Year End 100: As melhores músicas de 2025 no pop asiático (Parte 3)

Está um calor insuportável para ficar trancado no meu quarto escrevendo os posts dessa enorme lista de fim de ano do blog, mas a luta continua, o meu ventilador segue funcionando e cheguei agora com a 3ª parte das 100 melhores músicas de 2025 no pop asiático. A sua favorita ainda tem chances de brilhar nesse blog ou rodou antes do Top 50? Descubra agora:

70º lugar — NiziU – VILLAIN

Ouvi “VILLAIN” mais pela curiosidade e sem qualquer expectativa pois foi uma novidade intrigante aparecer um “MV” do NiziU em preto e branco sem uma explosão de cores. E não é que “VILLAIN” é a virada do color pop para o batidão performático que eu não sabia que precisava vindo delas? Fiquei rapidamente vidrado nesse pancadão eletrônico em todas as suas partes, desde os momentos mais leves e cantados dos versos até aqueles que usam um batidão mais phonk para dar uma intensidade mais peculiar e, claro, quando a música assume a FAROFA no refrão. Duvido muito que haja uma virada de chave nesse nível no conceito do NiziU, mas espero que as músicas de unit/album tracks delas separem momentos mais cunty como essa música.

69º lugar — MILLI – ARMSTRONG (feat. ATARASHII GAKKO)

Já “ARMSTRONG” assume bem mais as referências phonk em outro batidão quentíssimo para descer até o chão e bater cabelo enquanto uma drag babadeira está dando a performance da vida no seu lado. É esse tipo de agressividade e vontade de servir um fervo pop impactante que muita gente sentiu falta em 2025 e a MILLI conseguiu trazer com essa música, e o ATARASHII GAKKO é o toque caótico que “ARMSTRONG” precisava para deixar essa música ainda mais memorável. Com “ARMSTRONG”, MILLI surge nessa lista para LUTAR e mostrar sua força como uma das artistas da 88rising que merecem a sua atenção.

68º lugar — My My – HER

A My My é uma das grandes gatas vietnamitas da minha playlist nos últimos anos, e os singles renderam o ótimo “BURNING BLUE” lançado esse ano. Das inéditas de 2025, a minha favorita dela é “HER, que explora toda a elegância e classe com a performance mais intensa e batidas mais fortes de um hip hop mais girly. “HER” termina com a My My garantindo que você ficará obcecado nela, e eu realmente fiquei encantado e querendo provocar o meu metafórico boy que só presta atenção em mim. Se você ainda não está alinhado ao que o Vietnã tem para oferecer na música pop, eu recomendo que você busque o que a My My anda fazendo.

67º lugar — Dinh Huong – In The Mood For Love

Conheci a Dinh Huong esse ano através do álbum “BLACK MAGIC WOMAN”, que tem muita música legal explorando uma guitarrinha safada das mais diferentes formas. Minha favorita do álbum dela é “In The Mood For Love”, que vai para um lado R&B mais sexy enquanto a guitarra dá um toque rock que rende combinação impressionante qualquer ouvinte com a libido em dia. Os versos mais lentos me instigam, e o refrão mais explosivo é orgasmático. Uma delícia de música.

66º lugar —4EVE – Salsa No Drama

Lembram de quando a Coreia semanalmente desovava a mais quente apropriação cultural latina para a fanbase mais periférica? Isso aparentemente não volta mais por lá, mas o 4EVE lá na Tailândia entregou a deliciosa “Salsa No Drama” para quem estava com saudade desse conceito (Ou achou “Gabriela” do KATSEYE” bem mais ou menos). Muita salsa, drama latino e a cor vermelha dominando o grupo para mostrar que elas estão FERVENDO nessa provocante e rebolativa reinterpretação do pop latino feito por gostosas asiáticas.

65º lugar — STAYC – BEBE

“BEBE” é o STAYC tendo tempo de carreira o suficiente para aderir ao farofão homossexual de girlgroup. Eu já consideraria um sinal de disband se fosse um girlgroup mais fracassado lançando, mas o STAYC é popular o bastante para não passar por esse estresse (por enquanto). Ah, e “BEBE” é uma delícia, tá?! Gosto do rap servindo de intro/outro, a letra de patricinha descolada e cheia de atitude está on point com a performance do grupo e acho o refrão chiquérrimo tanto pelos ganchos quanto pelo aleatório francês. Se esse refrão voltasse no final da música e adicionasse mais uns 30 segundos eu colocaria tranquilamente como Top 10 de 2025, mas ainda sinto falta de um refrão final para falar que estruturas foram abaladas aqui em casa. De qualquer forma, o mashup dessa música com “Big Baby Baby” do Dal Shabet é tranquilamente a melhor coisa do K-pop esse ano.

64º lugar — U-KNOW – Stretch

Sabe aquela farofa eletrônica sintetizada que todo mundo esperava que o aespa lançaria para seguir pavimentando tudo que foi construído em “Supernova” e “Whiplash” ano passado? Sabemos que não veio por elas, mas a SM saiu distribuindo para os seus medalhões como SUPER JUNIOR (!!!) e o U-KNOW do TVXQ, que serviu muito drama e performance nesse batidão mais tenso e super provocativo de “Stretch”, que tem esse refrão glorioso que me deixou super atraído por esse senhor. Um luxo que a NingNing poderia ter muito bem ter pegado para ela ao invés de topar lançar uma “Dirty Work”.

