ALBUM REVIEW: ITZY – Girls Will Be Girls

No último dia 9 de junho tivemos o ITZY de volta com seu DÉCIMO mini álbum (Como as discografias se desenvolvem rápido no K-pop, né), “Girls Will Be Girls”. A faixa principal já foi eleita pela pitchfork do K-pop como um dos melhores pancadões do ano e essencial para afugentar o marasmo do pop coreano esse ano, mas o EP sustenta isso? Essa review existe para dizer que SIM, com “Girls Will Be Girls” sendo um dos melhores EPs desse ano. E vindo do grupo que costuma entregar alguns dos piores comebacks do K-pop, isso quer dizer muito:

Artista: ITZY
Álbum: Girls Will Be Girls
Lançamento: 09/06/2025
Gravadora: JYP Entertainment
Nota: 88/100

Num sentido mais conceitual, “Girls Will Be Girls” não é um EP incomum para o ITZY. “Barulhento”, “ofensivo”, “agressivo” e “ousado para os padrões atuais do K-pop” são características que esse comeback do ITZY tem e a gente pode dar para boa parte dos trabalhos do grupo. Mas isso não rendia trabalhos bons, com os comebacks servindo algumas das piores experiências que uma pessoa poderia ter ouvindo música pop da Coreia do Sul, e o próprio ITZY parecia perdido na sua própria ideia de grupo que quebra estereótipos de música de girlgroup. Não bastava ser ruim, tinha que ser extremamente inespecífico e desinteressante também, e aí ficava muito fácil chutar o grupo.

“Girls Will Be Girls” meio que corrige tudo isso tendo, pelo menos, uma direção. É evidente que a JYP viu o ânimo que o mundo voltou a ter com eletropop e club songs no geral, então caçou produtores que fizessem isso para o ITZY. O resultado é um álbum potente, mas bem melhor direcionado e com propósito e com músicas que não são simplesmente barulheiras fortes. A faixa título, “Kiss & Tell” e “Walk” são ótimos exemplos disso, pois são músicas que são fortíssimas com sintetizadores mais pesados e um ritmo mais intimidador, alimentando um público homossexual que se esbaldará aclamando ou descendo o pau. Odiando ou amando, “Girls Will Be Girls” é um EP que, amando ou odiando, é facilmente mais memorável que os últimos 4 ou 5 anos de comebacks do ITZY.

No geral, eu adorei ouvir esse EP. As 3 músicas já citadas são ótimos pancadões que despertam o meu lado mais performático e poderoso ouvindo, e “Locked n Loaded” é para as Pâmelas Dark Punch da fanbase serem representadas com o rock também. “Promise” provavelmente não existiria nesse EP se não fosse essa necessidade que o K-pop possui de provar que os girlgroups que criam tem cantoras muito boas, mas não é como a gente não esperasse uma baladinha filler em qualquer treco de K-pop que a gente ousar dar play. “Girls Will Be Girls” teria uns 3 singles tranquilamente em outro mercado pois tem músicas que causam uma grande impressão, e chega a ser surpreendente como elas finalmente conseguiram trabalhar essa postura ofensiva que o grupo tem em faixas boas, e consegue manter o hype lá em cima do início ao fim.

De todos os álbuns que já ouvi do ITZY, “Girls Will Be Girls” aparece como uma luz no fim do túnel. A JYP viu algo dando certo lá fora, teve visão para aplicar no ITZY e o grupo teve peito para sustentar, se encaixando muito na proposta delas como um todo mas sem ser uma porcaria. Não é exatamente um EP coeso ou com uma mensagem mais profunda e elaborada de empoderamento, mas tem um direcionamento mais claro e, no melhor estilo “álbum da Koda Kumi”, aposta em músicas fortes para carregar o álbum desde o primeiro segundo de “Girls Will Be Girls” até o último segundo de “Walk”. Rola uma ou outra coisa que não funciona no meio do caminho, mas os destaques positivos brilham bem mais nesse mini álbum. O ITZY pode estar acumulando OUTs do Top 100 do Melon esse ano mas, pelo menos musicalmente, o grupo está muito bem.

Faixa a Faixa

O EP já começa com a faixa título/single desse comeback, e “Girls Will Be Girls” ainda é ótima. Eu achei que eu me cansaria do Girls will be girls sendo repetido 69 vezes numa track com menos de 3 minutos mas não, estou gritando até hoje GAROTAS SERÃO GAROTAS e descendo até o chão nesse batidão que é fácil o melhor do ITZY. É basicamente a essência dos pancadões de debut que deram uma carreira para o grupo mas mais refinado, maduro e poderoso. O instrumental nos versos e no break são crocantíssimos, e o pré-refrão/refrão é delicioso. Se até eu, que sempre espero o pior desse grupo, curti esse lançamento, tenho certeza que você que tem mais boa vontade vai curtir. A seguir temos “Kiss & Tell”, que nem tinha nascido e já era a queridinha do EP por gritar eletropop autotune de uma gostosa europeia obscuríssima que consegue um hit mediano no Reino Unido, e isso é o suficiente para ter uma dúzia de gays gritando “QUE HINO” toda vez que toca na boate. Eu sou um dessa dúzia de gays e estou aqui para falar que o ITZY arrasou muito. O pré refrão e refrão sendo puro EDM e autotune é a glória dos homossexuais mais básicos com mais de 25 anos, elas sabiam muito bem o público que queriam atingir aqui).

