Tem duas ex-quase KATSEYE bombando nas bolhas de internet que acham o grupo uma das maiores atrocidades do pop recente

Estamos em época de single novo do KATSEYE e da eterna discussão se elas são ou não a maior bomba lançada na música pop atual. Junto a isso, a internet costuma descobrir o que as que não entraram no grupo andam fazendo só para falar “Nossa, AINDA BEM que elas não entraram no KATSEYE” e similares, principalmente quando elas estão desovando umas faixas pop bem palatáveis para o público viralizar, como é o caso do novo single da Adéla “KGB” e da internet descobrindo que a Karlee segue na música com “Right Back!”. Se você também quer garantir aquele viral safado para descer o sarrafo nas vencedoras do Dream Academy enquanto divulgam as derrotadas do programa, segue aqui nesse post:

A Adéla já é uma querida mais velha de guerra da fanbase por conta do EP “The Provocateur” servir muito do que os gays querem ouvir de uma diva pop nesse revival do eletropop. É provocante, é intenso, é feito para as pistas de dança e fez uma galera aclamar a garota como se fosse o futuro do pop. E é nesse ritmo que se mantém interessante para os homossexuais e adjacentes com seu novo single “KGB”, que ela teve que explicar que NÃO é uma música que apoia as ações do governo russo porque ela sabe o público que tem. É um single que fala sobre as ambições dela como artista e o que ela faz para isso, e ela achou que associar com o serviço de espionagem soviético fazia sentido aqui.

No caso, “KGB” tem esse nome porque é a Adéla comparando a intensidade e exigência do treinamento que ela teve para virar artista na Coreia com os treinamentos e trabalho de espionagem da KGB na União Soviética, tudo isso enquanto um frenético batidão sintetizado com influências house infecta o ouvinte dos versos ao refrão. “KGB” poderia se perder no mar de farofas eletrônicas que pipocam no meu instagram, mas ela ganha muitos pontos pela performance sem vergonha e polimento, que dá todo um charme mais sujo para o conjunto. Músicas que contam experiências pessoais não precisam ser as mais sensíveis e vulneráveis do mundo, e a Adéla servindo uma KG BITCH e entregando os hits de diva pop peituda é um exemplo disso.

No geral, vejo a Adéla como uma mistura e evolução de Ava Max com Luísa Sonza: Ela sabe ser uma gostosa que flerta com uma imagem mais controversa, enquanto serve o pop para a pista de dança que os gays querem ouvir. Não reinventa a roda da música em nenhum momento, mas “KGB” entrega o pop sintetizado e artificial que faz qualquer homossexual transcender (Especialmente no refrão). Ainda não vejo a Adéla como uma grande aposta para uma lenda do pop, mas é bem divertido ver o que ela anda fazendo para alcançar esse status.

Já a Karlee (Que tem o particularmente hilário nome artístico KARLEE GIRL) virou, recentemente, a grande VIBE do twitter por conta do seu mais recente single “Right Back!”. Se eu me lembro bem, tudo começou como uma piada da rede social pelo refrão meio corny e a produção mais baixa renda de uma música da Tinashe e aí, como 90% das coisas lá, a pequena ironia com uma música questionável virou algo sério e as pessoas passaram a aclamar não ironicamente e ganhar vários virais sobre como ela deu sorte em não ter debutado no KATSEYE. Felizmente para ela, os virais viraram streams, e “Right Back!” passou a conseguir 200 mil streams diários e rapidamente virou a música mais escutada da Karlee Garota.

A música em si é realmente o bucetésimo trabalho que poderia estar na discografia da Tinashe e acabou caindo no colo de qualquer aspirante a gostosa do pop/R&B. O corte viral é tosco mesmo, mas o resto da música é fiel a fórmula, mesmo que metade dela seja uns gemidos, uns “Eh! Oh!” e nossa Garota repetindo “Right Back!” a exaustão. E isso, no conjunto da obra, é meio catchy sim. É tudo meio simples, meio “gatinha independente vivendo uma fantasia de diva pop” e nem se deram trabalho de ligar a churrasqueira para fingir que a Karlee está assando alguma coisa, mas é tudo feito de coração e é bem fácil de apreciar.

“Right Back!” é uma faixa bem comum e inofensiva que sai toda semana na música pop, o que não quer dizer que é ruim. Quer dizer, não é algo que eu faça questão de ouvir na minha playlist, mas também não vou deixar de fazer o quadradinho mais travado da minha vida se não tocar esses “Right back! back! back! back!” no aleatório por algum motivo. E a Karlee deu seu jeito de fazer a música grudar na cabeça de uma galera aí, mesmo que tenha começado pelos motivos errados. Para uma artista independente qualquer viral é viral, e a bolha twitteira pelo menos está caçando a música para ouvir.

5 comentários sobre “Tem duas ex-quase KATSEYE bombando nas bolhas de internet que acham o grupo uma das maiores atrocidades do pop recente

  1. Acho que o meme da Karlee tbm é por ela estar querendo ser negra so bad nesse clipe de right back

  2. O downfall do katseye aconteceu bem mais rápido do que eu esperava, mas nao adianta nada elas serem super criticadas pelo publico e o povo continuar colocando as musicas dessas patas no topo dos charts. Quando gnarly lançou eu lembro que tinham vários virais falando mal horrores da música, que a letra n fazia sentido, que tava tudo uma bosta etc, mas dps essa música e a coreografia tava fazendo um sucesso estrondoso e quando foi ver tava todo mundo cantando “HOTTIE HOTTIE LIKE A BAG OF TAKIS IM THE SHIT” E agora ta acontecendo a mesma coisa com a pavorosa Pinky Up. Daqui a pouco a hybe faz o pix e seremos obrigados a ver essas 6 (agora 5) meninas apresentando esse Scat nos palcos do VMA ou alguma coisa do tipo. Enfim, chegou em um ponto que a Hybe só tá mantendo esse grupo por puro ragebait e o que me dá ódio é que isso funciona. A estratégia de lançar músicas obviamente horríveis mas cativantes e fortes é definitivamente uma escolha proposital até pq podem até criticar mas de qualquer jeito elas tão ganhando buzz. Sobre a Kaylee, achei uma diva, tudo bem que a música dela facilmente é um descarte da Saweetie lá de 2020 e chega a ser um pouco micoso acompanhar alguns trechos da música mas anyways RIGHT BACK RIGHT BACK HEY!

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