Soyou quer que você saiba que a Hyolyn não é a única ex-SISTAR trabalhando com música em “See Through” e “Girl”

Quando se fala de ex-SISTAR, todo mundo pensa automaticamente na Hyolyn. Uma das grandes negonas da 2nd gen do K-pop, a gata se mantém com relevância na fanbase lançando singles de R&B mais sexy para pagar calcinha num estúdio fechado ou singles de verão para pagar calcinha na praia. Mas ela não é a única ex-SISTAR que está aí tentando a sorte na música coreana, sabia? A Soyou também está na ativa e, mesmo de forma mais discreta com o povão, chamou a minha atenção desde que foi parar nessa MAGIC STRAWBERRY SOUND e abalou a minha playlist de 2025 com o hino “PDA”.

Hoje, a Soyou lançou seu TERCEIRO mini álbum (!!! Tive até que dar uma olhada no perfil dela na apple music para saber quais eram os outros dois) “Off Hours”, com “See Through” e “Girl” sendo os singles principais desse comeback:

A música de pré-lançamento desse EP, “See Through”, é ótima. Ela não é o tipo de música que impacta logo no primeiro play mas é o tipo de R&B mais sintetizado que você deixa ali no repeat e se torna um som delicioso para acompanhar sua noite. É sexy, tem uma melodia hipnótica, os momentos mais sussurrados da música são deliciosos e cheio de tesão enquanto os momentos mais vocais dão a elevada perfeita para o refrão ser encantador e exuberante. É a Soyou se deixando levar pelo instinto, e o instinto aqui é o tesão.

Gosto muito do brilho nos sintetizadores de “See Through”, e acho que combina muito bem com uma playlist mais introspectiva onde é só você, um vinho, a noite de sexta e sua imaginação. Eu sinto a vibe, o som mais leve e a Soyou servindo um vocal hipnótico, que me deixa levemente arrepiado quando ela canta mais “próximo ao ouvido”. É o tipo de conceito sexy mais moderno, que não descamba exatamente para um lado mais rampeiro mas ainda exala um tom mais íntimo e needy. Se o Jaden Jeong ainda fosse aquela mente de 10 anos atrás que pariu o Loona, “See Through” seria tranquilamente o single solo de uma Kim Lip ou Olivia Hye hoje em dia.

Já o single principal “Girl” eu achei mais mediano e cara de “Taylor Swift fazendo synthpop”, o que definitivamente NÃO é algo que quero associar enquanto eu ouço uma música (mas tem uma galera que daria bilhões de streams se fosse a loirinha lançando). A atitude “not cool” e interpretação mais instigante da Soyou são os grandes destaques da música, pois é uma direção mais incomum e combinou perfeitamente com ela, mas acho que o instrumental ficou meio termo demais para acompanhá-la. Entendo a ideia de música mais lenta e “indie” para relaxar o ouvinte depois de um dia duro, mas eu ouço a Soyou em plena catarse e leve euforia de uma mulher de trabalho pronta para ter o fim de semana da sua vida em cima de um instrumental que não bota a pressão necessária.

A guitarra aqui poderia ser mais rasgada e rockish, o synth poderia ser mais expressivo e dar o tom de synthpop mais sexy, as batidas poderiam ser levemente mais intensas… Qualquer coisa que deixasse a música menos contida já faria maravilhas para “Girl” não soar uma música propositalmente 7/10 e, por mais que eu goste da Soyou performando, eu não acho que ela eleva a música para outro nível. “Girl” é simpática e eu tenho o coração aberto para essa nova fase da Soyou a ponto de dar mais chances para a música crescer em mim mas, por enquanto, estarei fingindo que “See Through” é o single desse comeback.

De qualquer forma, ambas as músicas constroem uma direção artística bem interessante para a Soyou. Ou que, pelo menos, prende a atenção o suficiente para ela não se perder no limbo de ex-integrantes de girlgroups de K-pop (Uma vitória para qualquer gata que não era “a principal” em seus tempos de girlgroup). Essa nova gravadora e esse novo rosto de filha da Uhm Jung Hwa está fazendo muito bem para ela e o potencial para criar músicas ainda mais marcantes (Especialmente no escopo R&B atual) é muito grande. Espero que “Some” ainda renda uns trocados para a Soyou conseguir manter a carreira, pois espero muita coisa vindo dela ainda.

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