ALBUM REVIEW: EXO – REVERXE – The 8th Album

Acredito eu que “REVERXE” seja o grande lançamento de boygroup de K-pop nesse mês de janeiro na minha bolha. Quer dizer, teve o comeback do ENHYPEN que deve ter vendido bem mais, mas o conjunto de senhoras kpoppers que eu sigo não se importa com eles e comentou bem mais sobre o “REVERXE”, então encararei esse como o grande álbum de janeiro no K-pop. A faixa principal “Crown” não é a mais empolgante que já ouvi, mas a fama do EXO ter álbuns bons me fez ter curiosidade de ouvir esse comeback por completo e resenhar por aqui. E o resultado? Bem… o resultado é meio broxante para quem ficou 2 anos e meio sem um grande retorno:

Artista: EXO
Álbum: REVERXE – The 8th Album
Lançamento: 19/01/2026
Gravadora: SM Entertainment
Nota: 60/100

Posso estar sendo muito pretensioso falando isso sem conhecer a fundo a discografia do EXO, mas a sensação que me deu ouvindo o “REVERXE” é que faltou esforço. Sabe quando você ouve um álbum e pensa que qualquer pessoa poderia fazer? A gente sente isso MUITO ouvindo K-pop no geral, mas isso soa mais decepcionante quando estamos falando de um grupo de veteranos como o EXO, que não é qualquer um na indústria. Boa parte das músicas desse álbum parecem estender o sentimento de “Crown”: Músicas não brilhantes que já foram feitas na SM à exaustão.

O mal de boa parte desse álbum é que o EXO não é um grupo aclamado por sustentar uma atitude forte em versos mais agressivos e batidas hip-hop/trap marcantes, e eles tentam (e falham) muito no início do “REVERXE”. “Crown” é a SM tentando reviver a magia do comeback de meio TVXQ nesse meio EXO sem muito êxito, “Back It Up” é uma das piores músicas do EXO e “Crazy” morre com um refrão inexistente e um instrumental fraco. Então sabe-se lá COMO eles conseguiram uma faixa TÃO BOA quanto “Suffocate”, que explora batidas eletrônicas mais pesadas e uma performance mais cantada do EXO que é sempre bem melhor que quando eles tentam basear uma música em atitude.

Além de “Suffocate”, se destaca nesse álbum a sequência R&B do “REVERXE”, composta de “Moonlight Shadows”, “Back Pocket” e (espiritualmente) “Touch & Go”, reforça o gênero como a grande força do EXO como grupo. Nada é muito impressionante Até mesmo “I’m Home”, que sozinha não é nada demais, fica mais tocante como encerramento de um álbum com uma melodia que representa o fim de uma jornada. Mas quase todo o resto que é um grande MEH, partindo do single “Crown” e todas as tentativas de música dance com mais atitude que esse álbum propõe ter, e isso tira um pouco do brilho que a parte boa dessa tracklist tem. Existem coisas boas no “REVERXE”, mas o conjunto é tão “tanto faz” que nem o melhor dele me dá muita vontade de ouvir de novo.

“REVERXE” não é um grande momento na vida do EXO. Temos meio álbum bom e meio álbum esquecível, resultando num “REVERXE” mediano e nada especial, e a impressão que tenho é que ninguém por trás desse projeto se esforçou em ir além. Isso passa desde os momentos pré-lançamento e a esquisita decisão de deixar grandes vocalistas fora do comeback e chega no resultado final como um amontoado de músicas que estavam de bobeira na gaveta da SM há um tempo. O talento do EXO consegue dar algum brilho para o meio do álbum com UMA música ótima e um R&B que eles fazem muito bem mas, honestamente? Nada me faz pensar nesse álbum como algo essencial nem mesmo para os fãs do grupo.

Faixa a Faixa

“REVERXE” começa com “Crown”, que continua tão fraca quanto na época do lançamento. É uma música que mais pretende ser algo épico e emblemático para marcar o grande retorno do EXO no K-pop, com batidas trap aqui e acolá para dar mais personalidade a uma faixa dance que tenta ser apoteótica, mas o resultado final é chato demais igual a boa parte desses comebacks “grandiosos” da SM. Eu diria que é a “The Boys” do EXO, mas sem uma fanbase para defender essa como uma grande canção que nem fazem com o SNSD. “Back It Up” é ainda pior, pois sequer tem um ritmo minimamente cativante e soa como um monte de barulhos para gritar em um show num estádio mas que irritam no fone de ouvido e com um refrão especialmente tenebroso para coroar tudo. “Crazy” é melhorzinha com uma batida hip hop mais envolvente e uma performance carismática, mas é tão chata quanto e com um refrão igualmente fraco que nem o boost de potência que rola no final salva.

Com tanta faixa dance fraca, “Suffocate” fica ainda mais impressionante. Apostando numa mistura de batidas eletrônicas e vocais mais melódicos, com um refrão desacelerado mais intenso e ganchos mais sexy (O “suffocate me slow” é o auge do tesão nesse álbum), “Suffocate” brilha com a satisfação dos melhores vocalistas dessa formação em cantar uma faixa viva, com sintetizadores que dão gosto de ouvir. Já é uma das minhas faixas favoritas do EXO.

A segunda metade do álbum desacelera e dá um tom R&B para o álbum, acertando naquilo que o EXO já faz bem. “Moonlight Shadows” é um R&B mais sintetizado e ambiente que não é novidade na vida deles, mas ganha pontos pelo charme dos vocais do grupo. Acho que essa música seria melhor se buscasse uma melodia mais noturna e city pop, mas o produto final não deixa de ser prazeroso. “Back Pocket” é um R&B mais funky meio comum, mas carismático e que tem a melhor seção de rap do álbum. É uma música que também poderia mergulhar no espírito mais retrô invocando o new jack swing da 1st gen do K-pop mas, de novo, o produto é bom o suficiente para eu sentir o ritmo sem qualquer questionamento. “Touch & Go” é a melhor música depois de “Suffocate”, dando um ritmo pop mais colorido para uma faixa cantada como se fosse outro R&B noventista na vida do EXO. O refrão dessa é ótimo e dá um nível a mais para “Touch & Go” ser o grande destaque dessa 2ª parte do “REVERXE”.

O final do álbum é mais emotivo e chatinho, mas não é como se esperasse algo diferente. “Flatline” é um pop/rock lento e sentimental monótono demais para me importar e “I’m Home” é aquela cafonice meio natalina que resgata um pouco da magia invernal para fazer o público ouvir algo do EXO além de “The First Snow” em 2026, mas as duas músicas funcionam para mostrar a harmonia mais encantadora que o grupo consegue imprimir em faixas mais lentas, e dá um pouco da personalidade do EXO que ficou devendo em todo esse álbum (Especialmente em “I’m Home” que é um amorzinho para ouvir em dias mais frios).

Concluindo…

“REVERXE” é, definitivamente, um álbum. Se é um álbum do EXO ou de qualquer boygroup existente na SM? Fica aí a questão.

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3 comentários sobre “ALBUM REVIEW: EXO – REVERXE – The 8th Album

  1. Ficou clara a má intenção da SM em dar as piores title tracks engavetadas pra eles nesse lançamento

  2. dois reais no pix pra você ouvir pelo menos No Way Back, do ENHYPEN com a So!YoON, do álbum novo deles

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