RECAP — Miss Back S01E02: A jovem estudante com 3 empregos de meio período

NO EPISÓDIO ANTERIOR: Conhecemos o formato do programa, os mentores e as participantes. Ouvimos as histórias e assistimos o dia-a-dia da Sera e da Soyul, além de parte do segmento da Gayoung que teve sequência nesse episódio, mas não foi logo no início do EP. Antes temos que conhecer a gatinha que, assim como umas 30 pessoas que conheço na internet, passa seu tempo livre virando noites nos jogos online.

A próxima história a ser contada é a da Raina. Eles dedicam 10 segundos pra falar do After School e já partem para todo um enredo explicando o Orange Caramel… O que faz sentido até já que a Raina não está no grupo desde o início mesmo. Ela fala sobre as roupas do debut do Orange Caramel parecerem papel de presente e ela ficou meio “Uau, vou ter que vestir essa merda mesmo?”, fazendo todo mundo dar risada.

Vai vestir esse papel de presente sim, minha filha

Eles também lembram que a Raina também tem um hit como solista em “A Midsummer Night’s Sweetness” (Um dueto dela com o San E), mas depois ela comenta que, quando ela debutou solo com “Loop” e fracassou nos charts, a carreira como cantora na Pledis durou 1 mês e nunca mais investiram nela. Mas vamos pro dia-a-dia dela, que começou as 3 da manhã pois eles tinham que mostrar que a Raina virou uma típica gamer que vira a noite jogando qualquer game de arminha com suas amizades virtuais. Ela realmente virou a noite jogando, e quando resolveu dormir com o sol nascendo ela foi lá e botou outro jogo no seu celular.

Dieta de um gamer

Ela justifica ser uma viciada em games por conta do fracasso de “Loop”, pois a Pledis não tinha interesse em promover a gata e isso a deixava com muito tempo livre para gastar jogando, e isso até ajudava ela a esquecer o flop do seu single. O dia dela só começa mesmo as 2 da tarde, com ela caçando alguma nova gravadora depois de sair da Pledis. Isso nos leva até um encontro com o Rhymer, CEO da Brand New Music e produtor de “A Midsummer Night’s Sweetness”. Eles tem um papo sobre a Raina ser uma viciada em jogos, a forma como ela usa isso pra escapar da realidade e como a vida idol é pura pressão, com a busca por melhores resultados a todo momento (Até mesmo quando elas conseguem o #1 são desafiadas a irem melhor do que isso no comeback seguinte). Ela canta um pouco para mostrar como estão suas habilidades, mas não consegue atingir algumas notas e recebe um grande sermão (Porém necessário) sobre como essa vida de corujona gamer vem atrapalhando as suas habilidades cantando, e que ela precisa reajustar seu relógio se quiser continuar cantando.

No fim do dia ela janta enquanto assiste performances do Orange Caramel, e liga para sua amiga Lizzy para saber as novidades. Um ponto aqui: A conversa das duas não é tão natural assim? Tipo, o corte da Lizzy falando sobre a carreira de atriz e o drama que ela fez recentemente, e depois as reflexões da Raina sobre como as carreiras da Lizzy (E da Nana) estão andando e a dela não, isso me pareceu meio forçado para criar um enredo mais dramático para ela, mas enfim. De noite ela inicia uma stream onde conversa com os fãs, e eles aproveitam para comentar um pouco sobre seu canal no Youtube que tem vlogs, transmissões ao vivo e covers de algumas músicas. Também mostra que ela não está livre dos comentários maliciosos, e até recebe alguns deles na sua transmissão ao vivo. Subin e Gayoung compartilham sobre suas experiências recebendo comentários maldosos e ofensivos além de fake news (A Gayoung fala sobre como ela estava passando por uma boate, tiraram uma foto e postaram “Ela é uma puta de boate”), e tudo vira um grande momento de reflexão. Para a performance, a Raina cantou as partes dela em “A Midsummer Night’s Sweetness”, algo bem curtinho (E que ficou ainda mais curto com a edição do programa), mas deu pra ver que ela se preparou para servir uma apresentação fofinha e doce.

A próxima história é a da Yujin, que começa com uma intro dramática sobre a quantidade de grupos que já passaram pela indústria sem sucesso e como o The Ark durou apenas 3 meses, mas a Subin soube da existência do grupo mesmo assim e se mostrou uma grande fã sabendo cantar o único single do grupo. Também contaram sobre como a Yujin ganhou destaque na internet por conta de sua grande performance de “In Love”, da Ben, no The Voice of Korea, e sobre estar promovendo atualmente com o nome Mail.

