio com musicas mais calmas.
Em meio a tantas observações, acho q no final é um álbum bem produzido. Eu vi uns vídeos dela numa live com o teddy, não sei se ele tem dedo no rosie, mas enfim.l, acho q foi um trabalho decente.
Eu gostei de drinks or Coffee e me surpreendi bastante com a Rose nessa música. Parece uma piranha discreta.
Boa sorte aí pra Rose o importante é barrar o twice. Tudo de ruim pra once é pouco
Merda foi como resposta