TWICE lançou o comeback da carreira com “I Can’t Stop me”

TWICE está de volta lançando seu 2º álbum de estúdio, “Eyes Wide Open”, sendo o 2º comeback delas em 2020 e o 1º álbum coreano desde o Twicetagram, que completa 3 anos no próximo dia 30. E se “More & More” foi um comeback que dividiu opiniões por usar uma trend que ninguém aguentava mais ouvir (E que já era considerada velha há uns bons 2 anos), com “I Can’t Stop Me” elas usaram uma trend mais atual e simplesmente serviram um dos grandes singles de 2020:

Obviamente o TWICE pegou a demo da música mais bem sucedida do ano para fazer sua versão. E que bom que fez isso, pois está maravilhoso, né?! O instrumental é delicioso, o synthzão safadíssimo com batidas turbinadas é viciante, e fica ainda mais viciante quando botam uns gritos bem loucos no refrão final para mostrar que tem vocal no TWICE sim (E muito agradável, como se mostrou em toda a música). Na real, acho que não tem como não acertar uma ideia dessas, ainda mais se tratando de um grupo da JYP que tem sua reputação carregada em conceitos retrô, algo que o povão esperava delas lá em 2016, 2017 (Quando a gente queria elas segurando o legado do Wonder Girls e não socando todos com color pop) mas finalmente chegou esse ano.

Não existe um ponto baixo na música. Até a letra, falando sobre ser difícil controlar seus impulsos e emoções a fim de evitar conflitos maiores, é muito legal e dá margem para diversos tipos de interpretações, desde mais rasas (Tipo “Não consigo parar de te amar, mesmo sabendo que é errado”) até reflexões mais profundas sobre a indústria (Do tipo “É difícil eu ter um relacionamento pois a mídia está com todos os olhos buscando algo errado em mim”). Independente do quão fundo você for interpretando essa música, qualquer conclusão combina com essa energia intensa e emocionante que o instrumental traz, levando o ouvinte a uma viagem de emoções. É algo bem direto e que desce tranquilamente numa primeira ouvida, agregando o catálogo do TWICE e mostrando mais uma vez a versatilidade do grupo.

O MV também é lindíssimo, com figurinos impecáveis e a analogia do velho encontrando o novo no início do MV com os clones delas também é bem legal, além da coreografia que parece que é a melhor delas até aqui. A mudança na direção desse MV é nítida, dá pra ver que é bem diferente do que o que o TWICE costuma entregar em termos de vídeo na Coreia, e me fez sentir que eu assisti algo realmente novo vindo do TWICE, mas eu tenho um sério problema com esse monte de flores aparecendo no vídeo. Entendi que a ideia era de simbolizar o TWICE desabrochando e mostrando uma nova versão delas mesmas, a mensagem era legal, mas a execução ficou… Estranha, pra não dizer brega. Eu queria muito que essa inserção fosse diferente (Ou nem existisse, pois as outras cenas são tudo de bom) para que não parecesse meio inferior ao resto do vídeo. Porém, tivemos uma gostosona sendo gostosona em cima de uma moto, e quando isso acontece no K-pop em 2020 é garantia de que vem um hino aí.

Não é exagero falar que “I Can’t Stop Me” é o grande comeback da carreira do TWICE porque, bem, é o comeback da carreira delas mesmo. Não só pelo tema, mostrando a “fase final” de toda essa transformação que o TWICE vem elaborando para seus trabalhos, como a execução ser impressionante também. Não é impressionante ver o TWICE acertando pra valer com um single (Os de 2019 delas também são icônicos), mas “I Can’t Stop Me” é o tipo de música que deveria virar a assinatura do grupo, pois é daquelas que é muito difícil até delas mesmas se superarem. Vamos lá, Coreia, vocês passaram uns bons anos hitando single meia boca delas, é quase que obrigação vocês vingarem esse bop também.