Para quem gosta de notas altas e muitas lágrimas após a BoA girar a cadeira da aprovação, é uma linda apresentação

O dia da Yujin basicamente acompanha a rotina dela em TRÊS empregos de meio período: Pela manhã, ela faz entregas com seu patinete elétrico, mostrando os perrengues que ela passa como entregadora de aplicativo, se perdendo pelo caminho e comemorando quando cai um pedido para ela entregar. Depois, mostra seu segundo emprego como funcionária de Lan House, limpando teclados, anotando pedidos e fazendo a comida da casa, e é claro que a gatinha gamer do programa Raina se interessou em saber sobre como é a comida de lá.

Também mostram os perrengues que a Yujin passa nesse emprego, como ela errando os pedidos e derramando o arroz da panela, o que acaba gerando essas reações:

Um momento tragicamente divertido na vida dura da Yujin

No fim, quando ela parece que finalmente vai praticar canto, tudo se revela como um TERCEIRO emprego: Treinadora vocal. Esse ela não leva como um emprego em si, pois ela aproveita para praticar suas habilidades e leva isso como um hobby no qual ela ganha mais alguns trocados. No final de tudo, ela janta e mostra o quanto ganhou no dia: 74 mil wons (Aproximadamente 66 dólares), e descontando os gastos que ela teve, fechou com um saldo de 31.790 wons (Pouco mais de 26 dólares). Bem pouco, vendo o tanto que a fofa trabalhou durante um dia duríssimo de trabalho.

Para a sua performance, Yujin resolveu mostrar que está com os vocais em dia cantando “Good Day”, da IU. Várias high notes foram alcançadas e até a high note mais clássica do K-pop ela conseguiu executar:

Então o programa resolve seguir com a história da Gayoung (O que não faz o menor sentido, poderiam passar logo no início do episódio né?! Mas vamos prosseguir). Eles fazem uma retrospectiva de tudo que foi contado no EP1 e, depois, mostra a época de dançarina promissora que ela tinha nos tempos de colégio. Ela chegou a aparecer em um programa de TV na época para mostrar uma performance de dança tradicional, mas aí acabou surgindo a oportunidade de ser idol, o Stellar e… Bem, o resto vocês já sabem.

O resto do dia da Gayoung inclui um trabalho de meio período como funcionária de uma cafeteria onde ela ganha 10 mil won (Cerca de 8 dólares) por dia, e um jantar com o irmão mais novo (Mas o programa resolveu bizarramente fazer um mistério sobre isso, fazendo todo mundo crer que era o namorado dela…). O irmão dela é um jogador profissional de baseball que fez sua estreia na liga principal recentemente, e a Gayoung conta sobre alguns artigos com comentários que linkavam o irmão ao Stellar por conta dela ser uma ex-integrante do grupo, como se fosse relevante ressaltar isso num artigo do jogador. O momento mais emocionante da história acontece quando a Gayoung pergunta se o irmão tem vergonha dela, levando a muitas lágrimas e emoções a flor da pele. É evidente que o Stellar foi algo marcante de uma forma negativa da Gayoung, mudando seu comportamento, personalidade e até a forma de se socializar com as pessoas, e tudo fica ainda mais injusto para ela quando lembramos que o grupo acabou há dois anos mas ela ainda sofre pela péssima reputação do grupo.

Para a performance, Gayoung trouxe uma coreografia com um leque e cantou “BLACK” da Lee Hyori, algo que me deixou chocado pois não esperava ninguém revivendo nada da lenda nesse programa (Ainda mais esse comeback flop indie sem intenções de charts), mas ela mandou muito bem no cover:

Encerrando as histórias de hoje tivemos a Nada, que tinha uma carreira promissora no Hip Hop, uma personalidade forte e confiança sobre seu corpo (“Se eu sou gostosa, por que não mostrar que sou gostosa, né?” – Nada). E aí mostram a Nada de roupas tradicionais coreanas e sendo fofinha pois, tipo, por que não mostrariam?

