Do pior ao melhor: Ranqueando os singles da carreira do IZ*ONE

Na última semana a CJENM oficializou o IZ*ONE como um grupo morto, então eu finalmente sinto segurança em lançar o meu ranking dos singles que o grupo formado pelo Produce 48 lançou nessa curta, conturbada e bem-sucedida carreira de 2 anos e meio. Como o IZ*ONE mais ou menos nasceu e morreu com esse blog vivo, acho que quem é leitor mais velho de guerra daqui deve saber onde cada música vai aparecer nesse post, mas se você é uma novinha que quer saber minha prestigiada opinião sobre as bombas e hinos que o IZ*ONE lançou, é só seguir em frente com esse grande recap do que foi esse girlgroup no K-pop e no J-pop:

Tier D – Ruim/Horrível

Secret Story Of Swan

O primeiro single horrível do IZ*ONE e, nossa, bota horrível. Dentro dos singles, “Secret Story Of The Swan” já parece avulsa por não ter nada a ver com a trilogia de debut e nem com o que elas lançaram depois, e como música mesmo ela tenta ir em um girlcrush não tão girlcrush assim, tentam servir delicadeza e elegância no meio desse batidão sujo, nada combina com nada e eu fico espantado em como toparam lançar isso como faixa principal (O refrão disso, pelo amor de deus). Nada a ver com nada que o IZ*ONE vinha construindo até aqui, e nem como uma mudança de 180º no conceito “Secret Story Of The Swan” é legal.

Beware

Os singles japoneses do IZ*ONE funcionavam tentando equilibrar a produção extremamente questionável das músicas com o carisma que as integrantes exalavam nos vocais e nos MVs. Tem vezes que isso deu muito certo, mas em “Beware” simplesmente não funciona: Mais um instrumental abafado, vocais estranhos e uma xaropada fofa que só tenta ser fofa e não tenta ser boa. Nada em “Beware” é capaz de me simpatizar, e as próprias integrantes parecem cantar isso aqui sem nenhuma energia. “Beware” é uma faixa estranhíssima, onde falha em te conquistar com a fofura proposta e acaba sendo difícil absorver tanto açúcar que você não quer consumir. Em suma, eu saio enjoado ouvindo isso aqui, e é uma pena uma música dessas liderar o álbum japonês do IZ*ONE.

Tier C – Mais ou menos

Vampire

Eu gosto da temática halloween de “Vampire”, e toda essa energia mais dark e dramática me impede de colocar essa música como horrível. Porém, todo o resto dá errado: O instrumental abafadíssimo, os vocais nada a ver com a música (E o coro na maior parte da música é muito ruim), o refrão chega a ser bizarro e o resultado é assustador (Não pelo conceito, mas por ser triste de chegar até o fim). “Vampire” conta (muito) com a sua boa vontade pelo grupo e por músicas involuntariamente “trash”, mas com todo o dinheiro que elas rendiam dava para arranjar uma produção mais decente.

Tier B – Bom

FIESTA

Quase um ano depois e um bom descanso de imagem por conta do escândalo de manipulação de votos, IZ*ONE encerrava sua trilogia com “FIESTA”. Aqui toda a aura mais fantasiosa dos singles coreanos do grupo se despediu para dar lugar a uma farofa… OK. Tem momentos que essa música é uma farofa doce e crocante pronta para ser servida, mas tem momentos que ela só soa como barulho e aí eu fico “Hum… OK” para a coisa toda, e me incomoda esses vocais mais “gritados” que, depois de um tempo, ficam (bem) irritantes. Tenho certa simpatia pela música e dou pontos para o MV, que serve estética a todo momento e é o meu favorito da carreira do grupo, mas a música é só boa e nada além.

Tier A – Ótimo

Violeta

Depois do debut, o IZ*ONE criou uma trilogia onde as músicas se mantém com essa sonoridade mais delicada e misteriosa, com cada lançamento crescendo no ritmo e ficando mais dançante. Em “Violeta” já temos uma noção disso, pois ela basicamente é uma “La Vie En Rose” mais turbinada com o refrão perdendo o fator surpresa e sendo um drop house. Foi a melhor ideia? Para mim não, pois deixou a faixa mais comum, mas não impede a música de ser ótima. Não é aquela música que eu aclamaria com todas as minhas forças, mas funciona tanto como faixa dançante quanto como faixa mais conceitual.

