Agosto de 2025: Eu estou tomando uma gostosa garrafa de skol beats numa sexta depois de chegar no trabalho, abro o Instagram e vejo uma mensagem de um leitor falando que mandou um pix para fazer um review do FANTASIA, 1º mini álbum solo da ex-integrante do Secret Jun Hyo Seong, o que me deixou surpreso. Não só tem alguém no mundo que lembra da existência do Secret como lembra da carreira solo da Hyosung e quer que eu faça um review… EM 2025!!!!! Não é todo dia que eu fico GAGGED com um pedido tão inusitado assim, então vamos viajar para o ano de 2015 (E torcer para eu não confundir os anos que nem fiz na review do REBOOT) e falar de uma das maiores peitudas metidas do K-pop:

Artista: Jun Hyo Seong
Álbum: Fantasia
Lançamento: 07/05/2015
Gravadora: TS Entertainment
Nota: 82/100
Para quem não conhece, a Jun Hyo Seong é a ex integrante do Secret que ficou conhecida/popular por ser uma gostosona. Isso em 2025 pode não ser mais a grande moda do K-pop (Até porque 70% da indústria é menor de idade, basicamente) mas em 2014 isso abria portas e engatava tantas carreiras quanto você ser a única vocalista boa do seu girlgroup. É relevante ressaltar o fato da Hyosung ser a gostosona porque isso REALMENTE influenciava na sonoridade que ela tomaria em carreira solo, pois tinham músicas, conceitos e estilos musicais que somente uma peituda metida faria E sustentaria sozinha. Por exemplo: Nenhum projeto de vocalista da nação ousaria lançar a primeira canção de ninar trap para descer até o chão do mundo, mas TS foi lá e arranjou isso para a Jun Hyo Seong. E o primeiro mini álbum dela, “FANTASIA”, segue o mesmo caminho.
“FANTASIA” é um álbum que, nos cinco primeiros segundos, já grita K-pop da década passada. O sax abrindo a primeira música já leva qualquer entusiasta de midtempos sensuais e brave sound drop it a botar suas lingeries mais sexy e sentir os desejos da mulher gostosa com muito tesão. E as músicas vão passando e você se sente mais peituda, mais sexy, mais fierce ouvindo. As músicas são praticamente de uma Hyosung necessitada por sexo em diferentes humores? Sim, mas isso não é um problema. Partindo de diferentes tipos de pop, R&B e até um jazz, o “FANTASIA” é um álbum abertamente sexy, que alia sensibilidade e intensidade de uma mulher pronta para conquistar o mundo com seu charme.
A performance da Hyosung é totalmente relacionável, com 80% do FANTASIA sendo cantado na base dos gemidos de alguém que quer carinho, amor e um homem, e não tem vergonha de assumir isso. Músicas como “Into You” e “First Kiss” mostram um lado mais inocente e sutil da Hyosung, enquanto “Come See Me” e “Taxi Driver” já mostram sentimentos mais crus e “direto ao ponto”, mas tudo tem sentido e coesão. Faz falta nele um single que liderasse toda essa sensação de descoberta — “Into You” é uma das músicas mais fracas desse EP —, mas o conjunto da obra consegue ser elegante e refinado, ao mesmo tempo que é sexy e needy. Não é inovador ou reinventa a roda do sexy concept do K-pop, mas é muito bem feito.
Uma das metas da Hyosung nesse EP era fazer com que a música dela fosse escutada com os ouvidos e não com os olhos, e acho que o FANTASIA consegue isso muito bem. Apesar da figura de grande gostosa ainda ser a grande peça do EP (E da Hyosung como solista, de um modo geral), “FANTASIA” é um álbum musicalmente interessante, carismático e que executa muito bem os sentimentos e nuances que a mulher moderna possui tanto nas melodias quanto na performance vocal da Hyosung. É um EP que passa batido até pelos entusiastas da 2nd gen por não ser um sucesso e pela title track ser a mais fraca das titles “pra valer” da Hyosung com certa folga, mas o “FANTASIA” é o tipo de álbum que jamais veremos ser lançado no K-pop (Ou, pelo menos, não enquanto o público ter essa neura de não poder associar temas mais adultos na indústria).