Teu passado te condena, Nada

Ela fala sobre como não queria ter uma imagem de idol, então, no debut do Wa$$up, ela resolve ser a pioneira do movimento twerking na Coreia. Ela comenta que recebeu vários comentários de ódio no início, mas ela não mudou em nada e, no fim, os comentários de ódio se transformaram em comentários curtindo toda a personalidade e swag da rapper. A Nada realmente era uma rapper em ascensão, mas o impasse com a gravadora do Wassup para terminar o contrato acabou matando qualquer spotlight em cima da rapper, pois ela não podia promover enquanto estava ocupada judicialmente com essa questão. Levou 3 anos até ela lançar “My Body”, seu 1º single fora do Wa$$up.

Funfact: Ela e a Dahye (ex-BESTie) são parte da mesma gravadora hoje em dia

O dia dela começa com um photoshoot para a S Magazine. Ela dá uma olhada nos seus looks e faz exercícios para dar aquela realçada no abdômen. No geral é um ensaio divertido, ela mostra confiança e leveza enquanto se diverte tirando as fotos, um verdadeiro exemplo de autoconfiança com o seu trabalho e corpo, deixando todas as outras impressionadas com o quão legal a Nada é (Acho que foi por isso que botaram o resto da história da Gayoung antes da Nada, para arranjar aqueles closes de “Nossa, que mina legal e confiante, eu quero ser assim”).

A noite, já em casa, rolam uns bons minutos dela tirando a maquiagem e ficando com o rosto limpo, afinal todos querem saber como a Nada é sem toda a maquiagem forte que ela costuma usar. E, a título de curiosidade, ela é assim:

E aí conhecemos um talento um tanto inusitado dela: Pintura oriental. Ela comenta é formada em pintura oriental numa prestigiada escola de artes da Coreia, mas ela só entrou porque achou o uniforme muito bonito e decidiu entrar. Ela também conta que é muito inteligente, sempre ficando entre as melhores notas de sua sala no ensino médio e passando para a faculdade de pintura oriental com apenas 4 meses de estudo (Normalmente os estudantes coreanos passam 2, 3 anos estudando).

Artista

O programa ainda mostra um dia dela com a KittiB e a Giantpink, onde elas vão para o dentista para a Nada colocar joias nos seus dentes, e depois as 3 se divertindo num bar. No geral a Nada mostrou um dia-a-dia mais leve (Provavelmente o mais leve de todas as integrantes), com o único momento mais emocionante sendo quando ela comenta sobre a época em que processou sua antiga gravadora. Ela fala que recebeu diversos comentários maldosos durante o processo judicial, mas os que a atingiu de fato foram aqueles que envolviam seus pais, falando “Vou mostrar pro seu pai como é que você ganha dinheiro” e coisas desse nível. Ela comenta sobre como o programa está dando uma nova oportunidade para ela atingir um nível mais alto.

Para a performance, ela escolheu a música “Scary”, parceria dela com a onipresente Soyeon do (G)I-DLE lançada na época em que ela participou do Unpretty Rapstar:

No geral, esse foi um episódio mais leve do que a estreia, com histórias mais simples e artistas que não carregam muitos problemas/traumas por conta da reputação de seus grupos e dos seus trabalhos como Idol (Exceto, claro, pela Gayoung). Mas o 3º episódio promete mais lágrimas e histórias pesadas, pois só faltam os relatos e o dia a dia da Soyeon (T-ara, Hwayoung-gate e todo o backlash depois disso) e Subin (Dal Shabet, a história inventada de pessoas da fanbase do grupo ter estuprado meninas em um ISAC e todo o backlash depois disso).

5 comentários em “RECAP — Miss Back S01E02: A jovem estudante com 3 empregos de meio período”

  1. ficou tão estranho não terem colocado o resto do segmento da gayoung no começo desse segundo episódio. se for para fazer gancho com a nada, como você disse, não poderiam então ter colocado a nada por segundo? e, também achei forçado a conversa da raina com a lizzy, mas honestamente, o que eu pensei na hora é que foi a lizzy se promovendo porque sabia que passaria no programa. não tenho nenhuma base para isso além de que foi minha intuição na hora, nem sequer conheço as meninas do orange caramel além do episódio!

    gostei bastante das apresentações da gayoung (!!!!!) e da yujin, me deixaram empolgada para ver o resto do programa. por falar nisso, você sabe me dizer quantos episódios serão? não tinha percebido no primeiro episódio que as apresentações são tão curtas… e são cortadas por entrevistas. mas enfim. muitíssimo interessada em ver os segmentos da soyeon e da subin (por quem eu mais estou vendo o programa!).

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