Enquanto a MYSTIC resolve o rolê de roubar trabalho dos outros, Billlie bota os homossexuais para trabalhar com “WORK”

Tem um tempo que a gente não ouve falar de um comeback do Billlie. Tivemos um single “cloud palace” lançado há alguns meses mas, como o nome ~false awakening~ da música diz, era um alarme falso só para notificar que elas estavam vivas mesmo. Mas agora elas estão de volta pra valer com o 1º full album “the collective soul and unconscious: chapter two”, que será lançado no dia 6. Antes disso, tivemos o lançamento da performance de uma músicas do álbum “WORK”, que está me fazendo trabalhar nesse dia do trabalho ao invés de gastar meu dia maratonando o anime gay do Nakamura lá:

Billlie é, oficialmente, mais um girlgroup a aderir a vida das boates e lançar música para os gays. Quer dizer, elas meio que já fizeram isso com o moonset mix de “cloud palace” mais cedo esse ano, mas a música é mais ambiente, para você sentir a vibe e transcender de forma mais introspectiva. “Work”, por outro lado, já é mais expressiva, dançante e perfeita para as pistas de dança homossexuais, com gays batendo leque a cada batida que essa música possui. Quando elas metem na intro “All my girls… come on!”, eu já imagino as garotas assim

ENFIM.

“WORK” é tudo que você espera de uma club track mais elegante e mirando o house: O batidão é impactante, a performance é mais agressiva, os frases soltas servindo de gancho são muito efetivas e os “work work work work” fazem você work work work work com muito carão e close na pista de dança. “WORK” também é o grande momento da carreira da rap line do Billlie, pois Moon Sua e Siyoon estão melhores do que nunca aqui (Nem na música da sub-unit só com elas está tão bom quanto em “WORK”), e o refrão merece todas as giras elogiosas do pajubá possíveis. “WORK” é uma música bem divertida, e só é uma pena que a música não esteja no streaming para eu colocar na playlist mais gay básica que tocará no meu quarto hoje com as novas da Gaga e da Madonna.

Se quase dois anos sem um comeback oficial deram uma esfriada nos ânimos dos fãs e simpatizantes do Billlie, “WORK” certamente reacende a chama e as expectativas para esse comeback. A MYSTIC parece estar empenhada em emplaca essa persona club/DJ para esse retorno do grupo, esse pré-lançamento está um arraso e os remixes das prévias estão um luxo. Estou super animado para o 1º full album das comadres, e quero acreditar que a minha vida jamais será a mesma depois de ouvir o single “ZAP” no próximo dia 6.

Só é uma pena que esse comeback esteja sendo meio ofuscado pelas notícias de roubo de propriedade envolvendo um dos teasers que usou inteligência artificial com base na animação francesa “Niccolo”, no que acredito que seja o escândalo mais turbulento envolvendo uso de IA generativa no K-pop até aqui. Isso chegou nos criadores da animação, todo mundo está metendo o pau nisso e a última atualização é que a GOBELINS Paris (Escola de animação onde foi criada “Niccolo”) entrará com medidas legais quanto ao caso. Triste que essa lambança esteja acontecendo no comeback mais importante da carreira do Billlie (E não seria surpreendente se esse lançamento de “WORK” não fosse uma espécie de “cortina de fumaça” para cobrir tudo isso) mas, pelo menos a galera está evitando descer o pau no grupo e tacar fogo na cara de pau da MYSTIC (que ainda não deletou esse teaser)

3 comentários sobre “Enquanto a MYSTIC resolve o rolê de roubar trabalho dos outros, Billlie bota os homossexuais para trabalhar com “WORK”

  1. meu principal critério pra comentar os recentes comebacks dos ggs é lembrar do que escutávamos ano passado antes da explosão eletrônica no k-pop. dito isso, música do ano

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