Year End 100: As melhores músicas do Asian pop em 2020 (Parte 3)

Nas duas primeiras partes tivemos algumas músicas que vocês consideraram injustiçadas e alguns admitindo que não gostam do debut solo da YooA por algum motivo aí. E agora, nessa parte 3: Mais alguns J-pops, mais alguns Mandopops e a obrigatória aparição de um boygroup nesse blog, pois sabemos que boygroup no geral não lança grandes coisas mas sempre tem um pra ser a exceção. Será que o seu boygroup fave foi agraciado com essa honraria?

70. TWICE – Better

A 3ª música do TWICE nesse top, trazendo uma fórmula que já deu muito certo para essa evolução do grupo: EDM/House programado pra dar close e carão em boate. Deu certo com “Feel Special”, deu certo com “Fake & True”, e dá certo com “Better”. Das 3, “Better” é a minha “menos preferida” e acho que isso acabou influenciando essa posição no top (Acabei ouvindo mais as músicas de 2019), mas que fique o registro desse ser outro grande single japonês do TWICE servindo tudo que os gays queriam delas desde o início.

69. Everglow – UNTOUCHABLE

Quando o Everglow resolve dar uma folga para os ouvidos alheios e lança algo não tão bate estaca no eletrônico eu faço questão de transformar isso em um evento. “Hush” segue sendo uma das minhas músicas favoritas de 2019, e esse ano elas lançaram “Untouchable” como parte do 2º EP, um pop/disco safado com sintetizadores mais leves e uma ótima pedida para quem quer ouvir algo mais suave do grupo, compensando o ritmo frenético e aceleradíssimo que elas adotam em cada comeback. A diferença é que o single em questão consegue ser muito bom também, o que acaba ofuscando “Untouchable” um pouco mas não o bastante para não ser lembrada nesse Top 100.

68. GFRIEND – Apple

O GFRIEND era um grupo de evangélicas que cantavam sobre amizade e louvor a cristo, aí elas resolvem morder a maçã e *BOOM* viram as sapatonas mais salientes do K-pop com bopzões bem mais intensos e marcantes do que o que elas vinham desovando antes (A guitarra do instrumental é um marco na discografia desse grupo). Esse enredo bíblico é uma coisa que parece bem batida para usar como conceito de transformação no K-pop, mas numa indústria que vem prezando por um amadurecimento mais gradativo durante alguns comebacks, o GFRIEND apostar em um 180º desses é chocante até. E, bem, rendeu o single mais memorável do grupo em anos antes do comeback mais recente delas, então só temos vitórias aqui (Exceto o fato de “Apple” ter flopado na Coreia, mas enfim).

67. Dreamcatcher – SCREAM

Os rosques animescos do Dreamcatcher não costumam ter muita força comigo por conta de não ser um gênero que eu ouça sempre, então foi até impressionante algumas músicas ali durarem comigo. Não tão impressionante assim já que “Scream” é muito mais música de rave trevosa do que rock em si, mas já vai mais longe comigo pois eu já simpatizo com elas, então um single diferente do habitual acaba sendo o suficiente para eu ouvir mais do que o normal e achar “Scream” o melhor single delas desde sempre. Nem espero que elas mudem drasticamente de sonoridade a essa altura do campeonato, mas se vier com album tracks nesse estilo eu já fico muito feliz.

66. Tia Ray – Ready For Love

Tia Ray é mais uma gatinha do mandopop que vem entregando álbuns bem legais, e suas faixas pop com influências da Soul Music em conjunto com seus vocais característicos seguem sendo ótimos para mim. Em “Ready For Love”, Tia Ray adota por sintetizadores mais profundos e toda uma aura mais “alternativa”, criando um ambiente mais misterioso e instigante na minha mente e se transformando numa faixa de impacto. Uma pena que o resto do “1212” não tenha tanta força para aparecer no Top 100 e eu aclamar ainda mais essa mulher (Nota: “1212” é um álbum muito bom mesmo assim), mas fica aqui o registro que, se você está interessado em procurar artistas de mandopop, a Tia Ray é uma ótima recomendação.

