Dahye invoca a su mejor personalidad latina para honrar a Uhm Jung Hwa en “Poison”

A ex-BESTie que não chegou a ser ex-EXID Dahye fez o seu debut solo nesse fim de semana com “Poison”. A música é um remake de “Poison”, lançada em 1998 pela Uhm Jung Hwa pelo lendário “Invitation” e uma das faixas assinatura da cantora, então a responsabilidade em cima da Dahye era grande, afinal ela está mexendo em uma das maiores músicas da maior cantora da Coreia. Mas, no fim, acho que ela mandou bem:

Na música original, a Uhm Jung Hwa canta em cima de instrumental dance com fortes influências trot. Já a Dahye optou por modernizar a música seguindo a trend latina do K-pop, botando umas latinidades, umas linhas em espanhol e jogando pras cabeças. Acho que o pessoal mais purista pode chiar um pouco pelo fato dela ter tirado todas as referências tradicionais coreanas para tacar um pop latino safado na música, mas não é como se a Dahye tivesse algo a perder também. Além disso, as referências latinas dessa nova versão não me soam como o que a trend de 2020 vem oferecendo. Explicando melhor: Não parece uma música de K-pop pegando alguns samples latinos em 2020, mas sim uma música de K-pop pegando alguns samples latinos em 2010~2012.

Exemplo de música latinocoreana no início da década

“Poison”, na versão da Dahye, ainda soa como uma música velha, mas talvez não fosse a intenção desse debut soar como algo velho. Isso deixa a música menos gostosa de ouvir? Muito pelo contrário, mas se você está esperando o 666º reggaeton estourando nessa música, talvez você se surpreenda um pouco ouvindo.

A Dahye conseguiu trazer nesse remake uma visão (nem tão) nova da mesma trend latina que muita gente já está cansada de ouvir no K-pop, e depende muito do quão saturado você está disso para curtir ou não a música. Mas levando em conta que a) A música original também não é algo pro gosto do kpopper daqui e b) A Dahye tem mais audiência aqui do que na Coreia, é muito mais vantajoso mirar em um som que pelo menos os kpoppers latinos vão fazer questão de ouvir, ao mesmo tempo que ela educa os mais jovens dando essa exposição para um dos clássicos da música pop coreana. No fim, é um bom trabalho e deixa curiosidade sobre o que a Dahye pode entregar com um trabalho próprio.

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