Falta pilha e sobra nostalgia no novo single japonês do izna “DUMB HOT!”

Depois que conquistar corações com a excelente “Metronome” e fazer umas 50 pessoas do twitter gritarem que essa música é um dos melhores K-pops do ano (Porque a Coreia mesmo ignorou horrivelmente esse comeback), o izna voou de volta para o Japão para lançar seu primeiro EP japonês “HANDLE WITH CARE”. E ao invés de só requentar em versão japonesa algum dos flops coreanos, o izna optou por gravar a original japonesa “DUMB HOT!” e lançar o MV hoje, para servir de single promocional junto com o lançamento do EP:

O que mais gostei de “DUMB HOT!” foi a forma mais pura e noventista do Atlanta Bass que automaticamente me levou para o final dos anos 90, onde os MCs tinham um batidão funk super inspirado no atlanta/miami bass e um sonho para acontecer nas favelas e programas da Xuxa. Se botasse um tamborzão e descolasse um sample safado de música pop, “DUMB HOT!” seria mais “brazilian funk” do que 97% dos “brazilian funk” que o K-pop desovou recentemente, e isso seria lindo.

Já o que eu menos gostei foi… Bem, todo o resto. A energia está MUITO baixa para manter a ideia de faixa etérea e inocente, não dando nada para o refrão poder se destacar do resto da música, por exemplo. A produção de “DUMB HOT!” é um grande “vem aí” até você perceber que “não vem nada aí” enquanto a música luta para ter 2 minutos e 20 de duração. Há uma boa intenção nesse single e o resultado final é fofo, mas pouco expressivo e sem qualquer momento mais marcante para dar aquela vontade de ouvir de novo. Daí, não tem nada muito comentável sobre a música, que você pode deixar de fundo fazendo qualquer outra coisa que vai passar e você nem se preocupará em saber quem estava cantando.

“DUMB HOT!” entra para a enorme lista de músicas japonesas lançadas por grupos de K-pop que não tem nem 1/3 do empenho dos trabalhos coreanos. Não dura muito tempo, não tem muita coisa a dizer e não será a favorita de ninguém no fim do dia. PORÉM, a sensação nostálgica que “DUMB HOT!” me despertou foi bem gostosa, então posso dizer que teve algo positivo na minha experiência e não só lamentar pelo potencial desperdiçado numa música que se esforça muito em ser clean. O jeito é esperar o próximo comeback coreano e torcer para que, pelo menos, elas consigam manter o nível de “Metronome”.

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