65. HA:TFELT – Satellite (feat. ASH ISLAND)

“Satellite” ganha muitos pontos pela inocência da música. “Satellite” é uma música para descansar a mente, relaxar, sentir a vibe e deixar se levar pela sonoridade mais fantasiosa e relaxante. Até o rap do ASH ISLAND, que poderia destoar um pouco essa energia, combina e desce fácil na música, e os vocais da HA:TFELT estão impecáveis nessa música. “Satellite” não tenta ser a música que vai mudar a sua vida para todo o sempre, mas se torna uma ótima companhia quando você mais precisa de uma música suave para ouvir, e é isso que torna a música tão incrível.

64. Fromis_9 – Feel Good

Fromis_9 é mais um daqueles grupos que passaram um bom tempo sem dar as caras (Mas elas tinham um motivo, afinal o Idol School também entrou no balaio das manipulações em reality shows da MNET e promover um grupo já flopado com um escândalo rodando não pegaria muito bem), e ressuscitaram em 2020 com um bop. “Feel Good” é funky, alto astral, lembra um pouquinho K-pop old school e a guitarrinha deliciosa carregando a faixa que é toda animada e feliz, deixando qualquer um se sentindo bem ouvindo. Se você não ficar um pouco mais alegre ouvindo essa música, é porque você já está morto por dentro mesmo.

63. SF9 – Summer Breeze

Quem já é velho de guerra nesse blog sabe que boygroup não tem muita chance comigo, mas vez ou outra algum desses 350 boygroups que parecem a mesma coisa surpreendem e lançam uma faixa muito boa para variar, ganhando a cota de boygroup nesses tops de fim de ano. E os agraciados da vez foram o SF9, que pegou tudo que deu certo na carreira de EDM/Country do Avicii e fez de “Summer Breeze” a “Come See Me” masculina. Obviamente a música do AOA é bem melhor, mas se você ainda tem algum remorso em ouvir o rap da Jimin depois de tudo que rolou, fica aí uma saborosa alternativa.

62. Rocket Punch – Bouncy

De todos esses girlgroups novos que debutaram achando que gritar por 3 minutos num batidão descompensado vão vingar nos charts igual o ITZY, acho que o Rocket Punch é o que mais simpatizo. Tem o fato da lenda Juri Takahashi estar nesse grupo? Tem, mas essa simpatia provavelmente é pelo grupo não ser de uma empresa tão fundo de quintal e conseguir umas produções que acompanhem essa loucura toda e rendam farofões gostosos como “BOUNCY”, que é uma barulheira tão descontrolada e sem sentido que, de alguma forma, funciona. Sério, é tanta informação num volume tão alto que é quase impossível processar a música de primeira, mas depois que desce eu só me jogo nessa fritação.

61. Ayumi Hamasaki – Dreamed a Dream

O ano de Ayumi Hamasaki foi bem agitado: Ela teve filho, anunciou que seria mãe solteira, prensou o filho numa cinta pra fazer turnê (Brinks), tá perdendo a audição a cada dia que passa, anunciou a gravidez do segundo filho e ainda lançou umas músicas. E isso num ano parado por pandemia, mas falando das músicas: Que hino essa “Dreamed a Dream” né. Ayuzão já lançou essa mesma música umas 60 vezes na carreira, mas não importa, ela está fritando com um monte de passivas na chuva enquanto ela lança um batidão rockish louquíssimo da bala, sabendo que sua fanbase é composta de 40tonas que curtem balinha e um TRANCE. Levando em conta que Ayu mal lançou música nesses últimos anos (E todo mundo agourando a aposentadoria dela com um A FINAL não ajuda as mais iludidas da fanbase), “Dreamed a Dream” acaba sendo um achado.

