Já falei há algumas semanas sobre o FANOMENON, projeto que une as quatro principais empresas de entretenimento sul coreanas (SM, JYP, YG e HYBE) para promover um festival nos moldes do Coachella, mas nada havia sido oficializado até ontem, quando o Comitê de Intercâmbio da Cultura Popular realizou uma coletiva de imprensa para formalizar tudo isso. Com a apresentação dos co-presidentes do comitê Choi Hwi Young e o JYPapi, o FANOMENON será um evento de 11 dias que contará com apresentações, centros de cultura coreana e uma premiação para fãs no final de 2027.
O projeto FANOMENON tem dois pilares: O festival de música e a premiação de fandoms. O festival de música se propõe em ser o “Coachella coreano” com seis dias de evento em 2 finais de semana entre os dias 2 e 12 de dezembro, e planeja passar por várias cidades ao redor do mundo, começando por Los Angeles em maio de 2028. O evento não consistirá apenas de artistas coreanos, e artistas internacionais já foram convidados para participar da 1ª edição, mostrando que a ideia é, basicamente, engrandecer e exportar um festival deles ao invés de receber festivais de fora, como o WATERBOMB já faz pela Ásia e o Rock In Rio consegue no Brasil.
Entre esses dias acontecerá o “Fandom Awards”, que premiará os 10 fandoms mais influentes do K-pop, e os ídolos subirão no palco para receber os prêmios em nome dos fãs. Isso é uma forma atual de integrar os fãs de forma mais ativa na indústria e na relação com os ídolos, destacando e tornando eles protagonistas. Recentemente foi anunciado o Fandom Stage, programa do canal Pixid no YouTube onde representantes de 10 fandoms vão sair no tapa (Ou coisa do tipo) para definir qual é o melhor, e também temos modelos de gerenciamento onde os fãs contribuem e ganham poder de decisão na carreira de idols, como o que acontece com os grupos da MODHAUS.
Deus queira que isso tenha legenda pois a farofada parece ser deliciosa
O FANOMENON mostra que o K-pop AINDA é um soft power poderosíssimo para a Coreia do Sul, mesmo que não tenha surgido um fenômeno com o povão no mesmo nível de BTS e BLACKPINK e a indústria pareça estar estagnada. É uma coisa boa para eles e é uma aposta bem segura de turismo para o governo sul coreano (K-pop ainda é algo muito quente na Ásia e deve atrair muito turista do continente para eles). Acho bem complicado um negócio desses vir no Brasil, mas deus queira que minha carreira como influencer mais quente do Grajaú tenha emplacado até o ano que vem a ponto de ser convidado para viajar para a Coreia do Sul e vivenciar esse evento sul coreano na Coreia do Sul enquanto como um Kimbap coreano e assisto um aespa coreano no palco.