Suki To Iwasetai

Eu já tive muita resistência para gostar dessa aqui, pois parecia que existia uma barreira que me impedia de gostar de “Suki To Iwasetai” quando saiu. Hoje em dia, no entanto, essa barreira sumiu e eu aprecio muito bem esse pop idol japonês emulando pop idol coreano. Tem a execução e melodia forte de um bom K-pop e é uma faixa simpática e extremamente agradável como um bom J-pop, com o resultado disso sendo uma música memorável. Agora entendo porque vocês aclamam tanto essa aqui.

Buenos Aires

Essa daqui poderia ser uma faixa lendária se não fosse esse problema em toda a carreira japonesa do IZ*ONE de ter alguém na base de alucinógenos mixando as músicas do grupo, com os vocais sempre parecendo fora do tom do instrumental. Entretanto, nessa música isso não é um incômodo para mim, pois o que dá errado simplesmente dá certo comigo e eu consigo ter um apreço muito grande pela farofinha despretensiosa que “Buenos Aires” é. Entendo as reclamações que vocês tem com “Buenos Aires”, mas não entendo como vocês não apreciam tanto essa música.

Panorama

O último comeback do IZ*ONE e é (Meio que) uma volta as raízes do grupo para o EDM/house com sintetizadores mais delicados que transmitem uma sensação de estar ouvindo uma música para um conto de fadas, mas sem perder a força de uma faixa dançante e dramática. É a faixa onde melhor funcionam os vocais mais altos do grupo (Embora tenha uma ou outra ali que foi dureza) e com o gancho que mais fica na minha cabeça (O “Shoot! Take a Panorama!” é muito bom), e depois de tanta música questionável saindo, “Panorama” soa como um refresco para mim. Nada que bata o debut lendário do grupo para mim, mas foi uma bela “despedida”.

Tier S – Lendário

La Vie En Rose

As fofas jamais superaram o debut né. “La Vie En Rose” tem uma energia mística que torna a faixa encantadora, e amo como a faixa permanece nessa sonoridade delicada e, digamos, “chique” de ouvir. A harpa que ganha destaque no refrão é deliciosa e o ponto alto da música (E olha que o refrão é só isso, basicamente), e as vozes são as mais agradáveis de ouvir em todos os singles. É uma pena para mim que nos outros singles elas tentaram “ampliar” essa experiência e nada deu 100% certo mas, para um grupo que durou 2 anos e meio, ter uma música icônica dessas já é uma vitória.

D-D-Dance

Antes do IZ*ONE cantar pra subir e ter seu caixão atormentado por meses, o grupo lançou “D-D-Dance” para divulgar um aplicativo de interação idol-fãs da MNET. Essa é a faixa menos IZ*ONE e mais GWSN do grupo (E até por isso não é um single propriamente dito), mas azar é o delas pois “D-D-Dance” é ótima, GWSN é incrível e os girlgroups poderiam investir nesse house elegante que exala luxo e cabelos voando com muito close e carão. A 1ª e a última música do IZ*ONE são icônicas, só é chato que a gente passou por muita coisa questionável entre elas.


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4 comentários em “Do pior ao melhor: Ranqueando os singles da carreira do IZ*ONE”

  1. Vampire sempre vai parecer um cover gravado por cima do clipe. Aliás Buenos Aires não é apreciada porque é simplesmente muito ruim KKKKKKKK Os versos são tenebrosos, não consigo ouvir sem me bater vergonha alheia.

    Suki to iwasetai vai ser sempre lendária pra mim pela dança com os casacos, e claro: elas sentadas no lixão.

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  2. Pra um grupo com background tão tumultuado, a taxa de aproveitamento dos singles delas é surpreendentemente alta. “La Vie En Rose” por si só já valeu todas as pataquadas no Produce 48.

    Será que o grupo que vai sair do Girls Planet 999 terá aproveitamento igual ou maior?

    (torço pra que os vídeos das trainees japonesas e chinesas saiam ainda esta semana, em vez da Mnet lançar um por semana – o ideal seria ter lançado os três ao mesmo tempo pra gente poder comparar, mas… Mnet, né?)

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  3. hahahahaha não Buenos Aires não tem jeito não. Essa musica é uma bomba relógio, toda estranha e tenebrosa hahahaha.

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