Review Retrô: Quando o Wonder Girls ressuscitou dos mortos no 3º ano para dar uma surra nos Beatles com “I Feel You” (2015)

Wonder Girls foi um dos grupos mais populares do K-pop, sendo um dos grandes nomes da 2ª geração de girlgroups com diversos hits que embalaram o K-pop no final dos anos 2000 e no início dos anos 2010. Mas o comeback do grupo que mais me impactou foi quando elas resolveram ser as sucessoras de Jesus Cristo e ressuscitarem para o que eu considero como um dos melhores retornos da história do K-pop: O álbum REBOOT e seu single “I Feel You”.

Contextualizando: Lá em 2012 o Wonder Girls faria o seu último comeback coreano antes de Sohee e Sunye baterem perna do grupo, com a Sohee querendo seguir carreira de atriz e a Sunye aposentando e virando mãe de família, basicamente. Claro, ainda rolou “Like Money” como a 10ª tentativa de emplacar o Wonder Girls nos Estados Unidos, mas se o JYP finge que tudo isso de US Debut nunca existiu, eu que não vou me importar com isso né.

Incorporando o MV de Like This pois acho o MV de flashmob uma das coisas mais legais da 2nd gen do K-pop

Depois disso o grupo entrou em um hiatus, mas nada era oficialmente anunciado. A JYP sempre dizia que o Wonder Girls não tinha dado disband, enquanto a Sunye já estava de saco cheio e ia no culto falar que queria aposentar e bater perna do Wonder Girls, e enquanto o grupo ficava passeando pela linha tênue do fim, Sunmi e HA:TFELT deram início a suas carreiras solo, com Sunmi indo para um lado mais diva pop com tesão e a HA:FELT encarnando mais a hipster alternativa que não se importa com charts.

Enfim, tudo indicava que o Wonder Girls estava morto e que as carreiras solo das meninas começariam a ser alimentadas… Até que em 2015 *BOOM* o Wonder Girls anuncia o comeback totalmente repaginado: Sunye e Sohee estavam fora (A 1ª todo mundo já esperava, mas a Sohee pegou muita gente de surpresa por aí), Sunmi estava de volta ao grupo 5 anos depois de sair do Wonder Girls para se dedicar aos estudos e, junto com Hyelim, Yubin e HA:TFELT, deixariam de ser um girlgroup idol comum para se tornar uma banda (!!!!). Com um grupo totalmente novo, nada mais adequado do que chamar esse retorno de “REBOOT”.

Reboot | Discografia de Wonder Girls - LETRAS.MUS.BR

No dia 2 de agosto de 2015 o comeback aconteceu e a faixa principal foi “I Feel You”, e uau. Não dava para ter muita certeza do que a banda Wonder Girls serviria, mas apostar no synthpop oitentista foi a melhor decisão que o grupo poderia ter tomado. Não descaracterizou em nada a identidade de girlgroup retrô que o grupo possuía, modernizou a sonoridade que o Wonder Girls tinha como assinatura e trouxe algo totalmente novo e animador para o grupo. A música é toda gemida e não possui high notes, criando uma atmosfera prazerosa de ouvir pois os timbres de cada integrante possuem uma característica única que dava uma harmonia incrível para a faixa, e cada nuance vocal e instrumental é gloriosa.

Mas “I Feel You” não é só música. “I Feel You” se estende ao MV, onde o grupo se joga de cabeça aos anos 80 e insere o maior número de referências e estética da época possíveis e cria uma viagem no tempo em forma de vídeo. Se estende ao álbum, que se joga no pop oitentista e une o moderno ao retrô de uma forma tão legal que faz do “REBOOT” um dos melhores álbuns já feitos no K-pop. Visuais e figurinos nem se falam, as meninas estavam realmente comprometidas ali. É um comeback magnífico onde todos os envolvidos estavam com disposição e fogo no olhar para fazer o Wonder Girls renascer como um novo grupo que impactaria a indústria do mesmo jeito que impactou nos anos 2000, e elas conseguiram aqui. Quem viveu sabe como esse comeback foi uma das coisas mais impactantes de 2015, e quem ouve hoje sabe que o Wonder Girls serviu um dos trabalhos mais sólidos da história do K-pop com esse álbum.

4 comentários em “Review Retrô: Quando o Wonder Girls ressuscitou dos mortos no 3º ano para dar uma surra nos Beatles com “I Feel You” (2015)”

  1. Como ousa não falar de One Black Night, vulgo a melhor música do kpop????
    Esse álbum é muito bom, e merece sim todo o hype que tem!!

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  2. O Ringo toca bateria? Grande coisa; a Yubin toca bateria (tanto a tradicional como a eletrônica), faz rap, dança (na medida que a bateria permite que ela dance)… tudo isso AO MESMO TEMPO. E ainda consegue fazer tudo isso ao mesmo tempo vestindo um maiô e ficando maravilhosa.

    Uma pena as Wonder Girls terem se separado justo quando adotaram esse conceito de banda; funcionou muito bem pra elas (por mais que eu ame as garotas bonitas do AOA, infelizmente não posso dizer o conceito de banda teve o mesmo êxito no AOA Black, que só entregou músicas meia-boca… talvez funcionasse se tivessem deixado a Seolhyun como tecladista, como era o plano original).

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  3. Não peguei o Wonder Girls no auge mesmo quando elas explodiram. Mas curiosamente caçando na memória, lembro de já ter ouvido falar, mas é do tipo de memória rápida sabe?
    Quando voltaram com o lance de banda fiquei super empolgada e meu hype foi correspondido. Sério, vale todos os elogios e confetes em cima da música e do álbum. Desde a música até a estética do mv são lindíssimos. ❤
    Fiquei até chateada quando grupo se dissipou, mas ao mesmo tempo alegre por antes de irem entregarem tudo.

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