A Yenamania está com tudo entre as cacuras do K-pop, dançando “Catch Catch” como se fosse o último K-pop bom do mundo e relembrando algumas pérolas de décadas passadas que marcaram a vida dos ggstans entusiastas da 2ª geração da indústria. Uma dessas pérolas é o Orange Caramel, que os mais velhos de guerra sempre usam de exemplo para falar como o K-pop era mais divertido e criativo antes com trabalhos como a icônica “My Copycat”:
Para quem não lembra/sabe, o Orange Caramel surgiu como a sub-unit fofinha do After School, colocando as novatas da época Nana, Raina e Lizzy para lançar trabalhos mais lúdicos e aegyo em contraste com os trabalhos mais fierce e dramáticos que o grupo principal andava fazendo. Começou como um conto de fadas leve nos primeiros singles e, conforme o tempo passava e a sub-unit fazia sucesso, o conceito foi evoluindo para algo mais costume e camp-y que, por algum motivo, começou a fazer mais sucesso que o After School e virou prioridade dentro da Pledis do velho testamento.
“My Copycat” foi o último comeback do Orange Caramel, e apostou num som ítalo disco quanto a grande música do grupo “Catallena”, mas com uma execução eletrônica mais bouncy em comparação, para soar propositalmente esquisito até dar a volta e não sair mais da sua cabeça. A parte eletrônica é uma referência não tão distante assim de “Mi Mi Mi” das SEREBRO (Que virou um sinônimo de EDM quirky da década passada), mas o instrumental se reinventa o suficiente para ter a personalidade e o carisma do Orange Caramel.
O K-pop tinha dessas de saber como pegar uma demo europeia/americana e dar “cara de K-pop”, algo que muito kpopper mais velho e/ou ex-kpopper sente falta de ouvir nos lançamentos atuais. Nem sempre os produtores coreanos tinham cara de saber como, mas davam um jeito. “My Copycat” aposta nos vocais mais agudos e fofos, um instrumental chiclete e refrão sing along, com a vibração cativante do Orange Caramel. Não é a melhor música delas, mas isso só mostra o quão alto é o nível dos trabalhos mais legais do grupo.
O principal trunfo de “My Copycat” é visual, especialmente no MV. Usando brincadeiras como Jogo dos Erros e Onde Esta o Wally? em sua execução, “My Copycat” é um dos auges dos vídeos interativos na música pop. A premissa é simples: Siga as meninas, brinque com elas, se divirta com o grupo. E são desafios reais, que você pode pausar cada um e sair caçando as integrantes no meio da multidão ou os erros em cada quadro individual. Esse tipo de coisa prende qualquer um que assiste, e você acaba hiperfocando em resolver todos eles. Eu mesmo passei um bom tempo brincando nesse MV na época que saiu, e por isso acho ele um dos mais memoráveis do K-pop.
Se “My Copycat” fosse lançada agora, com certeza teria um buzz nas redes sociais pela sua coreografia fácil de aprender e colar nos TikToks da vida, pelo MV interativo e pelos ganchos chicletes que a música proporciona. Como foi lançada em 2014, sofreu boicote dos próprios fãs do After School por conta da Pledis focar mais na sub-unit que no grupo completo, resultando no flop do lançamento e no fim das atividades de todo o After School. É uma pena, mas é legal ver que a música virou uma espécie de “clássico cult” na fanbase. A música é boa, e o K-pop fica bem divertido e colorido ouvindo ela (Assim como tudo do Orange Caramel).
Impressionante como o ponto mais alto da carreira das PRISTIN foi esse clipe.