“Locked n Loaded” é o ITZY chamando você para o rock (O nome da música soando como “Rock n Roll”… WOW, as mentes delas explodiram com isso), chamando as minas e monas mais punk para curtir o grupo. No geral eu achei bem boa, mas tenho um problema com os vocais do grupo não combinarem nem para o certo nem para o errado. Sabe quando você sente que tudo é bem feito mas nada é exatamente cativante? É o que senti ouvindo elas cantando essa música, tanto que minha parte favorita é quando elas calam a boca e o solo de guitarra brilha. Acho que o ITZY segura bem esse conceito idol punk, mas acho que um NMIXX da vida faria essa música ser bem mais envolvente. “Promise” é a obrigatória baladinha filler que pode não combinar em nada com o resto do álbum mas está sempre presente nos álbuns de K-pop. Isso fica ainda mais alarmante quando o álbum tem uma proposta mais suja e agressiva e, do nada, surge uma música lenta mais limpa e não muito inspirada e/ou emocionante de ouvir. “Promise” é igualmente bonitinha e desnecessária nesse EP.

Fechando o álbum temos “Walk”, que acho que encapsula bem a direção do álbum. Sujo, autotunado, eletrônico e GAY, com um batidão fervoroso e muito verso de efeito para homossexuais, drag queens e adjacentes servirem muito carão, pose e catwalk na pista de dança. A ideia mais agressiva das músicas do ITZY sempre passam por viradas e vocais mais fora da caixa que podem ser muito boas ou muito ruins (A maioria delas sendo a segunda opção), então me impressionou a música ser respeitosa até demais com o pancadão eletrônico que fizeram. Dava para o refrão ser mais recheado e exagerado (no pique “Trust” da Rebecca Black) para deixar a experiência mais UAU, mas dá para ferver muito bem com o que temos aqui. “Walk” é o tipo de farofa que não dá para ouvir casualmente na sua casa (E provavelmente você achará essa música um lixo se fizer isso), mas num galpão menos iluminado e com luzes piscando enquanto você consome coisas que podem ou não ser lícitas. A música do milênio enquanto você cheira e dá sem capa na Zig (O meme é esse né?).

Concluindo…

Quando tudo estiver dando errado na sua vida, faça um álbum para os gays. As coisas podem continuar dando errado, mas sempre terá um homossexual para defender e aclamar o comeback.

13 comentários sobre “ALBUM REVIEW: ITZY – Girls Will Be Girls

  1. Esse mini tá muito bom. E Kiss & Tell pra mim entra na lista de melhores b-sides do ano, é babado demais. E tô achando um pecado quando elas finalmente lançaram uma coisa legal e não tem quase ninguém da tl comentando, mas quando era aquelas bombas ruins era o pessoal forçando horrores.

  2. Acho mais fácil Israel e Irã destruírem o mundo e propagarem o apocalipse do que esse álbum do TWICE ser lançado. Rezando pras 9 queridas darem uma de Wendy e Yeri e saírem dessa empresa bosta

  3. Kiss & Tell é o puro suco daquele EDM que serviam há uns 15 anos atrás, achei muito icônico. Minha favorita do álbum.

    Sinceramente, mesmo tendo largado mão do Itzy depois de Sneakers (que foi o único álbum coreano delas que eu não ouvi, de tão ruim que o single é), sempre achei que elas serviam b-sides boas mesmo com os singles bombas, então não me surpreende esse álbum ser bom, apesar da baladinha desnecessária.

    Meu medo com Girls Will Be Girls é elas seguirem a maldição de cantar pra subir depois de lançarem um comeback pros gays, porque mesmo não acompanhando mais as queridas, acho elas super carismáticas e talentosas. Espero que elas estejam conseguindo fazer um barulhinho com essa música, pelo menos.

  4. nmixx começou o ano abalando como sempre

    yeji fez um debut solo mil vezes mais agradável que os debuts solo do twice

    o itzy tá retornando à dignidade com os últimos lançamentos

    e o twice nada resta esperar o apavoro dos blinks nos proximos meses quando o comeback delas perder tudo pro bp

  5. pessoal é meio amargurado. por mim sancionavam uma lei onde reproduzir kpop é proibido. deixa morrer mesmo.

  6. Disbanditzy já perdeu tudo, elas tinham um hit nas mãos mas desperdiçaram com aquela porcaria, Imaginary Friend seria uma ótima title track, uma força maior no instrumental e um refrão mais marcante e o primeiro hit do itzy está pronto, então se elas não abalaram com aquela música não vai ser com esse álbum que vão conseguir.

    • nao se esqueça que o verdadeiro inimigo é o twice

      kiss & tell com certeza é melhor que a bomba que o twice está pra lançar

      vamos rezar pra dar tudo errado

      • Mulher deixa o Twice quieto, porque se não aquela praga do Lucas aparece aqui pra encher o saco.

        Só espero que comeback twice seja bom e que a jeongyeon finalmente consiga um debut solo um dia 🙏🏾🙏🏾🙏🏾🙏🏾🙏🏾

      • Mais Olha que lindo Ex luanacheia!!!!! Você e a senhora Taeyeon super amiguinhas msm depois de vocês duas terem saído no tapa por causa do Red Velvet 💝💝💝💝….

        (Só Tirando o fato que a senhora Taeyeon odeia a Jéssica com todas as forças dela 😅😅😅😅)

  7. confesso que esse conceito eletropop não pegou nelas pra mim, o que é engraçado já que o itzy sempre flertou muito com esse conceito e pra mim sempre foi um caminho que elas deveriam ter explorado ali no começo com dalla dalla, icy, cherry, 24 hours

    mas feliz pelas divas, parece que a cada comeback elas voltam a ganhar o grande público de volta, já que esse tá sendo bem comentado, gold não, mas imaginary friend pegou o mundinho k-pop e muito provavelmente o ano vai encerrar com o debut solo da yeji como um dos destaques do ano

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