Year End 100: As melhores músicas de 2025 no pop asiático (Parte 2)

Mais um dia, mais 15 exemplos do que o pop asiático teve de melhor em 2025. Na parte anterior teve uma galera chocada com a crise do K-pop a ponto do ATEEZ aparecer na lista de melhores do ano e nenhuma reclamação sobre alguma música ter rodado cedo, algo que eu tenho CERTEZA que rolará com uma música específica nessa parte. Será que é alguma do aespa? Pffff, claro que não, então clica aí em “leia mais” para descobrir o hino injustiçado dessa parte:

85º lugar — Jessi – Newsflash

Em condições normais a saborosíssima “Girls Like Me” bateria ponto aqui nessa lista como faixa obrigatória da Jessi, mas eu escutei bem mais “Newsflash”. Essa persona “desarmada” e pronta para ser vulnerável sem sair do salto é algo bem fora da zona de conforto para a Jessi usar de single, e tem uma sinceridade por trás da letra que a Jessi parece estar muito afim de contar para o público. Junto a isso, um hip hop anos 90 que explora ainda mais essa coisa mais limpa e honesta que me faz prestar atenção no que a Jessi tem a falar sobre a mídia ferrando ela ou coisa do tipo, e mostra com mais clareza que ela é boa no que faz. Para você que está procurando outra negona peituda rapper não americana agora que a Nicki Minaj virou it girl do MAGA, a Jessi parece ser uma ótima opção para substituir.

84º lugar — Junny – Passion, Pain, Pleasure

A pessoa que mandou um pix para ouvir esse Junny fez um favor tão grande com essa “Passion, Pain & Pleasure” que eu achei essencial colocar essa música entre as melhores do ano. “Passion, Pain & Pleasure” é o Junny basicamenet mostrando que ouviu mais do que “Blinding Lights” do The Weeknd e foi com tudo nas referências de R&B contemporâneo e sintetizado dessa última década, que talvez te lembre algumas produções mais gloriosas do Daft Punk em certos momentos. Sexy na medida que um pop masculino emulando R&B tem que ser.

83º lugar — KIIRAS – Bang Bang!

A grande graça de “Bang Bang!” está nessa coisa de fazer um pop meio retrô bem brass-y que saía aos montes ali na década passda e todo mundo vivia como se fosse a melhor coisa já feita no K-pop. Claro que se fosse na década passada teríamos gostosonas de trajes provocantes e rebolando shorts audaciosamente curtos, mas a versão 2025 é tão colorida e divertida quanto. Temos até uma gatinha exibindo “high notes” aqui… Quando foi a última vez que um girlgroup novato trouxe alguém para berrar por uns 15 segundos numa música? Pois é. “Bang Bang!” é um grande acerto, e espero que o KIIRAS e a SAAY consigam vingar ano que vem para render mais músicas divertidas nesse nível.

82º lugar — Kep1er – Yum

2025 foi um ano onde MUITA gente na Ásia aprendeu a usar o funk daqui do Brasil (Ou a variação mais sintetizada conhecida como phonk) a seu favor, rendendo vários pancadões ótimos aqui e acolá. Até o KEP1ER, que virou o cachorro morto do K-pop em uns anos aí, botou o pau metafórico na mesa e falou “Vamos fazer uma fritação phonk para a galera”, rendendo a deliciosa e viciante “Yum” com um dos melhores refrões do ano. Se eu ligasse um pouco mais para o que foi feito nos versos (Ou para o Kep1er como um todo) eu colocaria essa música ainda mais alto, mas ainda é impressionante eu lembrar de um single delas para fazer uma menção positiva.

81º lugar — LEXXY – BẬT ĐÈN XANH

Deus queira que trap music não ganhe força no pop asiático de novo e fique apenas em aparições casuais como nessa música da LEXXY, que se empenhou muito em fazer a sua versão vietnamita do que a Ariana Grande fez em “Positions”, uma descrição que deve afastar uma galera que tem repulsa a esse álbum mas eu adoro ouvir de vez em quando até hoje. “BẬT ĐÈN XANH” é envolvente, cativante e tem algo no idioma que deixa essa música ainda mais quente, como se a música me jogasse contra a parede pronta para dominar todos os meus sentidos, sendo bem o que eu quero sentir ouvindo uma música mais sensual. Um dos melhores singles de estreia desse ano para mim.

