Com “Rizz”, a existência do XLOV no K-pop segue sendo mais essencial do que as músicas que eles lançam

O XLOV é um grupo que acho a existência necessária. Um grupo sem conceitos de gênero binários em seus visuais e expandindo isso para seus trabalhos, com uma performance mais forte e estética mais extravagante (Dadas as limitações de um grupo nugu), talvez seja algo que o K-pop “polido e minimalista” precise ter como contraponto, especialmente entre esses grupos mais novos. Isso gera discussão, atrai curiosos e cria um fandom, nem que seja um pequeno e barulhento como o que eles tem hoje no twitter, além de virar um símbolo de representatividade queer para a música coreana.

O que falta para o XLOV é uma música que a gente fale “UAU, essa é A música”, e “Rizz”, faixa principal do 1º EP do grupo lançado hoje, definitivamente NÃO é essa música:

“Rizz” é um trap no K-pop em 2025, o que já me faz dar uns 2 passos para trás mas fui até o fim pois VAI QUE o trap aqui fosse bom… E não é não. Os “rizzz” e todas as rimas repetindo em metade da já bem curta música me estressaram, o instrumental não é dos mais criativos e acho que o único que brilha cantando é o mano que canta sussurrando na 2ª metade da música. No geral a música não parece se desenvolver tão bem, com as repetições fazendo “Rizz” girar em círculos e a duração de pouco mais de 2 minutos “apressar” cada parte da música. O resultado final não é de todo mal (Sem prestar atenção eu acho que “Rizz” desce mais suave), mas sinto que é uma música óbvia demais para um grupo que busca não ser tão óbvio assim.

O que dá graça e força para “Rizz” é a performance deles no MV. Digo, quando eles abriram a coreografia fazendo um split violentíssimo eu fiquei “WOW”, e tem outras partes da coreografia que são bem impactantes de assistir (Especialmente de um boygroup). É um grupo muito afiado nesse sentido, pois encontraram uma ideia original de performance e com muita coisa para ser explorada, principalmente nos movimentos mais designados a mulheres das coreografias do grupo. Eles são um grupo novo e são cheios de potencial, com muita coisa para aprimorar e evoluir (Principalmente na escolha de demos), mas no quesito performance eles são promissores.

Sem o visual e a performance para elevar a obra, “Rizz” é uma música meio meh. Entendo a ideia de diversas possibilidades que eles expandem com a discografia e os singles que já ouvi deles serem bem diferentes entre si mas, de alguma forma, todos eles são padronizados demais e não tem nada muito chocante ou impressionante que me faça querer ouvir o grupo por mais de 24 horas, e “Rizz” é a música que mais sofre desse problema. É uma pena o material deles ainda não ter colado comigo, mas simpatizo com o XLOV o suficiente para acreditar que um dia vai colar (Em algum momento eles devem lançar um house bem homossexual para a comunidade e eu provavelmente aclamarei o grupo).

Apesar de um comeback bem mais ou menos, fico feliz pelo XLOV aparentar ter o carinho da fanbase e conseguir vender 8 vezes mais que os trabalhos anteriores nesse comeback. Talvez seja o momento da empresa ver possibilidades com esse pequeno nicho virtual de fãs do grupo e caçar produtores alternativos (E, de preferência, LGBTQIAPN+) que topem trabalhar por um marmitex e o potencial buzz da fanbase para explorar mais essa individualidade que o grupo possui dentro do K-pop.

3 comentários sobre “Com “Rizz”, a existência do XLOV no K-pop segue sendo mais essencial do que as músicas que eles lançam

  1. Viu o novo lançamento do U-Know? Achei um synthpop bem gostosinho, acho que tu vai curtir

  2. um dos vocalistas que cantou a primeira parte da música e outros trechos tem o vocal muito proximo ao do jungkook do bts parece até mais um generico do album golden dele

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