O conceito genderless do XLOV é ótimo e merece uma música melhor do que “I’mma Be”

Umas 5 pessoas vieram falar para mim desse boygroup novo XLOV, e se tanta gente veio falar de um MV que não tem nem 200 mil visualizações, eu acredito que tenha, pelo menos, algo a se comentar nele. Então eu resolvi dar um play e ver esse mousse que o XLOV entregou no debut “I’mma Be”, lançado ontem:

Pelo que entendi, o grande destaque desse debut está no conceito genderless que o XLOV adotou não só em visuais quanto em performance. Na prática não é algo exatamente novo para quem viveu o auge do Jo Kwon e das performances cross dressing na TV coreana (Ou para quem segurou a mão do All G na onda do B-pop), mas não deixa de ser uma ideia muito ousada e desafiadora no K-pop e nesse atual momento onde as marcas e empresas não estão vendo mais vantagem em apoiar o lacre das minorias, assumindo uma postura mais conservadora para agradar incel.

A música também tem uma boa ideia explorando esse lado mais dark e sexy. Os versos tem uma atmosfera bem Taeminesca, aquela coisa mais escura porém misteriosa, intrigante e que hipnotiza o ouvinte. E acho que a personalidade deles cantando e servindo atitude está apropriada, mas a produção me perde no refrão. Ele mais ou menos serve o mesmo problema do refrão da Minnie por não explodir da forma como deveria e deixar o conjunto da obra monótono, mas aqui eu entendi a proposta que o refrão tem de servir um som mais desconfortável que dá a volta e se torna O grande momento de “I’mma Be”. É que não funcionou e derrubou bem a música comigo, mas seria icônico se tivesse funcionado.

“I’mma Be”, como debut, tem muitas ideias boas. Gosto muito da ideia genderless explorando limites visuais e de performance, isso valorizou muito a direção mais dark e instigante que a música possui e entrega algo mais marcante em meio ao mar de boygroups inespecíficos do K-pop (E até realça o charme de cada integrante individualmente). A música em si tem ótimas intenções e eu aprecio onde eles tentaram chegar, só é uma pena que “I’mma Be” não chega lá. O grupo é bom, o conceito é marcante e o som tem potencial, eles só merecem uma música melhor que essa mesmo.

13 comentários sobre “O conceito genderless do XLOV é ótimo e merece uma música melhor do que “I’mma Be”

  1. o mv foi filmado no quintal da minha casa? e que meninos horrorosos, meu deus.

  2. Não entendo muito como uma empresa aposta nesses conceitos que claramente não seriam muito bem aceitos na Coreia.
    Entendo o fator “escândalo/polêmica” pode dar uma guinada no nome do grupo, um público grande vai ver o trabalho deles por pura curiosidade e pode acabar gostando e tals. Só que sei lá. Se não funciona de primeira, dificilmente vai funcionar no futuro, e o grupo acaba preso numa imagem que não é bem aceito.
    Tudo bem que desovar só mais um BG101 genérico no mercado tbm não vai garantir venda (na vdd as vezes ai que some na multidão mesmo) e optar por essa abordagem tudo ou nada pode trazer um holofote com sorte.
    Mas não sei né, uma empresa pequena tentar algo assim é quase certeza de queimar dinheiro.

    No geral achei a música legalzinha, ainda acho que conseguiram trabalhar bem esse conceito “genderless” sem deixar muito aviadado. Boa sorte pra eles.

    • alem do conceito, tem tbm o fato de só um deles ser coreano (sendo esse inclusive o querido mais melaninado, outra coisa que o netizen médio abomina), então eles meio que tão apostando todas as fichas no publico internacional, espero que sejam abraçados pois merecem

      • Nossa, mas eu acho que o público internacional abraçaria menos ainda esse grupo.
        Sem contar que não compensa tanto investir no internacional, visto que grupos que estão nesse nicho normalmente não se sustentam, enquanto grupos que conquistam o público asiático, mesmo pequenos, acabam tendo uma vida mais “confortável”.

  3. Podia ser pior, imagine se o BTS ou um solista do BTS lançasse essa música? Já ia ser mais uma bandeira que as armys diriam que eles lutam por

  4. Eles lançaram duas versões, uma EDM fritação e outra mais house homossexual e eu fiquei com um ÓDIO pq a versão House é muito melhor que a original. É genuinamente ÓTIMA e teria sido um ótimo debut com ela.

  5. Eu ouvi ontem e curti, mas a repetição do título quebra um pouco o potencial da mesma.

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