80º lugar — Lexie Liu – FFFFF

A Lexie Liu viveu em 2025 o que a Rina Sawayama viveu com o “Hold The Girl”: Decidiu lançar umas músicas pop mais radiofônicas e a fanbase metida a cult dela desceu o pau . E injustamente, já que o “TEENAGE RAMBLE” está repleto de músicas que poderiam ter salvo o pop se vocês não tivessem deixado flopar, como “FFFFF” que estaria tranquilamente em um álbum de gostosas do fotolog dos anos 2000 como The Veronicas e Aly&AJ. É uma coisa mais simples e bem pop de patricinha metida a emo, mas o charme da música está exatamente nisso. “FFFFF” é a Lexie não se levando a sério e fazendo exatamente o pop que a internet amava há uns 20 anos.

79º lugar — ELSEE – Wondrous

O ELSEE é um grupo que provavelmente não vai, mas eu sigo acreditando que pode acontecer no J-pop e sigo acompanhando os lançamentos sentindo que uma hora o sol brilha para o grupo. A melhor música delas esse ano é “Wondrous”, que é bem “Girlgroup de J-pop fazendo música para kpopper ouvir” com toda essa fusão eletrônica com house que a música como um todo tem, mas que possui um momento bem inventivo com alguns breaks e batidões icônicos no pré/pós refrão para o refrão brilhante e colorido brilhar dentro da música. Tem atitude, tem ousadia e tem um som que dá muito certo e poderia carimbar qualquer playlist de qualquer balada de pop asiático por aí.

78º lugar — Dayoung – Body

O sucesso de um solo de uma integrante do Cosmic Girls em 2025 não estava no bingo de nenhum kpopper, mas a Dayoung mostrou que tudo é possível esse ano. E “body” é uma popzão de verão tão quente que mereceu o sucesso que fez, desde os versos refrescantes até o refrão super catchy e rebolativo, que me dá mais vida agora que o verão chegou para a gente do hemisfério sul. “body” é música de garotas bonitas, gostosas e felizes com a vida que tem, e a única preocupação que essa música traz é decidir qual drink saboroso tomar para curtir com esse escaldante sol na laje daqui de casa.

77º lugar — Xinya An – Maybe We Can

“Maybe We Can” é basicamente a Xinya An fazendo antes o que a Dayoung fez com “body”, só que sem o verão. Popzão rebolativo, atrevido e desinibido, Xinya An ressuscita a persona “pop bitch de shortinho” para os gays de Taiwan ferverem a vontade nas boates por aí, o que eu acho super divertido. Em tempos onde semana sim semana também rola uma pauta sobre podar ou não conceitos “sexy demais” na música pop feminina, é bom ver que tem uma ou outra gostosa na Ásia vivendo sem preocupação e entregando esse pop mais safadinho para gostosas e gays rebolarem devagar no colo dos crias.

76º lugar — BEYOOOOONDS – Do-Did-Done

Aparentemente as últimas pessoas com capacidade de criar músicas catchy dentro do Hello!Project estão cuidando do BEYOOOOONDS, que é tranquilamente o melhor grupo da gravadora atualmente. Eu gosto de como os versos de “Do-Did-Done” servem um batidão pop colorido são adequadamente exagerados e idol apenas para o refrão pirar mais com os sintetizadores e servir a alegria e energia para se destacar na música, além da repetição do nome da música funcionar como algo chiclete que não sairá da sua cabeça por um bom motivo. “Do-Did-Done” é um ótimo exemplo de como dá para modernizar um pop idol sem perder o carisma característico de girlgroup japonês.

