BTS não muda vidas com “ON”, mas ainda rende um popzinho básico que diverte por um tempo

A última review que eu fiz do BTS no blog gerou uma repercussão positiva entre os armys que amaram e compartilharam o post de Black Swan como se não houvesse amanhã mesmo que, na prática, eu não tenha feito uma review do single deles. Isso me fez pensar em repetir a piada com o comeback oficial do grupo, mas como não lembrei de nenhum grupo lançando um single chamado “ON” no K-pop vou ter que comentar a música deles mesmo:

Eu quase soltei uma gostosa gargalhada no efeito que botaram nas vozes dos dois primeiros carinhas de tão estranho que ficou ouvindo isso de primeira, e achei que a música toda ia seguir essa linha de vocais estranhamente processados mas aparentemente só foi nesses dois mesmo (Quando o RM abre a boca a coisa “volta ao normal”). A música quase me lembrou aquela Só Dá Tu da Bebe Rexha (Não acho que seja parecido, btw, só lembrei dos “Oh na na na” dela no primeiro “Oh na na na” deles e aí o resto da música foi se encaixando na minha mente), o que reforça a contínua missão do BTS em lançar músicas que bateriam ponto numa playlist da Jovem Pan em 2016 (Antes da programação da rádio virar um grande palco pra maluco bater palma pro governo). “ON” tem pontos (um pouco) altos no refrão que é legal e os “Oh na na na” realmente grudam, e (um pouco) baixos no resto da música que é basicona demais e não tem muito a oferecer ou empolgar algum não-army, tem um break aleatório e dispensável mas, no fim do dia, fica aquela coisa mediana que não mudou minha vida mas também não me ofendeu. Quer dizer, eles tem coisa melhor no catálogo, mas também tem coisa BEM pior então estamos no lucro.

Normalmente eu costumo gostar dessas coisas menos inventivas do BTS, e eu ainda acho que “Boy With Luv” é o melhor single deles desde essa explosão global do grupo justamente por não conceitualizar demais e focar apenas em entregar um pop redondinho sem ser cansativo demais. Com “ON” isso não colou tanto assim, mas ainda deu pra divertir nos primeiros 10 minutos ouvindo isso (Só que eu sou uma véia safada e amarguíssima pra boygroups,  quem tem mais paciência com eles deve curtir mais essa música). O MV oficial só sai no dia 28 e esse vídeo aí é, basicamente, um dance version de luxo com uma banda no fundo pra garantir aquele flood de views pesado de comeback, o que é uma estratégia bem esperta para um grupo que garante 20 milhões de visualizações em algumas horas por qualquer merda que lance no YouTube (Tem quem vá tentar caçar um conceito por trás, eu já acho que eles só curtiram a performance de Decalcomanie no Queendom e resolveram fazer algo parecido), mas duvido muito que consiga levar a música pra outro nível.


Hidden gem: Comme des Garçons (Like The Boys) [Brabo Remix]

Essa parte do post eu uso normalmente para recomendar alguma album track ótima que costuma ficar perdida em um álbum de K-pop, mas até agora eu não tive coragem de ouvir esse álbum de VINTE faixas aí (Sei que uma parte dele foi lançada ano passado com o Persona mas mesmo assim). Para compensar esse descaso, no entanto, deixo aí o remix de Comme Des Garçons da Rina•Sawa•yama e Pabllo•Vi•ttar que também foi lançado hoje e já é o maior ato a favor das relações internacionais desse país no atual governo. O remix não é melhor que a música original e a Pabllo canta sozinha por uns 10 segundos nele, mas ainda é um ótimo farofão que mostra que a Rina Sawayama é, realmente, o futuro da música pop (E provavelmente é melhor que tudo que o 7 tem a oferecer).

10 comentários em “BTS não muda vidas com “ON”, mas ainda rende um popzinho básico que diverte por um tempo”

  1. Eu queria q eles tirassem essa mania de autotune da cabeça, mas n sei se vai acontecer tão cedo né…

    As b-sides são a maioria solo ou em unit. Gostei de Filter (solo do Jimin) e Louder Than Bombs (negócio produzido pelo Troy Sivan) principalmente. Ugh é um prato cheio também pra quem gosta de rap.

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      1. N sei. Eles não costumavam fazer isso antes, e os vocalistas eram piores ainda no passado. O Suga gosta de usar autotune aqui e ali tbm, então talvez ele tenha alguma coisa a ver com isso.

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        1. Mesmo assim, o autotune que colocam faz minha cabeça doer principalmente com a voz do jimin e olha que mesmo achando ele um péssimo vocalista, o solo dele em wings é meu favorito só isso mesmo

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  2. o solo do jin (moon) é bom e a outro : ego cantada pelo j-hope é muito boa também. bts tem um histórico de fazer umas outros muito legais, a do wings é sensacional

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  3. migo nada contra o grupo etc (e já fui muito stan de bgroups sim, mas aposentei nisso GLÓRIA) mas nossa qualquer coisas que machos nesta indústria solta acho um porre, mesmo que seja acima da média (o que não é o caso aqui) e o único que lembrei que tinha “on” alguma coisa era o vixx…..

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  4. digo isso como alguém que GOSTA do grupo: você até que pegou leve (só parei de detestar o que tava ouvindo lá pelo vigésimo repeat). e, falando de músicas que bateriam ponto na playlist da Jovem Pan em 2016, também temos filter, my time, 00:00, inner child e moon AKA as músicas da vocal line no álbum! mas, ao contrário de você, eu não sei se considero isso como algo ruim.

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  5. Esse album é de longe um dos mais “autotunados” do mundo, perdendo apenas para qualquer arroto que a Charli XCX soltar por ai. Me prestei a ouvir esse album apenas porque estava indo para o médico e quis dar esmola de streams pelo meu Spotify Premium a qualquer grupo genérico com fama por aí, e o escolhido foi eles.

    On é o principal armamento nuclear usado pela Coreia do Sul, tanto aquele drop horrendo do refrão até aquela parte final que me deixa com dor de ouvidos fazendo-me até pular a track. Os vocais com autotune servem apenas para esconder o desafino do mano Jimin e deixar o Modelo Nº1 com uma voz mais calma, já que o solo dele é literalmente eu com um ovo na boca. Eles nunca decepcionam no rap mas o único trecho de rap que eu lembro da música é o no líder, de resto tanto fez quanto tanto faz.

    No geral a música é ruim, mas como as fãs engolem qualquer fiasco em formato de áudio dos tidinhos, quem sou eu para falar né?

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