60. Jessi – Nunu Nana

Alguns de vocês devem ficar chocados por Nunu Nana aparecer numa posição tão baixa depois de tanta seda que rasguei pra Jessi, mas vamos lá: A música não é necessariamente incrível, só extremamente viciante. “Nunu Nana” é a Jessi jogando no automático com uns raps sobre ser uma trintona gostosona demais pra VOCÊ, e a Jessi acreditou tanto nessa música que ela literalmente fez acontecer na Coreia dançando com todo cidadão possível naquele país. Dito isso tudo, “Nunu Nana” ainda é uma música muito divertida e descompromissada, e eu fico tão fácil pra essa música que não a toa deve ser uma das que mais ouvi esse ano. Se a Jessi tem coisa melhor para hitar no próprio catálogo, pelo menos essa música ilustra muito bem a persona que é a Jessi no mercado, e posso contar com ela lançando algo ainda melhor no ano que vem.

59. Hyolyn – Say My Name

Outra que ganha muitos pontos sendo a gostosona que o K-pop merece, Hyolyn entregou o anual reggae de gostosona que o K-pop desova para a gente aclamar. É melhor que os reggaes anteriores ou melhor que a própria Hyolyn na atemporal “Dally”? Não, e até perde um pouquinho por ser o reggae mais automático dos K-reggaes em comparação. MAS, ainda é um reggaezão gostoso para balançar a raba das mais diferentes formas possíveis, então eu acho que a Hyolyn entregou tudo que ela queria entregar e eu me alimentei da melhor forma possível.

58. FEMM – Level Up

Foram muitos anos e até um revamp para o FEMM vingar outra música pra valer nas playlists mais safadas dos bueiros da música pop, mas ACONTECEU em cima do trapzão ótimo de “Level Up”, onde elas estão cansadas de lançar música ruim e fizeram um upgrade para voltarem aos tempos de aclamação sendo rappers melhores que Kanye West. Isso significa que posso esperar a nova “Fxxk Boyz Get Money” delas? Talvez sim, talvez não, mas essa revitalizada que o FEMM deu no próprio nome fez bem para as 16 pessoas que ainda tem disposição para acompanhar o grupo.

57. Victoria – Up To Me

Lembram da Victoria que fazia parte do f(x)? Lembram que ela tinha prometido um álbum solo na China? Sabiam que o álbum é muito bom? A sua resposta para essas três perguntas provavelmente é um grande NÃO, mas tá aí menina, Victoria saindo do nada e entregando um dos melhores álbuns asiáticos do ano. Um destaque desse álbum é a faixa promocional “Up To Me”, onde Victoria mostra que não desgarrou do K-pop raiz dela pois isso é totalmente o que um girlgroup de 2012 lançaria em sua fase girl crush, e é por isso mesmo que a Victoria saiu vitoriosa com essa música. Ela nem precisou mostrar que sabe cantar (Ela quase narra a música inteira, maravilhosa) ou me provar algo a mais como dançarina, só essa música já vale o fato de que eu precisava ver a Vic tendo um solo pra chamar de seu.

56. Ryu Su Jeong – Call Back

Aqui já estamos entrando na categoria maiores B-sides do ano, então qualquer música que não seja single aparecer nessa lista de agora em diante é para vocês ficarem sabendo que ouvi, amei e aclamei durante o ano inteiro. Dito isso, “Call Back” é a Sujeong do Lovelyz mostrando que ela tem uma personalidade de grande gostosa para explorar numa carreira solo, pois esse é o tipo de música gemida e sofrida em cima de um R&B de gostosa sofrendo que só grandes mulheres da indústria como Jiyeon e Jun Hyo Seong poderiam lançar para nós. Ou seja, Sujeong é a minha aposta como grandes solistas que essa década no K-pop pode oferecer (Isso se ela tiver mais alguma chance depois desse debut).

9 comentários em “Year End 100: As melhores músicas do Asian pop em 2020 (Parte 3)”

  1. Sujeong foi realmente o maior BOOM desse ano. Já sabia que ela era talentosa e tals, mas que ela carregaria o título de a grande gostosa do ano jamais imaginei.

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