75º lugar — Kiss Of Life – Lips Hips Kiss

Num ano em que a população fora da Ásia decidiu descer o sarrafo na cabeça do Kiss Of Life, o grupo segurou o nível do ano passado servindo mais um bop digno dos CDs piratas com o melhor da Black Music. “L ips Hips Kiss” é uma evolução mais madura e sexy do R&B que elas faziam ali pelo ano de debut, num beat mais cadenciado e vocalmente mais gemido para você sentir a vibe mais relaxante e se deixar levar e se hipnotizar pela melodia que a canção. Não mudou tanto a minha vida quanto “Midas Touch”, mas foi boa o suficiente para figurar entre as melhores músicas do ano.

74º lugar — Philosophy no Dance – Love Me More

Eu não sei se o ABBA está ligado em onde os samples de “Gimme! Gimme! Gimme!” estão indo parar ou se o Philosophy no Dance está apenas usando a cara e a coragem de manter a disco music sem medo do ban, mas “Love Me More” é um amor. A música é basicamente o número disco/funky que o Japão transformou em idol pop japonês em certo momento, alia o carisma com a diversão de um número disco mais inocente e enérgico e o resultado é um som extremamente cativante. Se a fanbase de J-pop luta com um unhas e dentes para manter a indústria nichada hoje, é para músicas como essa ainda existirem.

73º lugar — sheidA – D.A.N.C.E.

O Hyperpop é A CARA do shibuya kei cof cof pop japonês, pois os produtores japoneses se permitem pirar o cabeção na hora de colocar sintetizadores exagerados um em cima do outro e as artistas se divertem muito nesse nicho de música eletrônica. Tipo essa sheidA, que só quer dançar em “D.A.N.C.E.” e faz isso numa naturalidade enquanto a mistura mais ofensiva de elementos eletrônicos derrete o meu cérebro da forma mais deliciosa possível. Uma farofada de 2 minutos bem bagaceira mas carismática, que me fez entrar na onda e querer ser uma gostosa de sainha rebolando atrevidamente num fundo branco.

72º lugar — Tomatomat – Collect Call Garage

Dando uma limpada na recomendação anterior com um som mais clean, temos esse Tomatomat que surgiu aos 45 do segundo tempo de 2025 com essa música que parece só outro garage no mundo mas tem MUITA coisa ali do meio dos anos 2000 do K-pop nessa música que dá todo sentido ao fato da minha bolha no twitter aclamar essa como a música mais quente desse fim de ano na Coreia. A referência é legal, a execução é ótima e a sensação de nostalgia que a música dá é deliciosamente especial, sendo basicamente tudo que a HYBE tenta fazer para o ILLIT até hoje.

71º lugar — NMIXX – Know About Me

“Know About Me” tinha tudo para ser a música mais chata do mundo, mas o NMIXX dá um jeito de não ser e o resultado é único. Mais um exemplo de girlgroup amadurecendo na linha de hip hop mais moderno e cadenciado, quase desconstruindo o estilo afim de fazer algo mais introspectivo e conceitual mas sem perder a linha comercial. E o punch mais eletrônico que a música ganha ali pelo final me dá vida e doses certeiras de adrenalina, me fazendo sentir que o NMIXX sabia o que estava fazendo. Posso não ter vivido por essa música no mesmo nível que boa parte de vocês (Que acharão um insulto essa música rodar tão cedo), mas “Know About Me” me faz concluir que (finalmente) acharam um jeito de fazer o “mixx-pop” dar certo.

3 comentários sobre “Year End 100: As melhores músicas de 2025 no pop asiático (Parte 2)

  1. vc levantou tanto a bola de body durante o ano que achei que pegaria uma posição melhor e acho que merecia mais, dayoung é uma rainha do verão em formação

    e o keplerzinho mega apagado esse ano, não sei se é pq eu não uso mais o twitter e não vejo notícia de kpop mas eu não lembrava de nada delas esse ano mas achei a música boa menos a parte do yum

    alias ouvi essa ffff pela primeira vez agora achei boazuda ein

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