O que aconteceu em 2021: aespa e Kwangya

Dezembro é um mês tradicionalmente sem pauta no pop asiático por ser um mês de premiações e singles de natal (Tirando o Mandopop, onde muito artista relevante por lá lança álbum nos últimos dias do ano por alguma razã0), então é um bom momento de fazer um throwback sobre os eventos que marcaram e fizeram desse um ano comentável (Pelo lado bom ou ruim).

E para começar, nada melhor do que falar do girlgroup que se consolidou líder da nova geração do K-pop em 2021: aespa.

Em 2020 a SM resolveu tentar emplacar um próprio universo. Claramente inspirado na Marvel e na DC, o Universo Criativo da SM botou todos os seus grupos mais trending para alimentar toda uma história de super heróis em um planeta próprio chamado Kwangya, com MVs linkados que se conectam dentro desse universo. Quase todo mundo mais trending da SM entre os jovens está envolvido nisso, mas o grupo que alimenta mais essa fanfic e faz a roda de Kwangya girar é o novo girlgroup da agência, o aespa.

Em 2020 elas surgiram com “Black Mamba” introduzindo a coisa toda, que era bem confusa pois era MUITA informação que a SM quis colocar em um só debut. Mas a SM estava disposta a fazer isso ser a nova tendência dessa geração do K-pop, então fez o aespa continuar a história principal de Kwangya com “Next Level”… E deu certo.

Quer dizer, a história de Kwangya ainda era tão confusa quanto essa ideia do aespa ser formado por integrantes reais e virtuais (Que são muito mal trabalhadas até hoje, aliás), mas a música vingou através de desafios do tiktok, do carisma das integrantes em tela e do mediaplay massivo da SM, que não deixaria um projeto com pretensões tão grandes fiascar desse jeito. Como resultado, “Next Level” hitou tanto que se tornou um dos maiores hits de 2021 na Coreia. aespa se tornava o principal grupo da 4ª geração (Até por serem as únicas a alcançarem um Top 3 até hoje), e isso garantiu o lançamento do 1º EP do grupo, “Savage”.

“Savage” é outro grande sucesso desse ano, consolidando o aespa de vez como líder da 4ª geração local e até internacionalmente falando. A SM pode investir em algum single para os Estados Unidos com o aespa agora que vai dar muito mais repercussão do que o que eles tentaram fazer com a lavagem de dinheiro que foi o SuperM, pois essas meninas tem a popularidade e apoio do fandom que precisam para garantir sua entrada na cobiçada Billboard Hot 100. 2021 foi um ano de muitas vitórias para o aespa, e o 1º EP já na casa das 500 mil cópias vendidas é a prova de que elas vieram para ficar, como podemos ver pelos recentes prêmios principais que o grupo vem conquistando na temporada de premiações do K-pop.

Pessoalmente, não consigo comprar a ideia de Kwangya pois nunca fiz muita questão de acompanhar esse tipo de lore no K-pop. Parece complicado demais de entender e até para a SM desenvolver não parece ser fácil (Especialmente com ela querendo meter todos os seus atos nessa pataquada), o que acaba me dando preguiça de acompanhar. Mas eu sei que sou minoria nisso e que a fanbase num geral adora acompanhar toda a história por trás do grupo e se entreter com as aespas virtuais e os comandos de Naevis, que ajudou até a viralizar gatinhas nugu de outros girlgroups por aí.

Musicalmente é a mesma coisa. aespa ainda não lançou aquele single que me conquistasse mas, com todo o sucesso que o grupo conseguiu nesse ano de 2021, eu achar que os singles delas até agora são um lixo não faz diferença perto da legião de fãs que o grupo conquistou e está disposto a aclamar cada comeback do grupo de agora em diante (Se conseguiram engolir “Next Level”, eles são capazes de qualquer coisa). De qualquer forma, fico feliz pelo sucesso do grupo pois simpatizo demais com as meninas (Especialmente com NingNing a primeira chinesa do mundo) e ainda acredito na SM arranjando uma demo synthpop de qualquer produtor de garagem da Suécia para essas meninas cantarem e eu poder aclamar junto com vocês. Até lá, eu só assisto o sucesso de longe mesmo, mas o futuro ainda promete muitas glorias reais e virtuais para o aespa.


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9 comentários em “O que aconteceu em 2021: aespa e Kwangya”

  1. Aespa é muito superestimado, as músicas são ruins. Acho os avatars mal feitos, além de nos stages as meninas estão mais mortas que o
    T-ara.
    Sempre tenho a impressão que o grupo não era para ter essa line up. E que a maior parte não treinou o suficiente. E ainda são roboticas

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    1. Em tese o Aespa não deveria ter como membros as SMROOKIES que debandaram e deixaram a Ningning sozinha no porão da SM?
      Sobre a parte do não treinou o suficiente, eu creio que só a chinesa debutou como uma idol bem treinada e o restante… bem, a Giselle é a idol da SM que passou menos tempo como trainee (10 meses).

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      1. Eu acho que era pra ter mesmo algumas daquele smrookies, não todas, e a NingNing foi a única que se manteve ali_ ou talvez a única que eles deram a certeza que iria debutar_

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  2. Esse ano também aconteceu Forever! Não acredito que você acabou deixando ela de fora, que é, surpreendentemente, a melhor música do aespa até agora.

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  3. Apesar de achar as músicas intragáveis, mesmo ouvindo mais vezes_ sinto muito, mas quanto mais escuto Savage, ela vai piorando, de Next Level nem preciso falar_
    Concordo contigo sobre o sucesso e popularidade do grupo. E também pela NingNing, que parece ter bastante personalidade, que infelizmente a sm não aproveita e a menina tem que se comportar nos moldes.
    A história também não me prendeu, e nem tenho paciência. Acho que talvez elas funcionem comigo quando a SM largar esse negócio de universo cibernético sei lá, ou não.

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  4. Acho que o sucesso da aespa está na novidade. Em um mercado saturado de girls chush o que veio de novo foi conquistando as pessoas. As músicas são boas, não. Mas são diferentes, sim. E o pior, são viciantes e é nisso que mora o perigo.
    Fora que eles conseguiram montar um grupo com excelentes vocalistas que dá gosto de ouvir qualquer coisa desde que a ningning e a winter solte seus gritos.
    O que falta em um mercado saturado é novidade, é quem se destaca faz a diferença.

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