Top Top.jpg: 10 artistas que fazem parte da versão asiática do “Khia Asylum”

Eu nunca fui atrás de saber o que raios era o “Khia Asylum” que bombou na internet até ser mais ou menos bombardeado com posts disso no Instagram. Se eu entendi direito: Basicamente, “Khia Asylum” é uma gíria de internet criada para reunir artistas em declínio e/ou flopados da indústria, que começou como uma piada dos fãs da Trumpicki MAGAnaj para zoar a rapper Khia mas acabou virando parte da cultura de stan pop. Até a Bebe Rexha já fez referência a esse meme, então deve ser algo bem relevante no nicho.

Inspirado nisso (E na total falta de coragem de ouvir o álbum do MISAMO para fazer review), o post de hoje é um Top Top.jpg especial para trazer a “versão asiática” do asilo Khia, com 10 artistas que experimentaram o sucesso em algum momento, mas acabaram caindo nesse asilo do flop, além de ser uma ótima forma de resgatar essas divas que acabaram sendo engolidas pelo tempo. Sem mais delongas, vamos ao post:

10º lugar — Park Bom

As carreiras solo do 2NE1 por si só já servem um festival no asilo Khia, mas a mais triste dessas com certeza é a da Park Bom pois, diferente de todas as outras, a comadre conheceu o sucesso de verdade com “You And I” e “Don’t Cry” sendo dois fenômenos de popularidade nos anos de 2010 e 2011. Dar uma carreira solo para ela seria o caminho natural das coisas, mas a YG (Sabe-se lá por quê) nunca deu continuidade a isso, e o escândalo dos remédios meio que afundou qualquer chance de carreira solo por lá, que só voltou anos depois pela D-Nation em 2018. Desde então, a Bom conseguiu lançar mais alguns singles e OSTs na Coreia, mas nada que chegasse perto do sucesso que ela fazia na época de integrante do 2NE1.

9º lugar — IVY

A década de 2000 no K-pop teve uma espécie de “limbo” entre os grupos da 1ª e 2ª geração, que foi preenchido com VÁRIAS solistas aspirantes a diva pop que tentaram embarcar na onda de divas coreanas que BoA e Lee Hyori estabeleceram no país. Algumas delas até conseguiram brilhar momentaneamente, como a cantora IVY que debutou em 2005 mas se tornou a queridinha do ano de 2007, com o mega sucesso do seu 2º álbum “A Sweet Moment” rendendo os dois maiores sucessos femininos do K-pop naquele ano: “If You’re gonna be like this” e o terror da Square Enix “Sonata Of Temptation”. O sucesso acabou se limitando a esse ano mesmo, e as tentativas seguintes não chegaram nem perto de consolidar a IVY como uma grande diva do K-pop. Seu último comeback foi com “I Dance” em 2013 e rolaram até algumas OSTs depois, mas o foco da cantora hoje é na carreira de atriz de musical.

8º lugar — JASMINE

Já no J-pop, os anos 2000 viveu uma ascensão do R&B/Hip-Hop liderada por Utada Hikaru e AI, que gerou uma série de cantoras que casualmente descolaram um ou outro hit para chamar de seu. A JASMINE é a menos relevante das citadas nesse post, mas tinha potencial para coisas melhores pelo seu single de estreia “Sad To Say” alcançar o Top 10 nos charts japoneses e um certificado de platina digital. Ela acabou não passando disso e não conseguiu emplacar nas vendas, mas a diva segue com sua carreira musical até hoje como artista independente e com uma série consistente de lançamentos, com o último sendo o single “RUN” em agosto de 2025.

7º lugar – Crystal Kay

Já a Crystal Kay é mais velha de guerra. Debutou em 1999 com o single “Eternal Memories” e viu sua carreira ascender em 2002 com o sucesso do single “Hard To Say” e do álbum “Almost Seventeen” garantindo seus primeiros lançamentos platinados no Japão. Isso perdurou por mais alguns anos e garantiu outros grandes sucessos como “Boyfriend -part II-” e o smash “Koi Ni Ochitara”, mas a popularidade foi caindo gradativamente e a Crystal Kay acabou se tornando uma grande figura dos anos 2000 no J-pop que não conseguiu manter sua popularidade depois disso. Isso não impede a Crystal Kay de seguir sua carreira musical, e recentemente ela comemorou 25 anos de carreira com a coletânea ALL TIME BEST.

6º lugar — Son Dambi

De todas as solistas lançadas para pegar carona ou bater de frente com a popularidade de BoA e Lee Hyori nos anos 2000, uma das que mais chegou perto (Pelo menos no final da década) foi Son Dambi. Debutando em 2007 com “Cry Eye” e lançando sucessos que ficaram na boca dos coreanos como “Queen”, “Crazy” e “Saturday Night”, a Son Dambi ganhou o título de “Dancing Queen” e foi daquelas artistas que, quem viveu, apostou nela como a nova grande diva do K-pop. Mas o timing foi cruel com a comadre: O auge dela ocorreu logo na época em que a indústria começava a focar mais nos grupos para vender o K-pop nacional e internacionalmente, e a Dambi acabou escanteada até dentro da própria Pledis. Depois de 4 anos de lançamentos, a Son Dambi saiu da Pledis para focar na carreira de atriz, com seu último trabalho musical sendo o single “Red Candle” em 2013.