Hidden gem: Bring it Back

Esse álbum do TWICE também é o álbum da carreira, pois está muito bom. Sério, é fácil um dos melhores álbuns de K-pop de 2020 e não tem uma música ruim nele, elas não brincaram com esse álbum e é até difícil achar um defeito nele. Cada um que já ouviu o álbum deve ter a sua favorita, mas o que não sai da minha mente agora é “Bring It Back” pois, além de ser (Provavelmente) a primeira faixa de piranhonas em cima de um slow jam que o TWICE faz (Em breve elas ressuscitam o sexy concept, estou sentindo), é o que mais me choca ouvindo toda vez, me prendendo na música a todo instante. Até as distorções safadas no refrão e a bridge mais leve são incríveis e funcionam aqui, sendo a música que mais me faz pensar “Não é possível que o TWICE lançou essa delícia”. Estão de parabéns.


Tem react minha lá no YouTube também. Não que mude alguma coisa do que escrevi aqui, mas lá você vai me ouvir aclamando essa delícia de comeback. Legal, né?!

11 comentários em “TWICE lançou o comeback da carreira com “I Can’t Stop me””

  1. Adoreeei essa música, e que FULL ALBUM de vergonha, incrível!! E gostei de saber que a Dayhun escreveu essa música do Hiden gen e Queen, e a Sana também escreveu uma no álbum. Nunca tinha gostado de tantas músicas de Twice em um álbum.

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  2. Sim! Fechou esse ano tenebroso com O comeback do ano. Sério, eu adorei essa música e não consigo parar de ouvir, a coreografia também parece incrível 💙💙💙
    Eu tinha acompanhado os teasers e até tentei acordei cedo pra acompanhar isso.
    O album tá lindo, e na minha humilde opinião o melhor do ano entre girlgroups. Também não achei uma música fraca ou ruim. ❤ tá bonito, tá lindo.

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  3. Até que enfim uma música boa do Twice, se bem que eu gostei de Fancy, Yes or Yes e afins.
    Eu não gostava do conceito fofo.
    Lembro que uma vez eu estava ouvindo What Is love e meu pai perguntou pq eu estava ouvindo música de criança Kkkkkkkk
    Prefiro a fase “adulta” delas.

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  4. Gostei muito dessa música, muito mais que o desastre de More&More… Mostra o lado adulto e feminino delas, coisa que elas deveriam ter mostrado a muito tempo. Uma pena que a Coreia não aprovou isso, não sendo um total flop, mas não chegou nem ao top 10 do Melon. Porém isso não quer dizer que o álbum está ruim, ao contrário, compete firmemente com a Masterpiece Signal ou Summer Nights (por deus ambos são maravilhosos). Estou amando muito elas acordando pra vida e ver que ninguém merece ser tratada como uma criança de 9 anos só por sucesso. Afinal, uma delas já vai estar trintando

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  5. a única certeza mais certa que a morte é que “a música mais bem sucedida do ano” linkaria pra initial s e não blinding lights sdisuhsihsd
    inclusive i can’t stop me maravilhosa merecia esse título e eyes wide open merecia o álbum mais bem sucedido, é até longuinho pro k-pop e também acho que não tem uma musica ruim, nem perto (ao contrário do real álbum mais bem sucedido do ano. trágico)

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  6. Esse comeback tá ótimo, instrumental lindo, vozes lindas… e palmas para os produtores que conseguiram dar um jeito na voz de pato velho da Momo. Se dependesse de mim, a fofolete e futura esposa do Heechul só cantaria desse jeito nos próximos releases do grupo. E não cheguei a me incomodar com essa metáfora da flor desabrochando representando a menina que vira mulher, de tão batida que ela é.
    E sério que você achou Bring It Back tudo isso? Eu achei Go Hard bem mais Kodão-Kumi-oriented. A primeira metade do álbum soou bem mais tranquila pra mim. E no meu caso (pelo menos por enquanto), gostei mais da continuidade no synthpop em Say Something e achei que encerraram bem o álbum com a power ballad Behind the Mask, que se encaixa bem tanto na discografia da Heize quanto na da Dua Lipa (citei essas duas solistas porque elas tão envolvidas na produção dessa faixa).

    P.S.: YG Entertainment tá inconsolável

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