Faixa a Faixa
O álbum começa com “Come See Me”, um número pop/R&B com influências jazz que vão desde a banda ganhando destaque na música como pelo saxofone que é o elemento principal do instrumental, enquanto Hyosung canta sobre não ter tempo para jogos e quer que o cara tome atitude logo para entrar na fantasia dela (Não me surpreenderia se assumissem que, de alguma forma, essa música foi inspirada em “Invitation” da Uhm Jung Hwa). A música tem TOTAL cara de midtempo que serviria como title track de qualquer girlgroup/solo sexy de 2º escalão na época, e acho que por isso mesmo a TS decidiu evitar “fazer o que todo mundo fazia” e escolhendo outra música como single. A premiada, infelizmente, foi “Into You”, que eu até gosto mas ainda é meio decepcionante. A intenção de fazer uma música inocente porém atrevida e que aliasse o pop com o R&B/Hip Hop dos anos 2000 é legal, mas “Into You” é mais uma tentativa que um acerto, tal como o que ela chama de rap que rola no meio da música. Tipo, “Into You” ainda é melhor que muita coisa da sua favorita, mas não tem nada de especial dentro do catálogo da Hyosung.
Se “Into You” não desperta grandes coisas em mim, “Taxi Driver” vira o jogo como A música foda do EP. Uma faixa lenta com Hyosung jogando na cabeça do hipotético taxista as dores e a solidão da mulher peituda não parece a coisa mais empolgante no papel, mas fica brilhante quando os elementos mais latinos começam a ganhar destaque no instrumental e a Hyosung dá o seu máximo para elevar essa tristeza que a música carrega junto com o violão e a gaita melancólicas, fazendo de “Taxi Driver” uma música impressionante para alguém que tem óbvias limitações vocais como ela. É muito difícil você ver uma gatinha cantar uma balada na Coreia e ela não ser a coisa mais sem graça que você já ouviu, então vale muito a pena dar play nisso aqui.
A seguir temos “How Can I”, que é… Bem, a balada mais sem graça que você já ouviu. Uma música lenta mais acústica com uma melodia e vocais doces embalando a coisa toda, sendo a música menos dançante e mais romântica do EP. É interessante num primeiro por ser uma música totalmente escrita pela Hyosung e por ser uma balada cantada por uma vocalista mais limitada, mas que tem uma honestidade na interpretação da Hyosung, que canta sobre estar desiludida com o amor. No segundo play a música já fica mais esquecível, mas aprecio a tentativa. Fechando o álbum temos “First Kiss”, que resgata a melodia mais dançante em batidas mais potentes e uma letra de gatinha que está receosa porém excitada com seu primeiro beijo (E o que vem depois dele). A música é um LUXO, esse pop desacelerado porém sexy é um LUXO e casa muito bem com o que o EP representa, além de não deixar ele morrer com uma baladinha no final. “First Kiss” é um reforço de que você tem que ouvir a experiência completa pois o “FANTASIA”, apesar de um ou ou outro momento mais baixo no meio do caminho, é interessante do início ao fim.
Concluindo…
O K-pop só voltará ao seu auge como indústria quando mulheres peitudas voltarem a cantar que estão com tesão.
Queen
fantasia é de uma feminilidade, é um album pras mulheres e cada faixa é delicada e nao ouvi nada esquecível
o solo da joy sonha em ser um first kiss, música que parece que foi produzida ontem
nossa, meu peito ficou grande aqui do nada
É a segunda review desse álbum né
first kiss disparada a melhor mas eu ã-mo into you
Teve um post que fiz um review de todas as músicas da Hyosung, mas não do fantasia em específico