5º lugar — Thelma Aoyama

Thelma Aoyama é o maior exemplo de One Hit Wonder no Japão. “Soba ni iru ne” foi um fenômeno no ano de 2008, vendendo quase 500 mil cópias físicas e se tornando a música mais baixada da história do Japão na época (Com certificado de Guinness Book e tudo que tem direito). Para se ter noção do sucesso, o segundo single físico mais vendido de uma cantora em 2008 no Japão foi o grande comeback da Namie Amuro com o “60s70s80s” com quase 200 mil cópias A MENOS. “Soba Ni Iru Ne” foi um fenômeno, mas não o tipo de fenômeno que consolidou a Thelma Aoyama como uma popular cantora japonesa, que teve um forte declínio em vendas após o platinado álbum de estreia “Diary”. A carreira da Thelma Aoyama segue bem ativa, entretanto, com o último álbum “EASY MODE” sendo lançado ano passado e os mais novos de guerra a reconhecendo como uma das juradas da temporada feminina do Produce 101 Japan.

4º lugar — Miliyah

Assim como a Thelma Aoyama, a Miliyah surgiu da leva de cantoras do J-R&B nos anos 2000 com Utada Hikaru sendo a grande inspiração para tentar carreira na música japonesa, mas foi mais bem sucedida. Debutando no ano de 2004, a cantora acumulou diversos hits #1 (Sendo mais conhecida pelas músicas “Aitai” e “Love Forever”) e álbuns platinados entre os anos de 2005 e 2011, além de ser a mais jovem artista a conseguir o topo da Oricon com uma coletânea. A carreira da Miliyah QUASE aconteceu pra valer, mas não teve fôlego para sobreviver a onda J-idol dos anos 2010 e a nova leva de solistas liderada por Kana Nishino, e gradativamente foi perdendo popularidade e vendas desde então. Mesmo assim, a carreira da Miliyah segue firme e, recentemente, anunciou seu 13º álbum “Velvet Grace” para o dia 18 de março.

3º lugar — Seo In Young

A Seo In Young foi integrante da fase de ouro do girlgroup Jewelry, que deixou sua marca nos anos 2000 com grandes hits da indústria do K-pop como “Superstar” e “One More Time”. Em 2007 ela partiu para uma carreira solo e conseguiu alguns hits como “Cinderella”, “Written As Love, Sung As Pain” e “Anymore”, além de ganhar o status de fashion icon na indústria. Mas, no auge da Lee Hyori e BoA, a ascensão da 2ª geração de girlgroups e um ou outro escândalo envolvendo maus tratos a trabalhadores, Seo In Young foi nunca teve um grande hit que a consolidasse como artista solo. Depois de duas passagens na Star Empire e uma empreitada como artista independente, Seo In Young hoje é agenciada pela SW Entertainment e um novo lançamento foi prometido para o ano passado, mas não aconteceu e o último comeback dela foi feito em 2018 com o single “Believe Me”.

2º lugar — Che’nelle

A última da leva de apostas japonesas para aproveitar a era de ouro das grandes solistas dos anos 2000, a cantora malásia-australiana Che’nelle debutou em 2007 mas só foi conhecer o sucesso em 2011, com o cover de “Baby I Love You” botando a querida no mapa das solistas emergentes do J-pop e abrindo caminho para lançar um dos maiores hits de 2012 “Believe”, além de outros 2 hits para a cantora: “Happiness” e “Destiny”. O sucesso durou uns 3 anos e rendeu 2 discos de platina no Japão, mas não durou muito com a queda das solistas R&B na cena japonesa. O último álbum da Che’nelle foi lançado em 2017 e ela passou uns bons anos longe do J-pop, mas em 2023 ela assinou contrato com a avex trax e casualmente lança um single por ano desde então.

1° lugar – Ailee

Quem viveu o ano de 2012 no K-pop sabe o quanto apostaram na Ailee como A grande nova promessa do K-pop. Com um vozeirão de dar inveja a qualquer uma e destaque com sua participação na trilha sonora do drama Dream High, muita gente apelidou a gata como a Beyoncé do K-pop e apostava uma carreira muito bem sucedida na indústria. Isso até aconteceu por uns 2 ou 3 anos com a Ailee garantindo hits tanto em parcerias como solo com “Heaven”, I’ll Show You” e “U&I”, além de “I Will Go to You Like the First Snow” que é uma das OSTs mais populares da história da Coreia, mas o gerenciamento da YMC não foi capaz de consolidar e sustentar a carreira dela por um longo tempo (Além do escândalo de nudes vazado por um dos redatores do Allkpop que reverberou bem na internet também). Hoje a Ailee segue ativa como cantora, com o último lançamento sendo o EP “(Me)moir” em março de 2025, e também é jurada no programa caça talentos Veiled Cup. Prometeram a Beyoncé do K-pop, receberam a Christina Aguilera deles.

2 comentários sobre “Top Top.jpg: 10 artistas que fazem parte da versão asiática do “Khia Asylum”

  1. Sinto que a Coreia desistiu de emplacar uma solista nos moldes de diva pop e com o enterro do sexy concept, não tinha mais espaço na indústria pra essas queridas, ou virava artista de balada ou flopava. Off topic, mas Dougie, não querendo ser chata e militante, mas não acho legal comentar sobre o escândalo da Ailee com allkpop, a mulher tá casada e falando abertamente sobre as dificuldades de engravidar, essa página virou faz muito tempo.

  2. Jamais perdoarei a Coreia por não dá o destaque e sucesso para Ailee e pra Shannon Willians. As duas tinham um vozeirão e foram esquecidas no churrasco.

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