63º lugar — Girls² – Let Me Dance

O Girls² é um grupo que esperei ansiosamente pela LDH adotar a skin de novo E-Girls para elas lançarem umas farofas mais alinhadas com a minha playlist, e “Let Me Dance” é essa música. Quer dizer, não chega muito perto dos gloriosos hits que o E-Girls proporcionou para o electropop japonês, mas é algo que o atual f5ve lançaria e eu fiquei animado com isso. “Let Me Dance” é um farofão EDM simples, meio brat das ideias e que se valoriza da forma mais “camp” de gatinhas que só querem dançar num oontz oontz, fazendo dessa música algo super divertido e que me tira um sorriso do rosto depois de tentar fazer todos os passinhos do MV.

62º lugar — ITZY – Girls Will Be Girls

Acho cômico como o proclamado “pior ano do K-pop” rendeu o melhor ano para as músicas de quem você menos esperava música boa a essa altura do campeonato. Quer dizer, enquanto umas queridas estavam testando a fanbase com músicas questionáveis, tivemos o ITZY botando um batidão dance com um dedo no miami bass noventista, alterando o clichê “garotos serão garotos” para empoderar com “garotas sendo garotas” e ficou incrível. A JYP FINALMENTE acertou a mão nesse “Pop de atitude meio lacrativo” que tenta emplacar com o ITZY há anos e rendeu o melhor single delas desde “Wannabe”.

61º lugar — HYO – Yes

A anual farofa que a HYO desova no K-pop batendo ponto nessa lista, com “YES” sendo a mais crocante farofa de boate da ex-DJ até hoje. A HYO pegou bem o espírito de gostosa independente que tem 10 reais e um sonho de ser a coisa mais quente de Itaewon, botou um batidão EDM bem intenso para tocar e passa uns bons 3 minutos fervendo e cantando que é gostosa. “YES” é uma música que a HYO tem a obrigação de botar no pen drive se quiser voltar a forçar a skin de DJ e viajar pelos festivais de música eletrônica por aí em algum momento.

60º lugar — DAY – KOREMO

Mais um exemplo de como a derivação futurista do funk foi usada com muito êxito, temos essa DAY do girlgroup honconguês COLLAR abalando com um batidão pesado e intenso que me deixa todo rebolativo ouvindo. Ao mesmo tempo que “KOREMO” não é o caos que um habitual pancadão eletrônico mais grave costuma buscar (Seria ainda mais emblemática se o refrão abusasse desses graves, inclusive), a música tem uma intensidade peculiar e uma performance de mina legal demais para VOCÊ que arrebata qualquer um que ouve. 2025 foi o ano em que consegui colocar uma garota do NEPAL que está em um girlgroup de HONG KONG entre as melhores músicas do ano, obrigado por tudo K-pop.

59º lugar — IVE – Attitude

2025 não foi um ano que eu posso falar “Meu deus o IVE me deu uma razão para ser kpopper” como em outros anos, mas “Attitude” ainda rendeu muito na minha playlist. As Ava Max do K-pop entraram em ação com o sample de “Tom’s Diner” é delicioso, o refrão é ótimo (Ainda mais depois que acostuma com as “travadinhas” antes), a batida é uma delícia e eu me sinto muito patrícia ouvindo o batidão como um todo. Nada no IVE arrasa tanto quanto elas partindo para a coisa mais básica que um homossexual pode chamar de hino e “Attitude” prova isso.

58º lugar —Phuong Vy – SLAYDEE (feat. Mai Ngo)

“SLAYDEE” é uma daquelas músicas de empoderamento feminino e aceitação do próprio corpo que traz um instrumental arrasante para todas as bichas ficarem “yassssss mama slayyy”. Eu sei que serei arrebatado por um hino quando o tamborzão aparece numa música pop, e “SLAYDEE” não é diferente. E o refrão citando diversas artistas de corpos reais como Adele, Lizzo, Kelly Clarkson e Taylor Swift (É… relevem) é bem rápido, brega, intenso e dançante, do jeitinho que eu espero que seja uma farofa vietnamita.

57º lugar — Chung Ha – Stress

“Stress” pode não abalar placas bucetônicas de homossexuais como “I’m Ready” mas não adianta, a skin mulher viado é a melhor e mais aproveitável personalidade musical da Chung Ha. Sem a vergonha de assumir que queria a “Yes, And?” coreana, “Stress” diverte, encanta, entrega um housezão elegantérrimo e homossexual para toda a sigla sentir o corpo pedindo por um voguing, um carão e uma pose na pista de dança. A Chung Ha está extremamente confortável e feliz cantando essa música, que me lembra toda vez de pegar mais leve e ser gay sempre que possível.

56º lugar — Sunmi – Cynical

O 1º álbum da Sunmi é uma vitória para a cantora e todas as 5 mil pessoas que compraram o CD, e a faixa principal “Cynical” é boa de um jeito que só a Sunmi poderia fazer. Esse pop mais “alternativo” de música de fotolog, como uma produção que faz o suspense se tornar diversão e uma interpretação descolada que se torna encantadora. Tinha muito tempo que não me empolgava com um single da Sunmi, mas “Cynical” une muito bem a persona mais “fora da casinha” dela com um pop mais radiofônico para entregar um trabalho viciante.

7 comentários sobre “Year End 100: As melhores músicas de 2025 no pop asiático (Parte 3)

  1. Adorando ver que essas listas estão cada vez mais diversificadas mostrando o pop asiático ao invés de somente Kpop.
    O Douglas já fazia isso, porém agora está demonstrando ainda mais!

  2. Dougie aproveita que em breve estaremos começando o ano e faz um ranking das titles do infinite e do ab6ix acho que vc vai conseguir sobreviver a essa experiência

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